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É preciso educar os futuros líderes para a sustentabilidade,
diz diretora de Harvard
paulaking
“Temos que educar
nossos jovens para a sustentabilidade”. A afirmação
é da diretora do Centro de Iniciativa para Responsabilidade
Social Empresarial, da Universidade de Harvard, Jane Nelson, que
esteve no Brasil para participar da Conferência Internacional
Ethos 2008, que ocorreu em São Paulo (SP).
Segundo a pesquisadora,
a educação dos futuros líderes para a sustentabilidade
é um desafio real na comunidade empresarial e nas escolas
de negócios. “Mas como fazer isso? A resposta é:
trabalhos voluntários. Eles trazem muito aprendizado e sensibilização
para os executivos. Resolver desafios sociais e ser parte da comunidade
é ótimo para a formação de lideranças”,
afirmou.
Jane acredita que deveriam
ser obrigatórias nos cursos superiores disciplinas focadas
na sustentabilidade, mas confessa que a tarefa é difícil.
“É preciso dar espaço para os jovens inovarem
de verdade. Inovar em processos, criar sistemas de trabalho mais
responsáveis, ampliar o papel da universidade e uni-la ao
mundo dos negócios”, disse.
Para ela, existem quatro
competências prioritárias que um líder deve
ter quando o assunto é educação para a sustentabilidade.
A primeira é ter a compreensão do que é comunidade,
cidadania e cooperação. Depois, é necessário
entender as questões do meio ambiente e diversidade global.
“Todo estudante de negócios deveria estudar meio ambiente
para ganhar o diploma”. Em terceiro lugar, é preciso
valorizar a inovação. Por fim, Jane acredita que os
líderes do terceiro setor deveriam trocar experiências
com líderes de negócios e dar a abertura para que
um mundo conheça o outro. “A educação
é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar
o mundo”, disse, parafraseando o líder sul-africano
Nelson Mandela.
O presidente da Amana-Key,
empresa de gestão, Oscar Motomura, que também estava
presente, questionou Jane. “Que tipo de educação
é essa pela sustentabilidade? Para que tipo de vida estamos
educando nossos filhos? Para serem profissionais bem-sucedidos?”.
Para ele, simplesmente formar alguém para se tornar um ser
humano pode resolver a questão da sustentabilidade. “Competimos
para ganhar cada vez mais, quando deveríamos competir para
servir melhor a sociedade”, disse.
“Devemos ter a
capacidade de definir as equações que o ser humano
precisa resolver. E cabe a nós líderes ousar e colocar
na mesa essas equações. Aí vem a inovação
e podemos chegar a resultados incríveis”, explicou.
Para que isso aconteça,
Motomura disse que essa educação não precisa
ficar centralizada na escola. “As crianças aprendem
o tempo todo. 80% do que precisamos não vêm da escola,
mas das nossas experiências de mundo e das nossas escolhas”,
completou.
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