Grandes empresas começam a valorizar os programas de estágio

A seleção de trainees - até recentemente considerada o modelo ideal para prospectar novos talentos a serem alçados a postos de comando em grandes companhias - começa a perder espaço para os programas de estágio. As empresas hoje acreditam ser mais vantajoso investir em estagiários do que contratar trainees que nem sempre respondem às expectativas da companhia.

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Grandes empresas começam a valorizar os programas de estágio

A seleção de trainees - até recentemente considerada o modelo ideal para prospectar novos talentos a serem alçados a postos de comando em grandes companhias - começa a perder espaço para os programas de estágio.

De um ou de outro modo, esses continuam sendo os principais portões de entrada da multidão de mais de 400 mil jovens que trocam os bancos escolares por empregos todo ano e esperança para os mais de 3 milhões que cursam a universidade.

São dois os motivos para a mudança do foco de seleção das diretorias de recursos humanos de várias empresas. Algumas não querem investir pesado em jovens que acabam saindo da empresa antes de dar o retorno pretendido. Ou não querem sofrer decepções com profissionais que acabaram não confirmando o potencial revelado nas entrevistas. A tendência é investir mais nos estagiários e escolher, entre eles, quem será treinado para liderar.

A mudança já está em curso, afirma Sofia Esteves de Almeida, sócia-diretora da Cia. de Talentos, divisão da consultoria DM Recursos Humanos, especializada em recrutamento de jovens profissionais. Ela participa do Grupo de Coordenadores de Estagiários e Trainees (GCET), formado por mais de 60 empresas, hoje preocupadas em melhorar o processo de seleção. Entre elas, a Rhodia, a Siemens, o BankBoston, a DuPont, que já centralizaram a caça de novos talentos nos estágios.

Em 2002, pela primeira vez, a turma de trainees da Rhodia saiu exclusivamente dos estagiários, diz Viviane Marrese, coordenadora do programa. Um dos pontos fracos do processo de seleção aberto, ela diz, é que o recém-formado chega com um grau de expectativa altíssimo em relação ao que a empresa pode representar em sua carreira, mas não tem noção do mercado em que ela atua, seus principais desafios e como pode crescer dentro dela.

(Gazeta Mercantil - 27/03/03)

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