No Brasil, executivos ganha
61 salários de um operário
O principal
executivo de uma empresa ganha, no Brasil, em média,
61 vezes em relação a um operário no
decorrer de um ano, o primeiro é remunerado em US$
545 mil e o segundo em US$ 8 mil. No Japão, essa distância
encurta de forma considerável. Lá, o presidente
de uma organização embolsa o equivalente a nove
vezes o salário do trabalhador de chão de fábrica
– uma comparação de US$ 456 mil para US$
48 mil.
Os dados
integram o levantamento Estratégias de Remuneração
Eficientes em Tempos Turbulentos, promovido pela consultoria
Towers Perrin em26 países, no início deste ano.
“O estudo atesta que as economias mais fortes do mundo
ainda são aquelas que têm a melhor distribuição
de renda”, opina o consultor sênio da Towers,
Gabor Faluhelyi.
Na Suíça,
o alto escalão ganha 20 vezes mais, na Alemanha, 21;
no México, a disparidade émaior do que no Brasil,
63 vezes. Mesmo em um momento difícil de sua história
econômica, a Argentina, chega perto dos índices
dos EUA. Na Argentina, a distância é correspondente
a 46 vezes.
Nos EUA,
a remuneração do executivo é 44 vezes
maior. O consultor explica que os programas de remuneração
estão sendo revistos em todo o mundo em decorrência
da crise. “Só mesmo o salário dos presidentes
subiu 10% acima da inflação. As demais áreas
tiveram reajuste igual ou menor do que a inflação.”
Cada vez
mais, a parcela variável do salário, paga somente
se o funcionário atingir metas, está aumentando.
“As empresas querem dividir os riscos e só assim
compartilhar resultados.”
(O
Estado de S. Paulo – 16/12/03)
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