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Virar trainee é mais difícil que passar na USP
Os processos
de trainee têm se tornado tão concorridos que em algumas
situações chegam a superar o número de candidatos
por vaga em grandes vestibulares. No vestibular 2005 da USP, a relação
geral candidato/vaga foi de 15 pessoas. Já o programa de
trainee da Sadia chegou a 200 candidatos/vaga.
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A temporada
de seleção de candidatos para programas de trainee
está cada vez mais longa, se estendendo por diversos meses
durante o ano. Por meio desses programas, as empresas garimpam os
melhores talentos formados em cursos superiores pelo Brasil afora.
O foco é
colocado sobre universitários em final de curso ou sobre
aqueles que acabaram de se formar. Na maioria das vezes, os selecionados
serão catapultados ao nível de gerência, depois
de um período de treinamento que dura de 1 a 2 anos, em média.
A grande vantagem para a empresa é poder moldar o profissional
desde cedo dentro de sua cultura corporativa.
O modelo desembarcou
no Brasil na primeira metade do século passado e teve nas
empresas americanas, como Citibank, GE e Esso, as grandes difusoras.
O número de candidatos em busca de uma vaga nesses programas
é muito grande, fazendo com que a maioria deles seja mais
disputada que os vestibulares de importantes universidades.
Em 2003, o
Programa de Trainee da AmBev, por exemplo, alcançou mais
de 20.000 inscritos. Desse total, apenas 17 foram selecionados para
trabalhar na maior empresa de bebidas do país.
No Unibanco,
também foram mais de 20.000 inscritos, para 30 vagas. O banco
acabou não conseguindo preencher todas as posições,
em virtude do nível dos candidatos. Deficiências no
inglês, erros no uso da língua portuguesa e indefinição
sobre o que se pretende profissionalmente foram os principais problemas
detectados.
Para se dar
bem e obter uma vaga nesses programas tão disputados, o candidato
deve se preparar desde cedo. Ainda nos primeiros períodos
do curso superior, é preciso começar a montar a bagagem
que vai ser avaliada lá na frente.
O primeiro
passo nesse processo todo é ter um objetivo bem claro e definido.
Ou seja, dependendo da área em que se pretende trabalhar,
o universitário deve ir agregando conhecimentos e habilidades
que possam diferenciá-lo dos demais na hora de passar pela
peneira corporativa.
Uma grande
empresa que acabou de abrir um programa desse tipo foi a Sadia.
Só na primeira semana de inscrições, mais de
7.000 candidatos tinham se cadastrado no site da empresa. No ano
passado, foram 20.000 inscritos e 112 selecionados. Agora, são
100 vagas.
Só para
comparar: no Vestibular 2005 da USP, a relação geral
candidato //vaga foi de 15. Numa das áreas mais concorridas,
Jornalismo, chegou a 45. Na Sadia, chega a 200.
A empresa mira
em jovens recém-formados (de 2003 para cá) ou que
estejam cursando o último período da universidade.
O leque de profissões é amplo e as áreas de
atuação também, conforme explica Adelmo.
As inscrições
vão até o dia 14 de março. Depois começa
a fase de avaliação, cuja primeira peneira será
uma prova pela internet. Segundo Adelmo, essa fase vai até
o final de maio Os escolhidos começam o treinamento de 20
meses em julho.
Ao contrário
da maioria das empresas, a Sadia não incorpora o pessoal
treinado em cargos de gerência. Para chegar à função,
eles vão ter que mostrar serviço no dia-a-dia da empresa.
(Uol)
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