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Saiba
de antemão onde estão os melhores programas de estágio
Marcelo Martins Lazaro
há cinco meses em programa de estágio na DiaSystemMarcelo
Martins Lazaro, 20 anos, estudante de Processamento de Dados da
Fatec de Taquaritinga, está há cinco meses em programa
de estágio na DiaSystem, empresa de informática que
conheceu por meio do Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola).
Ele está repleto de esperanças de que terá
oportunidades futuras de trabalho efetivo. “A empresa está
se expandindo e com certeza terei chance”, observa. “Trabalho
com o que estou aprendendo na faculdade e aplicar na prática
o que se aprende na teoria é essencial”, diz. Os benefícios
que a DiaSystem dá aos estagiários são mais
alguns atrativos para o estudante. “O salário é
básico (R$500,00), mas eles pagam 50% de qualquer curso que
o estagiário queira fazer: seja faculdade, inglês ou
até pintura, como costumamos brincar”, conta Marcelo.
“Conversei com o gerente da empresa e farei inglês em
breve.”
A história de
Marcelo acompanha a de um grupo de 600 mil estudantes em estágio
no Brasil atualmente -- metade deles administrados pelo Ciee. Porém,
um número bem maior de jovens como ele não têm
a mesma sorte. Só no banco de dados desta organização
existem cerca de 900 mil jovens esperando por uma vaga de estágio.
“O mercado de trabalho cresce, mas não em proporção
ao número de novos profissionais, o que ocasiona um déficit
alarmante”, diz Regina Hein, supervisora da área de
Desenvolvimento de Projetos do Ciee. “Para piorar ainda mais
este quadro, existem empresas que não enxergam o estágio
com a devida seriedade e sim como uma forma de baratear custos,
delegando ao estudante múltiplas funções.”
Para distinguir as empresas
com capacidade de criar novos profissionais segundo a cartilha dos
eficientes programas de estágio, o Ciee, em parceria com
o Ibope e a seccional paulista da ABRH (Associação
Brasileira de Recursos Humanos) criou em 2006 o prêmio As
Melhores Empresas Para Estagiar. A premiação contempla
50 empresas situadas no estado de São Paulo e só podem
concorrer as que têm mais de dez estagiários em seus
quadros.
“Prestigiar as
empresas que proporcionam as melhores condições de
aperfeiçoamento a estagiários foi uma maneira que
achamos de estimular o estágio e também de debater
esse assunto tão importante”, observa Regina. “A
idéia surgiu a partir do consenso de que o estágio
é um dos mais eficazes instrumentos para preparar, com treinamento
prático, os jovens estudantes para uma bem-sucedida inclusão
profissional.”
Esse modelo tem angariado
bons resultados, na avaliação dos organizadores do
prêmio. Em sua primeira edição, o evento teve
128 empresas inscritas. Em 2007 (o prêmio é dado em
novembro), o número subiu para 170 - um aumento de 32,8%.
“As empresas têm se interessado pois, com boas colocações
no ranking, passam a ser cobiçadas por novos talentos interessados
em construir carreira ou simplesmente por quem busca boas oportunidades
de aprendizado”, conta Regina. “As empresas que se inscreveram,
mas não estiveram entre as 50 melhores, recebem um feedback
comparativo entre as 10 melhores e das 50 melhores em relação
à sua colocação no ranking. Assim, eles obtêm
uma ótima oportunidade de evoluírem.
O interessante do prêmio
é que a avaliação das empresas é feita
pelos próprios estagiários. Eles recebem um questionário
com 26 questões elaboradas pelo Ibope Inteligência
e têm resguardado o sigilo absoluto em suas respostas. O resultado
da tabulação das respostas é que define o ranking
das melhores.
Segundo Regina, nestes
dois anos, as respostas dos estagiários passam a nítida
sensação de que as empresas premiadas são realmente
as que estão comprometidas com a evolução constante
da carreira destes jovens profissionais, possibilitando, de fato,
atividades relacionadas à sua profissão. Em 2006,
a primeira colocada foi a Universidade Bandeirantes de São
Paulo (Uniban) e, em 2007, a Dia System, de informática.
Num ano em que se fala
tanto em crise e retenção de talentos, o Ciee espera
aumentar o número de participantes e esquentar o debate em
torno do estágio. A organização defende que
os primeiros passos profissionais supervisionados num ambiente real
de trabalho é essencial para a empresa, que pode administrar
e delinear as qualidades dos estudantes, criando profissionais com
a cara da companhia. “O estágio é onde o estudante
enxerga as ciências aprendidas de forma linear, sem as divisões
que as academias criam”, diz Regina. “Empresas com bons
planos de estágio são capazes de direcionar os estudantes
para a sua realidade”, continua.
(Zap)
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