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Empresas do Sudeste são as mais inovadoras
Pesquisa realizada
pela FIA (Fundação Instituto de Administração)
mostra que 71% das empresas mais inovadoras do país estão
localizadas na região Sudeste.
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mais:
Empresas do Sudeste são as mais inovadoras
Tornar uma empresa
verdadeiramente inovadora para reforçar seu potencial de
competitividade no mercado tem sido o principal desafio de empresários
e gestores. Diante desse cenário, o PGT (Programa de Gestão
da Inovação e Projetos Tecnológicos), da FIA
(Fundação Instituto de Administração),
é o responsável pela organização de
pesquisa que avalia os indicadores de recursos empregados e disponíveis
nas companhias que podem caracterizá-las como mais ou menos
inovadoras. O estudo analisou 362 empresas brasileiras e seus resultados
foram divididos por região, setor, porte e origem do capital.
A região
Sudeste se classifica como a que possui empresas mais inovadoras
com 71%, seguida da região Sul que soma 17%. Os setores químico,
de plásticos, borracha, metal primário e produtos
de metal integram o grupo dos menos inovadores. Já nos segmentos
de máquinas, equipamentos e eletrônico destacam-se
como mais inovadoras. Em relação ao tamanho das companhias,
há a predominância de inovação, com 37%,
das de porte médio.
As empresas
nacionais de capital privado são maioria (83%), havendo equivalência
entre os grupos mais e menos inovadores. "De maneira geral,
esses dados revelam que os setores mais dinâmicos tecnologicamente
tendem a apresentar um comportamento mais inovador por parte das
empresas e , quanto menor elas forem, no número de funcionários
e em seu faturamento, se posicionarão como mais inovadoras",
avalia o professor Roberto Sbragia, coordenador da pesquisa e do
PGT.
Na área
de recursos humanos, a pesquisa aponta que as empresas identificadas
como mais inovadoras, mesmo de porte menor, possuem um número
maior de funcionários alocados no departamento de Pesquisa
e Desenvolvimento, e mais qualificados tecnicamente. Consequência,
também, de relevante aplicação de recursos
financeiros neste setor da companhia. "Este estudo nos auxilia
a concluir que, desde a década de 90, as empresas estão
passando por um fenômeno chamado ‘Inovatividade’,
em que o surgimento de novas tecnologias e mercados consumidores
estão gerando a necessidade de inovar não somente
no lançamento de produtos, mas também em sua estrutura
interna de gestão e planejamento", observa Sbragia.
De acordo com
o professor, os aspectos facilitadores para impulsionar o processo
de inovação são o desenvolvimento de estratégias
de longo prazo, de uma estrutura hierárquica flexível
com equipes mistas e multifuncionais, a sistematização
de etapas de trabalho e contar com funcionários inovadores,
que reúnem técnica e atitude. "É preciso
destacar que o comportamento inovador de uma empresa não
deve vir somente de sua área de Pesquisa e Desenvolvimento.
Deve-se prestar atenção em outros departamentos como
assistência técnica, serviço de atendimento
ao cliente, na área fabril, por exemplo, pois são
pontos dos quais podem ser extraídas informações
importantes para a criação ou adaptação
de produtos para atender melhor os consumidores e, assim, incrementar
a receita", comenta Sbragia.
Sobre as dificuldades
encontradas pelos administradores na busca da inovação,
o coordenador do PGT ressalta a necessidade de políticas
industriais. "Diversos setores econômicos do país
têm condições de ampliar seu crescimento e de
se tornarem mais inovadores se contassem com incentivos fiscais
na cadeia produtiva e com leis mais potentes como a Lei de Inovação,
que está em tramitação no Congresso",
conclui Sbragia.
(Uol Canal
Executivo – 02/12/05)
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