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Banco do Brasil cria programa para
treinar 4 mil jovens
O Banco do Brasil
formaliza hoje (27/08) um termo de compromisso com o Ministério
do Trabalho e Emprego com o objetivo de adequar o programa "Adolescente
Trabalhador" de acordo com as leis que protegem os jovens aprendizes.
Criado em maio de 2001, o projeto defende a inclusão de adolescentes
carentes no mercado de trabalho, oferecendo a eles a oportunidade
de desenvolver atividades dentro do próprio banco.
Leia
mais:
Banco do Brasil formaliza programa
para treinar 4 mil jovens aprendizes
O Banco do Brasil
assina hoje (27/08) termo de compromisso com o Ministério
do Trabalho e Emprego com o objetivo de adequar o programa "Adolescente
Trabalhador" às leis 8.069/1990 (Estatuto da Criança
e do Adolescente) e 10.097/2000 (Lei de Aprendizagem).
Criado em maio
de 2001, o programa estruturou uma prática antiga do banco
na contratação de adolescentes. Avaliado pelo Ministério
Público do Trabalho (MPT), que monitora as relações
de trabalho dentro das empresas, foi aprovado para continuar com
o projeto de inclusão de adolescentes carentes. "O MPT
solicitou que o programa fosse adaptado à Lei de Aprendizagem
para que, além de oferecer oportunidades de trabalho a adolescentes
atendidos por instituições de assistência, desenvolva
também treinamento", diz Hayton Rocha, diretor de Gestão
de Pessoas do banco.
O programa "Adolescente
Trabalhador", atende jovens dos 16 anos incompletos aos 17
anos e 10 meses. Segundo José Custódio da Silva, gerente
executivo da área, a Lei de Aprendizagem permite o contrato
a partir dos 14 anos, mas o banco decidiu recrutar jovens a partir
de 15 anos e 10 meses. "Como o contrato tem duração
de dois anos, ao final, o jovem estará com 17 anos e 10 meses,
mais próximo do mercado de trabalho", diz.
Na prática,
o programa funciona por meio de convênios entre o banco e
entidades que cuidam de adolescentes carentes. "A entidade
tem que ser reconhecida como de utilidade pública pelo Ministério
da Previdência Social", esclarece José Márcio
Moreira, responsável pela divisão de alocação
de pessoas do banco. Segundo ele, os adolescentes são selecionados
pelas entidades, conforme o perfil de vagas disponibilizadas pelo
banco. "O adolescente tem que pertencer a família com
faixa de renda per capita até meio salário mínimo
e estar cursando pelo menos a 7 série ou o equivalente supletivo",
esclarece Moreira.
Os adolescentes
realizam trabalhos como troca de cartucho de impressoras, arquivamento
de documentos, operação de xerox, transporte de documentos
internamente, e recebem o salário mínimo mais os benefícios
como vale-transporte e vale-refeição.
O salário
é pago pela entidade responsável pelo adolescente.
"O Banco do Brasil faz o convênio com a instituição,
que assume toda as obrigações trabalhistas. O banco
arca com o custo total mais a taxa de administração
de até 10% do salário mínimo regional",
diz Hayton Rocha.
Para se adequar
à lei, o banco criou uma grade de treinamento que permite
ao adolescente aprender os serviços bancários. Dividido
em quatro módulos, o treinamento acontece em paralelo ao
trabalho diário. O conteúdo abrange a teoria e prática
dos serviços bancários, valores éticos e profissionais,
explica José Márcio Moreira. O último módulo
é o de "Cidadania", que tem como objetivo promover
a consciência crítica do aprendiz, "permitindo
um bom convívio com os diversos ambientes sociais",
e é ministrado pela entidade asssistencial.
"Antes,
o treinamento era todo dado pelo banco. Agora, ampliamos a carga
horária dedicada ao treinamento e incluímos a entidade,
que terá participação na formação
do adolescente", conta Moreira.
Atualmente,
2.943 adolescentes participam do programa. Pelo termo de compromisso
a ser assinado hoje, o banco se compromete a ter um mínimo
de 5% e um máximo de 15% de adolescentes, do total do quadro
de funcionários - de 45 mil na carreira administrativa, dentro
do total de cerca de 78 mil. "A meta é chegar até
o fim do ano com 4 mil jovens aprendizes, e destes, em torno de
200 vagas serão reservadas a portadores de deficiência",
promete Rocha. Para ele, "o programa mostra que não
é impossível cumprir a lei".
(Gazeta Mercantil
- 27/08/02)
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