Grande parte dos estagiários aprendem e ganham pouco

Pesquisa mostra que a maioria dos estagiários se vê apenas como mão-de-obra barata para a empresa. Além disso, reclamam da pouca informação que recebem do chefe imediato e do baixo índice de efetivação como funcionário da empresa, depois de terminado o período de estágio.

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Grande parte dos estagiários aprendem e ganham pouco

Uma pesquisa que acaba de sair do forno mostra que a maioria dos estagiários se vê apenas como mão-de-obra barata para a empresa. Além disso, eles reclamam da pouca informação que recebem do chefe imediato e do baixo índice de efetivação como funcionário da empresa, depois de terminado o período de estágio. Para especialistas, trata-se de um quadro preocupante, que exige providências por parte das empresas.

Entre os pesquisados, a maioria cursa Administração (30%), depois vem Engenharia (19%), Direito (10%) e TI (10%). Desses, 34% vão concluir a graduação este ano e 95% participaram de processo seletivo para conseguir o estágio.

Sobre a forma como ficaram sabendo do programa de estágio, houve um empate entre a comunicação na faculdade e a feita por empresas de consultoria (32%). A maioria, ou 54%, dos entrevistados participaram de até quatro processos seletivos para conquistarem o estágio.

Os estagiários destacaram que o mais importante - no programa de estágio - são: aprendizado (61%), agregar conhecimento (49%), integração com a equipe de trabalho (41%), acompanhamento das atividades (39%) e efetivação (26%).

Na visão dos estagiários, as empresas deveriam oferecer a efetivação (41%), benefícios equivalentes dos funcionários (40%) e treinamento e cursos (38%).

Os pontos fracos dos programas de estágio, segundo a pesquisa, são: estagiários como mão-de-obra barata (69%), desvalorização deste profissional (42%), atividades não alinhadas com aprendizado da faculdade (41%), má remuneração (32%) e inexistência de treinamento e cursos (23%).

Quando perguntados sobre os grupos de influência na formação profissional, 31% dos estagiários creditam a si próprios como agentes para formação, seguidos da empresa (21%), sendo que os amigos ficaram com menos de 10% das influências. A universidade ficou com 10%, o que demonstra a demanda por uma formação acadêmica mais interativa.

O Laboratório de Negócios SSJ e a Companhia de Talentos realizaram em junho a pesquisa, junto a 1.680 jovens, que fizeram ou fazem estágio, com o objetivo de avaliar os processos seletivos, as interações pessoais e satisfação final do estagiário.

A pesquisa está na terceira edição consecutiva. Foram enviados mais de 44.000 e-mails com a pesquisa de 15 perguntas, sendo que 3,8% foram respondidos de modo voluntário. Dos respondentes, 52% são homens e 48% mulheres, a maioria entre 22 a 26 anos.

(UOL)

 
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