Envelhecimento da população
desafia países ricos
A economia
global tem, pelos próximos anos, o desafio de evitar
que o crescimento lento da força de trabalho, combinado
com o envelhecimento da população, emperre o
crescimento. Nos países ricos, o dilema é ainda
maior, já que as taxas de fertilidade são menores
e a capacidade de ampliação de vagas no mercado
de trabalho é mais limitada, como mostra um estudo
feito pelo Fórum Econômico Mundial em parceria
com a consultoria Watson Wyatt Worldwide. O tema vai ser discutido
na reunião anual do Fórum, que começa
amanhã (21/01) em Davos, na Suíça.
“As
mudanças demográficas apresentam desafios enormes
para os países desenvolvidos” resume Sylvester
Schieber, diretor do Watson Wyatt.
Alguns
números da pesquisa são alarmantes: o número
de aposentados na Itália, por exemplo, deverá
superar o de trabalhadores ativos em 2030. O Japão,
por exemplo, teria que aumentar em 11 vezes a sua taxa de
imigração para enfrentar os baixíssimos
índices de fertilidade da sua população.
Para enfrentar
esses dilemas, os autores do relatório recomendam a
expansão da mão-de-obra feminina, de jovens
e idosos (mais de 55 anos). Assim, reduz-se o número
de aposentados e há mais dinheiro para financiar a
previdência. A França, por exemplo, precisará
elevar a participação das mulheres de 25 a 54
anos no mercado de trabalho feminino, dos atuais 78,4% para
92% na década.
Outra
alternativa é estipular sanções para
quem se aposentar mais cedo e até facilitar os fluxos
de imigração. Trazendo mão-de-obra qualificada
do exterior, os países podem aumentar renda e, conseqüentemente,
o seu bem-estar, diz o estudo.
Alemanha,
Itália, Áustria e Reino Unido, por exemplo,
precisam, pelos próximos 30 anos, elevar os seus padrões
de vida para níveis obtidos nas décadas de 70
e 80.
(O
Globo – 20/01/04)
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