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Universidades corporativas avançam no país
A educação
corporativa no Brasil está saindo de vez do papel e se transformando
em uma importante arma para empresas que querem se tornar mais competitivas.
E foi pensando em traçar um retrato do cenário atual
no país que a professora da Faculdade de Economia, Administração
e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Marisa
Eboli, lançou o livro "Educação Corporativa
no Brasil - Mitos e Verdades".
"Há
cinco anos, quando participei da coletânea "Universidades
Corporativas", confesso que tive muita dificuldade em achar
casos concretos", lembra. Na época, a obra não
conseguiu retratar mais do que seis exemplos. Hoje, o número
de empresas com projetos de educação corporativa chega
a aproximadamente 100. Desse total, o livro conta a experiência
de 21 companhias, das quais 12 são brasileiras. Entre elas
estão Sadia, ABN Amro Real, BankBoston, Carrefour, Sabesp,
Embratel, Siemens, Alcatel e Natura.
"Tive uma
boa surpresa durante o levantamento, por perceber um enorme avanço
da temática nas organizações e como ela ganhou
espaço, tanto na esfera pública quanto na privada",
diz Marisa. "Espero agora contribuir ainda mais para o crescimento
desse tipo de inciativa no país". A autora, especialista
no assunto, tomou como base pesquisa de campo realizada entre maio
de 2002 e dezembro de 2003.
Outro ponto
destacado é a forma como a educação corporativa
ajuda na geração de competências nas empresas
que buscam um diferencial no mercado. No livro, Marisa aponta seus
benefícios em comparação a prática de
treinamento tradicional. "Enquanto os centros de capacitação
criam programas a partir de necessidades individuais, as universidade
corporativas dão ênfase nos negócios",
observa. Ou seja, elas permitem que o profissional desenvolva competências
de sustentação para as principais estratégias
das companhias.
No Brasil, a
professora da USP atenta para bons projetos de sucesso, levados
para as matrizes em outros países. "É o caso
do BankBoston. Sua escola corporativa foi toda delineada aqui e
serviu de exemplo para o banco nos Estados Unidos", afirma.
Já o ABN Amro, embora tenha sua academia alinhada com as
diretrizes da empresa em Amsterdã, o projeto foi criado em
São Paulo.
De uma forma
em geral, Marisa acredita que seu livro seja muito mais um ponto
de partida do que um trabalho final. "Quero ainda desmistificar
algumas teorias de que os investimentos em programas de educação
corporativas são altos", defende.
(Valor Econônico)
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