Envelhecimento da população desafia países ricos

A economia global tem, pelos próximos anos, o desafio de evitar que o crescimento lento da força de trabalho, combinado com o envelhecimento da população, emperre o crescimento. Nos países ricos, o dilema é ainda maior, já que as taxas de fertilidade são menores e a capacidade de ampliação de vagas no mercado de trabalho é mais limitada. Isso é o que mostra um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a consultoria Watson Wyatt Worldwide.

Leia mais:

FGV cria MBAs para administradores de shoppings
Empresas enfrentam desafios para recompensar e reter talentos
Empresas priorizam programas de prevenção
Executivo ganha 61 vezes mais que um operário
Como encontrar a melhor bolsa de estudo
Mulheres negras são as mais discriminadas
Tiraram diplomas de pós. Perderam dinheiro
Começam a aumentar as contratações de executivos
Competitividade rege era do conhecimento
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Envelhecimento da população desafia países ricos

A economia global tem, pelos próximos anos, o desafio de evitar que o crescimento lento da força de trabalho, combinado com o envelhecimento da população, emperre o crescimento. Nos países ricos, o dilema é ainda maior, já que as taxas de fertilidade são menores e a capacidade de ampliação de vagas no mercado de trabalho é mais limitada, como mostra um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a consultoria Watson Wyatt Worldwide. O tema vai ser discutido na reunião anual do Fórum, que começa amanhã (21/01) em Davos, na Suíça.

“As mudanças demográficas apresentam desafios enormes para os países desenvolvidos” resume Sylvester Schieber, diretor do Watson Wyatt.

Alguns números da pesquisa são alarmantes: o número de aposentados na Itália, por exemplo, deverá superar o de trabalhadores ativos em 2030. O Japão, por exemplo, teria que aumentar em 11 vezes a sua taxa de imigração para enfrentar os baixíssimos índices de fertilidade da sua população.

Para enfrentar esses dilemas, os autores do relatório recomendam a expansão da mão-de-obra feminina, de jovens e idosos (mais de 55 anos). Assim, reduz-se o número de aposentados e há mais dinheiro para financiar a previdência. A França, por exemplo, precisará elevar a participação das mulheres de 25 a 54 anos no mercado de trabalho feminino, dos atuais 78,4% para 92% na década.

Outra alternativa é estipular sanções para quem se aposentar mais cedo e até facilitar os fluxos de imigração. Trazendo mão-de-obra qualificada do exterior, os países podem aumentar renda e, conseqüentemente, o seu bem-estar, diz o estudo.

Alemanha, Itália, Áustria e Reino Unido, por exemplo, precisam, pelos próximos 30 anos, elevar os seus padrões de vida para níveis obtidos nas décadas de 70 e 80.

(O Globo – 20/01/04)