Instituto Intercultural prepara estudantes para o mercado de trabalho

Mostrar o mapa cultural da cidade, indicar o caminho. Esse é o objetivo do Projeto Educação, do Instituto Intercultural, para incluir estudantes e ex-estudantes de escolas públicas de baixa renda da cidade de São Paulo no mercado de trabalho por meio da cultura, cidadania e educação.

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Instituto Intercultural prepara estudantes para o mercado de trabalho

Mostrar o mapa cultural da cidade, indicar o caminho. Esse é o objetivo do Projeto Educação, do Instituto Intercultural, para incluir estudantes e ex-estudantes de escolas públicas de baixa renda da cidade de São Paulo no mercado de trabalho por meio da cultura, cidadania e educação.

"As possibilidades são muitas numa cidade tão grande quanto São Paulo. Trabalhamos com as mais diversas linguagens para ensinar os jovens a lerem os mapas culturais da cidade, colocando-os em contato com temas que vão desde gestão e liderança a aulas de inglês e música", explica Sérgio Melo, coordenador do Instituto, uma organização civil fundada por alunos da Universidade de São Paulo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Fundação Getúlio Vargas (FGV) e professores de universidades estrangeiras.

Segundo Melo, o Projeto Educação não tem como objetivo garantir emprego ao jovem, mas prepará-lo para enfrentar o mercado de trabalho com uma formação mais completa, que vai além dos pré-requisitos para ingressar na vida profissional. "Nosso objetivo é de formar para o futuro cidadãos atuantes, conscientes da sua responsabilidade social", disse.

Para este ano, o Instituto Intercultural está oferecendo 650 vagas para alunos com idade entre 15 e 21 anos. Para participar, é preciso passar por um processo seletivo. Durante três anos, os jovens chegam a ter 14 horas de atividades semanais, onde têm aulas de inglês, orientação vocacional com psicólogos da USP, participam de palestras com profissionais de RH e outras áreas, além de fazerem visitas periódicas a museus e teatros.

Os estudantes selecionados para o projeto contribuem com uma taxa de manutenção para cobrir 15% dos custos do programa. O restante - a maior parte - é mantido pelo próprio Instituto e seus apoiadores. Porém, nem todos os colaboradores contribuem com recursos financeiros. Muitos oferecem serviços na sua área de atuação ou especialidade. É o caso da Amcham - Câmara Brasileira do Comércio Brasil/ EUA, que ministra palestras e workshops, e a Emurb - Empresa de Urbanização da Prefeitura de São Paulo e a SPTrans que dão apoio logísticos nas atividades externas do grupo. O Grupo Tapa e artistas plásticos, como o Guto Lacaz, também já contribuíram de alguma forma para o projeto.

Os interessados podem se inscrever até o dia 10 de abril. Mais informações pelo telefone (0xx11) 3257.1757, ou na Rua da Consolação, 847 - São Paulo - SP.

(Bianca Justiniano - 28/03/03)

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