Modelo japonês de estágios ajuda empresa brasileira na busca por soluções

Unir estagiários com recém-formados para encontrar maneiras de melhorar o atendimento é uma prática realizada pelo Laboratório Campana de análises clínicas e diagnósticos há 10 anos. Inspirado em um modelo japonês de orientação de estágios, o programa incentiva os funcionários na criação de projetos para serem implantados em toda a empresa.

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Modelo japonês de estágios ajuda empresa brasileira na busca por soluções

Há dez anos, o Laboratório Campana orienta estagiários inspirado em modelo oriental Inspirado em um sistema japonês, que une ex-estagiários já efetivados e estagiários recém-contratados na busca por novas idéias para melhorar o atendimento, o Campana, laboratório de análises clínicas e diagnósticos acaba de dar mais um passo no programa de orientação aos estagiários.

O programa consiste em incentivar os estagiários a criarem soluções e projetos passíveis de serem adotados em diversas áreas de gestão empresarial. A coordenação e o acompanhamento de tais projetos fica por conta dos ex-estagiários, já efetivados, com pós-graduação, mestrado ou MBA concluído ou em andamento, que no programa são chamados de padrinhos.

"O Campana possui 40 profissionais que iniciaram a carreira como estagiários, passando por diversos setores do laboratório. Eles são os padrinhos e cada um deles deve supervisionar o trabalho de três estagiários ", explica Arnaldo Marinho, coordenador de Recursos Humanos do Campana.

A idéia de implantar no laboratório o Programa de Orientação aos Estagiários, ocorrida há dez anos, partiu de Edson Yamamoto, diretor administrativo e financeiro do laboratório, que conheceu no Japão um sistema similar. "A empresa procura sempre investir em seus profissionais por meio de um processo que objetiva o crescimento pessoal e profissional."

Os estagiários participam desse sistema através da vivência em todos os setores da empresa, com uma orientação muito próxima dos veteranos, para que esse aprendizado seja mais completo.

Com o programa, acrescenta Yamamoto, o aproveitamento do estágio é melhor tanto para quem faz quanto para a empresa, além disso há acompanhamento psicopedagógico.

A ex-estagiária e hoje madrinha no programa, Ana Lúcia Beurgulian, conta que foi estagiária no Campana e atualmente é coordenadora do departamento de qualidade. "O programa nos permite passar, de forma muito saudável e gratificante, as informações adquiridas com a experiência profissional," ressalta.

Já Vanessa Bernal, que ainda cursa a faculdade de Direito e é estagiária na área administrativa, acha que o melhor do programa é a prática da função com supervisão do profissional qualificado. "Reduz a margem de erros", diz.

O Campana possui 600 profissionais e recebe por mês mais de mil currículos de interessados que desejam ingressar no programa de estágios. O processo seletivo é longo, detalhado e busca o profissional de ponta com grande desenvoltura no trabalho em equipe.

Hoje, no total são 118 estagiários nas áreas de administração, atendimento e biomédicas que participam do programa. A cada trimestre, sob a coordenação de seus respectivos padrinhos, todos eles devem apresentar e defender uma idéia criada para suprir uma necessidade ou otimizar o trabalho do setor em que atuam.

Mais informações no site www.campana.com.br.

(Diário de S. Paulo - 25/07/02)