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Investimento em ações sociais é diferencial para pequena e média empresa

Marina Rosenfeld e Karina Costa

Investir em treinamento para funcionários, doar produtos e serviços, discutir políticas públicas e implantar projetos diversos na comunidade, são alguns dos investimentos que pequenas e médias empresas têm feito pela sociedade. Com o objetivo inicial de ajudar e fazer a diferença, muitas empresas tem encontrado nestes trabalhos a aprovação da comunidade, impactando em um diferencial competitivo com relação às outras empresas.

“A comunidade e a sociedade em geral recebem bem essas ações, e acabam dando prioridade para o consumo de produtos e serviços dessas empresas investidoras”, afirma a coordenadora técnica do Programa de Responsabilidade Social no Varejo da escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas, Roberta Cardoso.

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta um crescimento de pequenas e médias empresas que investem em responsabilidade social. A maioria delas está na região Nordeste, num percentual de 74%, e na região Sudeste, com 71% do número de empresas que investem na causa. Em São Paulo, 68% do número de empresas investem nessas ações.

De acordo com o Instituto Ethos, uma empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (funcionários, governo, fornecedores, meio ambiente, comunidade) e consegue incorporá-los no planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos e não apenas dos acionistas ou proprietários. Essas ações podem ser desenvolvidas na empresa e com os parceiros em diversas atividades como incorporação dos conceitos de Responsabilidade Social na missão da empresa, estabelecimento de princípios ambientalistas, como uso de materiais reciclados e, a promoção da diversidade no local de trabalho, por exemplo.

Como o conceito de responsabilidade social mostra-se mais amplo, englobando a sociedade como um todo, algumas pequenas e médias empresas optam por desenvolver ações sociais na comunidade próxima a empresa. “Mas, o que realmente leva o investimento em ações sociais é o fato dessas empresas serem de pequeno porte,” completa Roberta.

Mas, o que esses empresários estão descobrindo agora é que ser socialmente responsável não significa apenas injetar dinheiro em grandes ações. De acordo com o coordenador de integração do Instituto Ethos, Emílio Martos, acionar rede de contatos para desenvolver projetos conjuntos na comunidade, investir em formação de funcionários, contratar pessoas com pouca ou sem experiência e qualificá-las são algumas das coisas que estes empresários podem fazer e já tem feito. “O interessante é que algumas empresas já faziam investimento, porém, não sabiam que isso era realizar uma ação social, até por que consideram as ações muito pequenas e inatingíveis,” completa Roberta.

Mais do que investir em responsabilidade social, a Contmatic Phoenix, mesmo sendo de pequeno porte, resolveu criar sua própria organização não-governamental (ONG). Desde abril desse ano, a desenvolvedora de softwares contabilistas investe 6% do seu faturamento total no Instituto de Desenvolvimento Profissional Amigos Contabilistas, Empresários, Profissionais Liberais e de Informática, que ministra cursos de administração e informática para jovens.

A iniciativa de criar a ONG foi do próprio dono da Contmatic, Sérgio Contente, que se propôs a bancar toda a estrutura da organização. “Já fui jovem de baixa renda e minha mãe é diarista, mas tive sorte de estudar. Montei esse espaço porque quero dar aos jovens a mesma oportunidade que eu tive”, comenta o também presidente da Contmatic e do Idepac. A instituição é equipada com 150 computadores e tem capacidade para atender mais de 1.200 jovens.

Entretanto, por ser uma empresa de pequeno porte, seria impossível para a Contmatic manter um ensino de qualidade sem parcerias, considerando-se, principalmente, que as aulas têm carga horária de 600h. Contente buscou, então, parcerias com todos os clientes da sua pequena companhia. “Os profissionais das empresas dos meus clientes e da própria Contmatic dão as aulas voluntariamente”, afirma.

Essa união tem dado tão certo que, em apenas dois meses, mais de 40 jovens já foram contratados pelos clientes da companhia. Contente associou-se também ao Programa Nacional do Primeiro Emprego, do Ministério do Trabalho, que dá R$ 1.500 em um ano para empresas que contratam jovens. “Quando uma pequena empresa se une a outra pequena, dá para fazer um trabalho gigantesco”, acredita Contente.

Para finalizar, o presidente diz que apesar desse ser um grande investimento, ele vale a pena. “Espero que um dia essa ONG feche por falta de aluno”, conclui.

   
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