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Livros
Executivas
contam suas trajetórias no mundo corporativo brasileiro
Cansadas de
serem praticamente invisíveis nas reuniões do "board"
da empresa, duas executivas decidiram que iriam ser notadas a qualquer
custo. Um dia entraram na sala, depois que todos já estavam
acomodados, com trajes absolutamente idênticos (conjunto de
saia e blusa "bordeaux"). Para surpresa da dupla, apenas
um dos executivos notou a brincadeira e começou a rir. Os
demais demoraram a perceber a graça. A mensagem bem humorada,
no entanto, funcionou e a partir daí a relação
das executivas com o grupo de diretores melhorou. Suas opiniões
passaram a serem ouvidas por todos os membros e com a devida atenção.
O relato acima
é de Graça Bernardes, diretora de marketing da 3Com
do Brasil. Ela acredita que o humor é uma arma inteligente
que pode ajudar a mulher a vencer preconceitos no trabalho. Graça
é uma das 12O executivas, que de próprio punho, contaram
um pouco da sua experiência profissional no livro "Mulheres
que Abrem Passagem", do consultor e escritor Júlio Lobos.
Ao longo de
oito meses, Lobos entrevistou essas profissionais e depois pediu
para que elas mesmas descrevessem suas percepções
sobre a condição da mulher no trabalho. "Algumas,
num primeiro momento, se sentiram incomodadas ao ter que falar sobre
preconceito, algo que às vezes preferem ignorar, mas depois
refletiram melhor e colaboraram", diz Lobos, PhD pela Cornell
University.
O que chamou
a atenção do escritor, que em 146 páginas faz
um apanhado de informações gerais sobre a mulher recorrendo
a uma vasta bibliografia sociológica, filosófica e
administrativa, é que em todos os depoimentos as executivas
parecem bem conscientes de que vivem o melhor momento para suas
carreiras.
Em uma época
onde os talentos gerenciais femininos estão em alta nos discursos
dos gurus da administração, essas mulheres acreditam
que estão levando vantagem no mercado, pelo menos, aparentemente,
explica Lobos. Na prática, a realidade da mulher executiva
ainda não é ideal. Em todo o mundo, elas ocupam pouco
mais de 10% dos cargos mais importantes. No Brasil, a situação
não é diferente, diz o consultor. Mas, por outro lado,
elas estão abrindo caminho cada vez mais rápido.
Algumas das
pioneiras que participaram do livro, reconhecem que tiveram que
formular estratégias pessoais para lidar com as barreiras
invisíveis na empresa. Chieko Aoki, presidente do Blue Tree
Hotels, foi uma que buscou uma alternativa para ter seu ponto de
vista levado em conta no início da carreira. "Ao expor
idéias em reuniões, eu sentia que, por simples vaidade,
o público masculino não as avaliava objetivamente...
adotei, assim, uma estratégia diferente. Passei primeiro
a "vender" a idéia a um homem do grupo com quem
tinha maior afinidade", conta. Com esta tática, aos
poucos, foi ganhando espaço e ouvidos.
Saber lidar
com o universo masculino das empresas, pode significar também
dosar a flexibilidade e o talento para atuar em equipe, qualidades
gerenciais atribuídas às mulheres, com um certo tom
de agressividade mais típico dos homens. "É a
capacidade de mostrar-se agressiva quando oportuno", diz Deborah
Stern Veitas, diretora vice-presidente Corporate e Investment Banking
do BNP Paribas Brasil.
Muitas executivas
confessam que tiveram que endurecer para lidar com um universo predominantemente
masculino. "Eu poderia ter sido menos exigente, mais tolerante,
menos perfeccionista, mais flexível, mais light", escreve
Anna Maria Chimeri Battaglia, ex-diretora de Pesquisa & Desenvolvimento
e Sistema da Qualidade da Santista Alimentos.
Para chegar
lá, a maioria admite que foi preciso se preparar e trabalhar
mais que os colegas. "Tive que trabalhar o dobro para me impor
como diretora", diz Cristina Ricciardi Brisighelo, da Cêramica
Atlas. Ariane Schwindt Campos Seixas, gerente de marketing da Bayer,
conta que fez MBA e estudou várias línguas. "Se
queremos competir profissionalmente, temos que utilizar as mesmas
armas dos homens e usar o que temos de diferencial", diz.
A maior dificuldade
para as executivas, no entanto, é exercer os diversos papéis
atribuídos à mulher. Cláudia Costin, atual
CEO da Promon Intelligens, ex-ministra da Administração,
diz que quando trabalhava no governo estadual paulista, dava aulas
à noite e ainda cuidava da família, sentia duas fortes
pressões. "De um lado, ser excelente profissional a
despeito de ser mulher; e de outro, ser excelente mãe e companheira...a
despeito de ser profissional. Tentei ser ótima nos três
papéis. Hoje sei que era impossível: ninguém
é supermulher", escreve.
O eterno dilema
da maternidade é um assunto recorrente na carreira das executivas.
"Os homens, parece, têm idéias bem definidas do
que uma mulher com filhos pode fazer, e não pode fazer, na
vida, no trabalho...", diz Julia Lennox, diretora de Health
Care, Mercosul, da Pfizer/Warner Lambert.
Não existem
fórmulas ou segredos revelados pelas executivas no livro.
Para Vania Ferro, ex-CEO da 3Com do Brasil, o importante para chegar
lá foi nunca ter tido medo. "Chame isso de audácia,
atrevimento, ou cara-de-pau, como quiser", diz. Para a ex-ministra
da Indústria do Comércio e do Turismo, Dorothea Werneck,
atual diretora executiva da Apex, o conceito de progredir profissionalmente
para as mulheres, significa antes de tudo sentir-se feliz. "Isso
envolve paciência para transformar o que estamos fazendo hoje.
Humildade para reconhecer que, em certos casos, "não
vai dar". E uma grande propensão ao risco, para um dia
dizer "Chega! Vou embora, procurar algo novo".
"Mulheres
que Abrem Passagem", De Júlio Lobos. Instituto de Qualidade
(287 págs, R$ 28).
(Valor)
O sucesso
está ligado à empatia
O psicólogo
Arthur Ciaramicoli, professor de psicologia no departamento de psiquiatria
da Universidade de Harvard, afirma que a empatia é a característica
pessoal mais importante em quem obteve algum tipo de sucesso na
vida, seja pessoal ou profissional. Mas lembra, também, que
a empatia tem o seu lado negro e uma série de armadilhas.
É isso que ele, junto com a escritora também americana
Katherine Ketcham, aborda no livro "O Poder da Empatia",
lançado no Brasil pela editora Best Seller.
Apesar de não
ser voltado especificamente para o mundo dos negócios, o
livro traz exemplos de atitudes que se encaixam no ambiente de trabalho
e que podem agradar a leitores interessados no comportamento humano.
Em um dos capítulos,
os autores dão a dica dos passos essenciais para exprimir
a empatia: 1) faça perguntas abertas; 2) vá mais devagar;
3) evite julgamentos apressados. 4) preste atenção
a seu corpo; 5) aprenda com o passado; 6) permita que a história
seja revelada; 7) estabeleça limites.
(Valor)
O guru da
reengenharia ressurge sem grandes idéias
Quando lançou
o livro "Reengenharia- Revolucionando a Empresa" em 1993, junto
com James Champy, o consultor e professor MIT, Michael Hammer foi
alçado ao pódio dos mais celebrados gurus da administração
moderna. Os conceitos que ele ajudou a criar sobre reengenharia
e renovação de processos nas companhias se espalharam
pelo mundo e, na década de 90, inspiraram uma verdadeira
legião de seguidores. Hammer chegou a ser apontado pela revista
Time, como uma das 25 personalidades mais influentes da América.
Depois do sucesso
de seu best-seller, Hammer lançou mais dois livros voltando
ao tema: "Além da reengenharia" e "A revolução
da Reengenharia- Um guia prático". Se por um lado, acalmou
os fans, por outro, deixou para os mais críticos a sensação
de que não seria mais capaz de escrever algo tão impactante
como sua primeira obra. Em dezembro passado, no entanto, ele rompeu
o silêncio de anos para lançar "A Agenda" (editora
Campus), que já está entre os mais vendidos na área
de administração.
"A Agenda" é
um livro bem mais simples e direto que os anteriores, mas para muitos
ainda não é a tão aguardada "cartilha Hammer"
para as organizações do século 21. Foi recebido
com certo desapontamento pela crítica especializada internacional.
O que rege este novo trabalho do autor é a organização
das companhias na era da economia voltada para o cliente. "Fique
sério ou caia fora", proclama Hammer, que reaparece como
defensor da ordem e da disciplina contra o caos que reina no conturbado
universo da venda de produtos.
A polêmica
desta vez está nas suas críticas à improvisação,
à fé cega em líderes carismáticos, aos
criativos, que chama de "free thinkers" e aos espíritos empreendedores,
que, na sua opinião, podem atrapalhar os processos e regras
nas empresas. Para exemplificar suas teorias, ele buscou exemplos
práticos em grandes corporações americanas
como a IBM e GE Capital. Michael Hammer concedeu uma entrevista
ao Valor, por e-mail, onde comenta o novo trabalho, fala sobre a
organização ideal e faz uma breve reflexão
sobre a reengenharia, que, para muitos especialistas, foi mal interpretada
provocando uma onda de "downsizings" radicais. A seguir, os principais
trechos da entrevista:
Valor:
A principal mensagem de "A Agenda" parece ser a crescente importância
do relacionamento das empresas com seus clientes. Existe alguma
estratégia realmente inovadora nessa questão?
Hammer: Está cada vez mais difícil obter uma
vantagem no mercado por meio de liderança de produto ou inovações
tecnológicas, pois os concorrentes podem duplicá-los
facilmente. Colocando de outra forma, a inovação tecnológica
é uma condição para o sucesso, mas não
é suficiente. A forma de se diferenciar dos concorrentes
é aperfeiçoando o relacionamento com os clientes,
oferecendo mais valor e tornando suas vidas mais confortáveis.
Valor: No
livro, o Sr. fala muito sobre gerentes que defendem tanto seu território
que acabam tendo uma visão muito limitada do todo da companhia.
Como seria, na sua opinião, uma estrutura organizacional
ideal?
Hammer: A organização atual precisa ser gerenciada
como uma espécie de matriz. Por um lado, cada indivíduo
pertence a um departamento de pessoas com os mesmos tipos de habilidades,
que se reporta a um administrador responsável pelo desenvolvimento
dessas pessoas. No entanto, aquele departamento não é
o local de trabalho daquelas pessoas. O trabalho em si é
realizado por pessoas atuando nas equipes de processo. A equipe
como um todo se reporta a um proprietário de processo, responsável
pelo projeto, medição e melhoria do processo. No entanto,
esse sistema não terá os conflitos tão familiares
encontrados nas estruturas tradicionais de matrizes, pois os administradores
de departamento e os proprietários de processos devem ser
medidos com base nas mesmas metas, conduzindo à consistência
e ao alinhamento a toda a organização.
Valor:
Em vários momentos de "A Agenda" , o Sr. defende a ordem
e classifica os "pensadores livres e os espíritos empreendedores"
como agentes que podem até prejudicar as regras e a disciplina
dos processos de trabalho. O Sr. não acha este pensamento
um tanto conservador, já que o que mais se fala hoje, é
sobre a importância dos talentos criativos para bater a concorrência?
Hammer: Criatividade não é um sinônimo
para caos. Os indivíduos em uma organização
precisam ser criativos para desenvolver novos produtos e programas
de marketing. No entanto, a criatividade individual precisa ser
posicionada dentro de um contexto estruturado, em um processo disciplinado
mais amplo. De outra maneira, os esforços e a criatividade
dos indivíduos serão simplesmente desperdiçados.
Como um executivo definiu para seu pessoal de desenvolvimento de
produto, " quero que sejam criativos sobre o produto, não
sobre o processo " .
Valor:
Qual será o papel da liderança na estrutura organizacional
do século 21?
Hammer: A liderança é hoje mais importante
do que nunca. Em organizações tradicionais, as pessoas
simplesmente cumpriam ordens. Agora, no entanto, as pessoas precisam
estar inspiradas e a tarefa de suprir essa inspiração
cabe à liderança. Isso exige um conjunto distinto
de habilidades e um novo tipo de estilo. O líder antigo era
um tomador de decisões e um despachante de ordens. O novo
líder é um arquiteto organizacional e um visionário.
Valor:
O Sr. acredita que os conceitos descritos em "A Agenda " podem
ser aplicados efetivamente no dia-a-dia de uma empresa? É
possível sair da teoria para a prática?
Hammer: Todas as idéias de "A Agenda" foram desenvolvidas
a partir das coisas que as empresas faziam na prática; elas
não são teoria. O que fiz foi organizá-las
como um conjunto de princípios para tornar mais fácil
para os administradores entenderem e colocarem em prática.
Valor:
O livro "A Agenda" ainda pode gerar o mesmo impacto que a introdução
da idéia da reengenharia provocou nos anos 90?
Hammer: Apesar de ser improvável que "A Agenda"
venda tanto quanto "Reengenharia- Revolucionando a Empresa", um
grande número de companhias está implementando muitas
das idéias contidas no livro. Acredito que ele terá
um impacto importante sobre a maneira pela qual as empresas são
gerenciadas na prática.
Valor:
Depois de tantos anos, o Sr. acredita quer seu conceito sobre
reengenharia foi aplicado de forma eficaz nas empresas? Ele ainda
é válido hoje?
Hammer: A reengenharia ainda é válida hoje,
assim como há dez anos, mas ela precisa ser complementada
com as idéias que descrevi em " A Agenda " . Admito que algumas
companhias implementaram a reengenharia eficazmente e outras não.
(Valor)
Livro ensina
como se tornar um profissional cobiçado
Um headhunter
ligou. Pronto. Era tudo o que faltava para bagunçar ainda
mais a cabeça daquele profissional que andava se questionando
sobre o seu rumodentro da empresa. Mas e agora? Como se comportar
na entrevista? Que gafes podem arruinar a conversa? Se ele ligou
é porque eu tenho boa chance? Já devo avisar o meu
chefe que fui contatado por um headhunter?
O gelo na barriga
não é à toa. Afinal, mais que especialistas
em recrutamento, essas figuras que escondem ao mesmo tempo mistério
e glamour têm nas mãos o poder de mudar o destino das
pessoas. Conhecem o mercado como poucos e têm sempre informações
privilegiadas.
É esse
universo ainda pouco conhecido que o jornalista Maurício
Oliveira explora no livro "Na Mira dos Headhunters - Como se
tornar um profissional cobiçado", que será lançado
pela editora Campus. O livro, como define o próprio autor,
nasceu da dupla missão de esclarecer os métodos adotados
pelos headhunters e fornecer indicativos de como um profissional
deve agir para se tornar atraente aos olhos dos tão cobiçados
"caçadores de cabeças".
O livro conta
detalhes dos bastidores dessa disputa desenfreada por talentos.
O material foi elaborado a partir de longas entrevistas com dez
dos principais headhunters brasileiros: Dárcio Crespi (Heidrick
& Strugles), Fátima Zorzato (Russell Reynolds), Felipe
Assumpção (Spencer Stuart), Laís Passarelli
(Passarelli Consultores), Luiz Alberto Panelli (PMC Amrop), Marcelo
Mariaca (Mariaca & Associates), Robert Wong (Korn/Ferry), Simon
Franco (TMP Worldwide), Thomas Case (Catho) e Winston Pegler (Ray
& Berndtson).
Logo de cara,
uma dica: muitos executivos e jovens profissionais acreditam que
a melhor forma de arrumar ou trocar de emprego é mandando
currículo para headhunters. Isso não é proibido,
e pode até render algum resultado se forem tomados os devidos
cuidados. Mas, na verdade, os headhunters não gostam de ser
assediados.
O compromisso
deles é com a empresa que os contrata, e não com quem
quer conseguir um emprego. "As estatísticas são
cruéis: nas maiores consultorias do setor, o índice
de currículos que sobrevivem à peneira não
chega a 20%", avisa Oliveira, repórter da revista Veja
especializado na área de carreiras.
O primeiro telefonema
do headhunter também não significa que você
já esteja recebendo uma proposta. O mais provável
é que aquele seja o único contato. A lista inicial
costuma ter por volta de 100 nomes, e no máximo 15 chegam
às entrevistas pessoais.
Nas entrevistas,
é bom não esquecer: o consultor vai prestar atenção
em tudo. Todas as impressões são anotadas em uma ficha.
E, quem se comportar de forma inadequada, pode ter no currículo
um carimbo informal do tipo "babaca", "grosso",
"se acha o máximo" ou "não faz a menor
idéia do que seja concordância verbal". É
claro que essas anotações são confidenciais,
mas não deixam de ser uma péssima referência
para outras futuras vagas.
A linguagem
do livro é simples e objetiva. O autor levanta algumas questões
que os candidatos devem se responder antes de tomar qualquer decisão.
Também revela algumas das perguntas mais freqüentes
feitas pelos consultores e ajuda o leitor a pensar antecipadamente
nas respostas.
Na hora do contato
pessoal, por exemplo, o jogo de cintura é fundamental. Oliveira
conta o caso de um candidato que, habituado a sempre se sentar na
cadeira mais alta no seu escritório, sentou-se na cadeira
do headhunter e por lá ficou nos primeiros 15 minutos da
entrevista. O consultor não disse nada. Quando o candidato
se deu conta da gafe, ficou tão embaraçado que não
conseguiu continuar a conversa e foi embora.
"O consultor
ficou estupefato: bastava um pouco de presença de espírito
para transformar a gafe em um momento engraçado e descontraído",
explica o jornalista.
Um dos capítulos
do livro fala sobre o poder dos relacionamentos. Lembra que, dentro
de uma empresa, como acontece em qualquer outra estrutura de convívio
social, fazer política é uma atividade obrigatória
- mesmo que isso não seja o seu forte. Não se trata
de "puxa-saquismo". A capacidade de lidar e se relacionar
com as pessoas é um aspecto levado seriamente em conta pelos
consultores antes de uma contratação.
Se, ao ser sondado
por um headhunter o profissional tem dúvidas se está
na hora de mudar de empresa ou não, os consultores dão
a dica: "como você se sente no domingo à noite?".
Não há melhor termômetro sobre o nível
de satisfação com o trabalho como a "síndrome
do Fantástico", lembra Maurício Oliveira.
Se há
uma leve melancolia, é uma situação normal.
Agora, se no domigo à noite bate aquele desespero profundo,
já se pode perceber que é hora de mudar.
(Valor)
Como buscar
um diferencial, quando todos sabem o que fazer para chegar lá?
Inglês
fluente, noções básicas de espanhol, MBA nos
Estados Unidos, cargos importantes no currículo. Um belo
diferencial, certo? Errado. Na verdade, esse profissional apenas
segue as regras do "perfil ideal". "É um diferencial
igual ao diferencial de milhares de outros profissionais",
afirma o consultor Simon Franco, que lançou o livro "O
Profissionauta", pela editora Futura.
Na verdade,
só tem alguma coisa de especial quem sai na frente, diz Franco.
Os outros que copiam não fazem mais que a obrigação.
O diferencial, acrescenta o consultor, não é a fórmula
pronta - é o talento. É o que você gosta de
fazer e faz tão bem que o torna quase único.
Uma boa comparação pode ser feita com as mudanças
no perfil das empresas nas últimas décadas. Nos anos
50, o diferencial competitivo entre as companhias se dava por meio
da invenção. Depois, quando todas as instituições
buscavam inventar alguma coisa, tornava-se diferente aquela que,
além de inventar, oferecia variedade. Daí, quando
todo o mercado seguia esse modelo, foi preciso mostrar que, em meio
à tanta variedade, o que tornava as empresas especiais era
a qualidade.
O mesmo aconteceu
quando surgiu a importância do foco no cliente. Hoje, quem
não segue essa linha está fora da briga. Ou seja,
sempre que alguém obtém vantagens desconhecidas pelos
outros, consegue grande sucesso durante algum tempo, até
que a novidade seja absorvida por todos. O que era diferente, torna-se
lugar comum. O mesmo diz respeito às qualidades dos profissionais.
Justamente por
isso, Simon Franco faz questão de frisar que sua obra não
é um manual com regras e modelos. A intenção
é justamente desmistificar os manuais. As regras podem servir
apenas para desviar o profissional de seus objetivos, orienta o
consultor, atualmente diretor da TMP Worldwide. O importante é
usar a cabeça e fazer o trabalho com prazer. E de saber viver,
como diz Simon. Cultura, tempo livre, hobbies, preocupação
social, ética e principalmente a autonomia pessoal devem
fazer parte da alma dos profissionais de ponta.
Simon Franco
atua na área de recursos humanos desde 1964 e foi um dos
primeiros profissionais a trabalhar com recrutamento de executivos
no Brasil.
O nome "profissionauta" é uma referência
a um mercado em transformação. Seria uma mistura de
astronauta, um explorador de novos mundos, com internauta, já
que a Internet está revolucionando o mundo das contratações
de profissionais.
Em um dos capítulos do livro, Simon usa como exemplo situações
reais para discutir crises. Baseado em dúvidas de leitores
de suas colunas publicadas na mídia, ele parte para as discussões
mais aprofundadas sobre o tema. "Gostaria de saber por que
um executivo de 46 anos, com inglês e espanhol fluentes, curso
superior pela PUC-SP, MBA pela USP e currículo invejável
não consegue emprego", escreveu uma leitora, a respeito
da situação do seu marido, que foi demitido da GoodYear
depois de 17 anos (em razão de uma crise financeira da companhia)
e estava há oito meses sem conseguir emprego.
Na resposta,
Simon Franco reforça que, se souber valorizar seu diferencial,
o profissional com mais de 40 não terá problemas em
relação à idade. Por mais criativos e dispostos
a desafios que sejam os jovens, há uma freqüência
maior de imaturidade em suas decisões e um repertório
pequeno de experiências, lembra o consultor. No entanto, é
preciso lembrar: "o importante é 'o que eu posso fazer',
e não 'tudo o que eu já fiz."
(Valor)
Executivos
brasileiros contam segredos profissionais
Alguns já
tinham a ambição de ser um grande executivo, desde
os tempos de colégio. Nascidos em famílias tradicionais,
estudaram em boas escolas; falavam desde cedo mais de uma língua;
fizeram cursos no exterior; e entraram em grandes companhias como
estagiários. Outros não eram alunos brilhantes; ainda
jovens, trabalhavam para ajudar os pais; e sonhavam ser esportistas
ou profissionais liberais. Mudaram de idéia depois.
De uma forma
ou de outra, provando que não existe regra única para
alcançar o sucesso na carreira, esses executivos chegaram
lá, no topo de grandes empresas. Em comum, alguns aspectos:
determinação, ousadia, vários tropeços,
muito estudo, um pouco de sorte e paixão pelo que fazem.
E também a preocupação com a qualidade de vida.
No livro "Vivendo, Aprendendo & Ensinando", que será
lançado pela Negócio Editora, os consultores Francisco
Britto e Luiz Wever expõem as histórias de sucesso
de 25 presidentes e CEOs de empresas brasileiras.
Baseados na
experiência como recrutadores de executivos - são sócios
no Brasil da TMP Worldwide -, Britto e Wever consolidaram um trabalho
de dez meses de entrevistas com alguns dos principais executivos
do país. Depois de uma média de duas a três
horas de conversa com cada um, o resultado é um material
bastante interessante, que conta histórias, algumas conhecidas
e outras inéditas, de profissionais das mais diversas áreas,
que construíram a carreira com bastante suor e, ao mesmo
tempo, prazer.
Álvaro
de Souza, senior adviser do Citibank para a América Latina,
um dos entrevistados, não se deixa abater por momentos de
extrema tensão no trabalho. Se surge um sinal de estresse,
conta ele no livro, um sensor interno dispara: é hora de
fazer uma retirada estratégica, uma espécie de minissabático.
Desmarca os encontros importantes do dia seguinte, avisa a secretária
e some. Pega o carro e faz uma viagem relâmpago para a praia
ou para a fazenda, com a mulher ou com alguns amigos.
Álvaro
trabalha desde os 12 anos. Na época, ajudava o pai em um
pequeno comércio, em Santos. Foi quando aprendeu as regras
básicas de tratamento ao cliente. Hoje, com uma experiência
acumulada em várias áreas do Citibank, tanto no Brasil
como nos Estados Unidos, é capaz de tocar qualquer área
da organização, do "corporate" ao "consumer".
Quando presidiu o banco no Brasil, em dois anos, transformou um
prejuízo de US$ 25 milhões em um lucro de US$ 300
milhões. Mas ele não se intimida em admitir seus erros.
Um deles foi quando tentou fortalecer a marca do Citibank para o
varejo. "Foi um desastre. A gente acabou perdendo cliente no
segmento de cima e teve de voltar atrás. Fui o primeiro a
falar que estava dando errado", lembra o executivo.
Um aspecto que
liga muitos dos entrevistados é a presença de um "mentor"
na carreira, seja ele um professor, um colega de trabalho ou um
ex-chefe. Mas, apesar da inspiração e do exemplo dos
gurus, esses 25 líderes garantem que subiram com as próprias
pernas. Afinal, como lembra Manoel Cintra, da BM&F, determinada
atitude pode funcionar para uma pessoa e não funcionar para
outra. "Nem sempre as experiências dos outros serão
as suas. Os contextos e as circunstâncias em que foram vividas
são diferentes", diz Cintra.
A ousadia também
é marca registrada. Todos os executivos contam algum episódio
em que tomaram uma atitude contrária às expectativas
dos colegas ou superiores. Certa vez, Walter Longo chegou para uma
entrevista sem preencher nenhum dos pré-requisitos pedidos
no anúncio do jornal: vendedor, maior de 21 anos, com prática,
fluência no inglês, carro e disponibilidade de horário.
Logo de cara, falou para o entrevistador que não tinha nada
daquilo mas que queria trabalhar. Conseguiu o emprego. Luiz Antonio
Viana, por sua vez, chamou o entrevistador da IBM de "filhinho
de papai". E por aí vai.
O presidente
do Valor, Flávio Pestana, também é um dos executivos
entrevistados. Ele conta um pouco da sua trajetória nos meios
de comunicação e fala sobre o desafio de deixar a
superintendência da "Folha de S. Paulo" para assumir
a presidência do Valor, ainda em sua concepção.
O segredo, diz Pestana, é escolher as pessoas que, em suas
funções, sejam melhores do que ele.
Apesar de todas
as entrevistas terem sido feitas de um ano para cá, alguns
dos executivos não ocupam mais a posição que
tinham na ocasião das entrevistas. Walter Longo, por exemplo,
era sócio e presidente da NewcommBates e agora é CEO
da Synapsys. Luiz Antonio Viana, na época presidente da BR
Distribuidora, está atualmente na presidência da Globo
Cabo. Hélio Lima deixou a Amex e é hoje diretor do
Itaú. Todas essas mudanças estão atualizadas
no livro.
A Negócio
Editora já tinha publicado vários livros que contavam
a história de executivos bem-sucedidos, como a de Jack Welch,
Michael Dell, Bill Gates e Andy Grove. Mas ainda não tinha
feito trabalho semelhante com brasileiros, apesar dos pedidos de
leitores. Aproveitando o projeto da editora, os "headhunters"
da TMP decidiram escolher não apenas um ícone, mas
vários nomes para colocar em um livro. Inicialmente, surgiu
uma lista com 40 nomes. Por motivos de agenda ou de políticas
das empresas, a lista fechou com 25.
O livro é
dividido em três partes. Na primeira, o "headhunter"
Dolph Johnson, diretor-executivo da TMP para a América Latina,
conta um pouco das suas experiências de 27 anos na área
de "search" e, em paralelo, mostra como as carreiras evoluíram
nas últimas décadas. A segunda parte é composta
pelas entrevistas e a última é um consolidado com
os principais pontos comuns entre os executivos, selecionados pelos
autores, comparando também com a história da gestão
no Brasil e no mundo.
(Valor)
Mestres do
Coppead ensinam logística em livro
Em 1994, a Compaq, líder mundial na fabricação
de computadores, perdeu US$ 1 bilhão por conta de um erro
estratégico: seus produtos não eram encontrados nas
lojas pelos clientes. No mesmo ano, a subsidiária brasileira
da Nestlé contabilizou prejuízos da ordem de US$ 1,3
milhão pelo mesmo motivo. A Refripar avalia que mensalmente
10% das estampas de vidro para seus freezers horizontais quebram
no trajeto entre o aeroporto de Cumbica, em São Paulo, e
Curitiba. Esses contratempos são frutos da falta de planejamento
em logística empresarial.
A comprovação
está no livro Logística Empresarial: a Perspectiva
Brasileira (Editora Atlas), que acaba de ser lançado pelo
Centro de Estudos em Logística (CEL), do Instituto Coppead
de Administração - o MBA da instituição
figura no ranking 2001 do Financial Times, como um dos 100 melhores
do mundo.
A publicação
é uma coletânea de artigos, ensaios e pesquisas organizados
pelos mestres do Coppead. Alexandre Rodrigues, Paulo Fernando Fleury
e Eduardo Saliby estão entre os autores que assinam os dez
capítulos da obra. Divididos em 12 temas, o livro, resultado
de dez anos de pesquisa, retrata a evolução da logística
empresarial no País. A partida é feita com o conceito
de logística integrada, isto é, o entendimento de
que a logística deve ser vista como instrumento de marketing,
capaz de agregar valor por meio dos serviços prestados.
Com essa definição
os autores mostram as principais mudanças econômicas
que transformaram o setor nos últimos anos (globalização,
proliferação de produtos e as exigência de serviços).
A etapa seguinte consiste em abordar a questão da administração
do transporte, serviço ao cliente, gestão de estoques,
previsão de vendas e tecnologia da informação
aplicada à logística e a organização
logística.
A leitura mostra
ainda como a exploração desse segmento pode ser usado
como forte arma estratégica. O caminho é a combinação
de sua complexibilidade com a utilização intensiva
das novas tecnologias. Para ilustrar, os autores usam o clássico
caso do Wal-Mart - o grupo reduziu os preços graças
a uma ousada estratégia logística. A política
oferece enorme sortimento de produtos e os menores preços
encontrados no mercado. Outro feito aconteceu com o atacadista Martins,
que usou a logística para agregar valor aos clientes. O grupo
mineiro oferece entrega rápida e variedade de produtos que
podem ser adquiridos em pequenas quantidades.
(Gazeta Mercantil)
Livro classifica
executivos
Não há
quem não se interesse por saber mais da personalidade. Mas
o livro "A Personalidade Executiva", de Julio Lobos (Negócio
Editora, R$ 33) traz uma novidade: conhecendo de maneira mais profunda
tanto nossos pontos fortes quanto os fracos, podemos melhorar ou
piorar nosso relacionamento interpessoal.
O autor, utilizando
o "Teste dos 4Tipos" -disponível também
na Internet, no site www.juliolobos.com.br-,
classifica o executivo em quatro categorias: o administrador, o
criativo, o gestor ou o "intrapreneur" (veja características
predominantes ao lado).
Uma definição automática para o administrador
é o "paladino da pontualidade"; para o criativo,
o "homem das idéias"; o gestor é o "fanático
pelas decisões", e o "intrapreneur", é
considerado aquele que faz o futuro acontecer.
Para melhorar
o relacionamento, o executivo deve, além de se conhecer bem,
saber identificar as características boas e ruins de seu
superior, subordinado, par, cliente, fornecedor, enfim, daqueles
com quem convive.
A obra traz
alguns caminhos e tenta não criar estereótipos, avaliando
as personalidades sobre vários pontos distintos, mostrando
quem tem mais empatia com quem, quem tem com todos, como vender
idéias a executivos diferentes e quais os argumentos usados
por cada um dos tipos.
De acordo com Lobos, o relacionamento entre um administrador e um
gestor tem como fatores de aproximação a praticidade,
a ordem, a disciplina e o controle.
Já a diferença de valores (o administrador prioriza
a retidão, o gestor, a versatilidade) e de definição
de desempenho (para o administrador, fazer o certo; para o gestor,
atingir a meta) pode criar alguns pontos de desencontro.
Na relação entre um gestor e um criador, a sinergia
está na preocupação em melhorar, no foco no
positivo e na noção de custo/benefício. O distanciamento
entre os dois aparece na priorização de metas, pelo
gestor, contra a idéia, muito desenvolvida no criador; na
importância atribuída à privacidade (vital ao
criador) versus a necessidade de mostrar autoridade do gestor.
Quando o relacionamento se dá entre um executivo criador
e um "intrapreneur", a proximidade está na imaginação,
na curiosidade e na independência pessoal. O que os distancia
é a agressividade, a exposição pessoal e o
conflito entre lealdade ao projeto (criador) e lealdade à
instituição e a si próprio ("intrapreneur").
Numa relação
entre um administrador e um "intrapreneur", a clareza,
a cobrança e a segurança são características
que os unem contra a defesa de foco no sistema (administrador) e
foco no procedimento ("intrapreneur").
Já um gestor e um "intrapreneur" estão próximos
nas seguintes características: buscam a verdade, rejeitam
ineficiência e têm vontade de organizar e controlar
o escritório. Mas se desentendem por um (o "intrapreneur")
priorizar a visão e a estratégia, enquanto o outro,
a ação e a meta.
Na última combinação, de um administrador e
um criador, ambos privilegiam distância psicológica,
privacidade e dificuldade de comunicação pessoal.
O que os distancia são a preferência pelos procedimentos
e tradição do administrador, enquanto o criador prioriza
as idéias e a mudança.
Saber o que
significo para o outro também é uma boa ferramenta
para conseguir entender o porquê da reação de
cada tipo de executivo. Como não podemos adivinhar as atitudes,
Lobos tem algumas orientações que podem auxiliar nessa
descoberta.
Um exemplo: o administrador é visto pelo gestor como quem
traz dados, alguém detalhista; pelo criador, como o que amarra
detalhes soltos, mas um executivo previsível; e o "intrapreneur"
o vê como discreto e inexpressivo.
(Folha de S.
Paulo)
Os bastidores
do universo corporativo
Carioca, o consultor em comunicação corporativa
Fábio Steinberg herdou o estereótipo de quem vive
no Rio de Janeiro. Com humor e fazendo uso de uma linguagem leve,
o autor narra as relações existentes nos corredores
das empresas. O resultado dessa observação está
nas 221 páginas de 'Ficções Reais: o Mundo
Corporativo e seus Estranhos Habitantes', lançado pela Editora
Campus.
Antes de tornar-se
consultor, o administrador de empresas e também jornalista,
fez carreira na IBM, onde trabalhou por 18 anos. De lá seguiu
para a AT&T e Hill & Knowlton.
Dividido em
50 pequenos contos, o livro explora o dia-a-dia das corporações
por meio de personagens e situações, por vezes, cômicas
e com desfechos eventualmente trágicos. A intenção
do autor é fazer do leitor uma espécie de espião,
o ser que analisa secretamente uma determinada cena pelo buraco
da fechadura. Analogias e comparações com circunstâncias
reais são inevitáveis.
Dentre os tipos
criados por Steinberg está o 'ratocorp'. Trata-se dos ratos
corporativos tão comuns nas empresas, isto é, "aquele
sujeito de inteligência mediana, que passa na seleção
muito mais pela capacidade de repetir chavões e comportamento
do que pelos méritos intelectuais". Seguindo o raciocínio
de Fábio, o ser em questão aprende tudo sobre os hábitos
e manuais da empresa vislumbrando sempre a ascensão.
Além
dos 'ratocorps', Steinberg criou Airton Sprinkler, o corretor de
pessoas. Nas quatro páginas a ele dedicadas, o escritor conta
como administrar o talento nato em uma promissora carreira - no
caso, Sprinkler trocou a vidinha de corretor de imóveis pela
profissão de headhunter. Tem ainda o personagem Arduíno,
estigmatizado como o assassino do tempo, e 56 outros seres que denotam
o mundo corporativo e sua peculiar população.
(Gazeta Mercantil)
Gurus dos
negócios em livros de bolso
Peter Drucker,
Tom Peters, Bill Gates e Warren Buffet são mais que grandes
nomes do mundo dos negócios. Pelas suas idéias e façanhas,
eles tornaram-se verdadeiros gurus e são leitura obrigatória
em qualquer faculdade de administração do mundo. Um
executivo - ou aspirante a - pode concordar ou discordar das idéias
deles, mas tem de ouvir suas teorias. Afinal, o que pensam esses
homens?
Na tentativa
de explicar de maneira simples e didática as idéias
de gente como Drucker, Peters, Gates e Buffet, a editora PubliFolha
lançou a série "Sucesso Profissional - Negócios",
com quatro livros de bolso escritos por Robert Heller, fundador
da revista inglesa "Management Today", a maior publicação
britânica na área gerencial. Além da biografia
de cada um dos gurus, os livros (112 páginas) procuram ir
além das teorias desses homens de negócios e ilustrar
suas idéias com casos de empresas e executivos que as adotaram.
Tom Peters,
autor do livro "In Search of Excellence" ("Vencendo
a Crise"), é conhecido no mundo corporativo como o "pregador"
do gerenciamento. Peter Drucker é o pioneiro da teoria e
prática da administração moderna, percorrendo
o ensino acadêmico, jornalismo, consultoria e história
sócio-econômica. Buffet, o financista que ganhou bilhões
com sua estratégia de investimentos. E Gates, o gênio
da revolução da informática.
(Valor)
Executivos
brasileiros preferem literatura estrangeira
O jornal Gazeta
Mercantil fez um levantamento e comprovou: os executivos brasileiros
não abrem mão da leitura de obras estrangeiras. A
preferência é de autores norte-americanos nas áreas
de administração de empresas e negócios.
De acordo com
as maiores redes de livrarias do país, "Marketing para
o século XXI" de Philip Kotler (editora Futura) e "As
48 leis do poder" de Robert Greene e Joost Elffers (editora
Rocco) ocupam os primeiros lugares no ranking de venda.
Para a Futura,
a maior demanda no momento é por histórias e fórmulas
de sucesso, "cases" de gestão que possam ser aplicados
dentro da própria empresa.
"Com Philip
Kotler, os leitores buscam o dia-a-dia do marketing, dicas práticas
que ajudem a desenvolver o seu trabalho", diz o editor Adilson
Pereira, lembrando que o livro de Kotler foi composto com base nas
perguntas que profissionais de marketing costumam fazer durante
os seminários do autor.
Para Pereira,
o resultado da pesquisa aponta para os reflexos da instalação
de diversas multinacionais no país. Mas, há também
um preconceito do executivo brasileiro para obras nacionais. "Com
exceção dos gurus de auto-ajuda, os autores brasileiros
desta área não são badalados", disse.
(Gazeta Mercantil)
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