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Veja
diferença entre curso tecnólogo e técnico,
que marcam início da carreira
No começo da carreira,
o profissional com formação técnica tem um
leque maior de oportunidades. A gerente de marketing da ETEP Faculdades,
de São José dos Campos - SP, Helen Toyama, explica
que o curso técnico é profissionalizante, pois, com
foco na prática, propicia a rápida inserção
no mercado de trabalho.
A coordenadora do ETEP
Carreiras, Andréia Oliveira, lembra que, apesar do curso
técnico garantir a qualificação do aluno, de
forma apropriada às demandas das empresas, as atividades
exercidas por pessoas com formação técnica
ainda são operacionais.
"O curso técnico
constitui uma ótima opção para se inserir no
mercado de trabalho, mas quem deseja um dia ocupar cargos de gerência
pode procurar especialização. Com uma bagagem e uma
formação técnica, é possível
entrar para a faculdade já focando em uma área específica
do ramo escolhido", diz Andréia.
Técnico versus
tecnólogo
Muitos confundem os cursos
técnicos com os tecnólogos, ou acreditam que os tecnólogos
são voltados para a tecnologia. De acordo com Helen, o curso
técnico tem duração de um ano e meio, no mínimo,
mas a média de duração é dois anos.
Já os tecnólogos dão título de curso
superior, com duração entre dois anos e três
anos e meio.
"Nos cursos tecnólogos,
há uma restrição de disciplinas [na comparação
com a faculdade tradicional], que também são flexíveis.
Isso significa que o conteúdo é sempre atualizado
de acordo com as demandas do mercado. As aulas garantem profundidade,
de forma que o estudante com curso tecnólogo é rapidamente
inserido no mercado", lembra Helen.
A outra diferença,
segundo Andréia, é que o curso técnico é
reconhecido por ordens de classe, ou seja, o técnico é
certificado e pode ter um registro, como o do CREA.
Situação
do mercado
Em abril deste ano, foram
criadas mais de 3 mil vagas de emprego, sendo que, dessas, a maioria
(58,45%) foram ocupadas por técnicos, analistas e assistentes.
Isso significa que o mercado de trabalho está valorizando
mais os profissionais com curso técnico.
O aumento das oportunidades
criadas no ano passado reflete o bom momento financeiro protagonizado
pelas organizações brasileiras. De acordo com recente
estudo do Serasa, as companhias nacionais registraram, no ano passado,
a maior rentabilidade da década. Em fevereiro último,
o setor que mais criou vagas foi o industrial, respondendo por 26,51%
dos 3.018 postos de trabalho.
Demanda
A coordenadora do ETEP
Carreiras explica que não existe uma área que se sobressai,
com relação às oportunidades de emprego, de
maneira unificada em todo o País. "Depende muito da
região onde o aluno está inserido", garante.
No Vale do Paraíba (SP), especificamente, os destaques são
as áreas de mecânica, mecatrônica, informática
e web design. O motivo é que o foco da economia local está
nas indústrias.
Helen exemplifica as
peculiaridades de cada região: um fenômeno que é
observado nas regiões metropolitanas é a expansão
das empresas de serviços, que estão garantindo muitas
ofertas de trabalho. Entretanto, em São José dos Campo-SP,
embora tenha havido crescimento do setor de serviços, a tendência
não foi sentida. "O mercado da região gira muito
em torno das indústrias".
O salário médio
de um profissional com formação técnica fica
entre R$ 1 mil e R$ 1,3 mil. Ao entrar como estagiário, a
média salarial varia de R$ 600 a R$ 650.
(UOL)
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