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Empresas perdem por não investirem em RH

A importância de valorizar e investir cada vez mais no profissional é o ponto principal para o bom desempenho de qualquer empresa. Com um programa bem estruturado de Recursos Humanos, pequenas e médias empresas podem chegar ao sucesso. Mas uma pesquisa da ABC&Z Publicidade Ilimitada mostra que 97% das companhias não adotam programas de RH, o que resulta no fechamento de muitas delas.

Leia mais:
- Apenas 3% das pequenas têm área de RH estruturada
- Terceirização do setor é usual em micros
- Programa de gestão de pessoal ajuda a melhorar desempenho de empresa

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apenas 3% das pequenas têm área de RH estruturada

A importância de valorizar e investir cada vez mais no profissional é o ponto principal para o bom desempenho de qualquer empresa. Com um programa bem estruturado de Recursos Humanos, pequenas e médias empresas podem chegar ao sucesso. Antes exclusividade de grandes empresas, hoje, o setor é alvo de preocupação também das de pequeno e médio porte, que procuram se estruturar na área para obter resultados positivos.

O investimento no capital humano é muito importante, principalmente, no que diz respeito a treinamento de pessoal voltado para o melhor atendimento ao consumidor. De acordo com o presidente da Flaumar Assessoria Empresarial, Stewalter Soares Moraes, 69% das pessoas deixam de adquirir um produto de determinada empresa por conta do mau atendimento.

Ainda assim, uma pesquisa feita pela ABC&Z Publicidade Ilimitada mostra que 97% das pequenas e médias empresas não adotam programas de RH, o que resulta no fechamento de muitas delas. "A falta dessa consciência por parte dos empresários e diretores das empresas é fator determinante do baixo investimento em programas de RH. A busca pelo resultado financeiro rápido, de curto prazo, e a falta de visão estratégica de longo prazo desviam o foco e, às vezes, até a missão da empresa", adverte o presidente da Associação Paulista de Recursos Humanos (Aparh), Paulo Xavier.

O diretor da Flaumar diz que são vários os motivos que levam as empresas a não possuírem um programa de RH, mas ele destaca dois pontos e até diz que são "mitos". "Ainda se acredita que o ramo serve apenas para grandes empresas. O RH continua sendo visto como certo elitismo", afirma Stewalter. "Outro mito é o custo para adquirir um programa de RH, que não é tão alto quanto se pensa."

Com a grande concorrência no mercado, as pequenas e médias empresas estão começando a se interessar mais pela área, pois notaram que o setor é fundamental para seu progresso. "O atendimento é um diferencial muito importante. É preciso adotar uma política para a motivação dos empregados.

Se todos os funcionários trabalharem em conjunto e satisfeitos certamente não haverá concorrentes", acrescentou Stewalter.

Ele costuma dizer nas empresas em que atua que os empregados devem utilizar o CHA - conhecimento, habilidade e atitude. "O funcionário tem de conhecer o que faz, ter habillidade pra desempenhar o que faz e também ter vontade de fazer. Esses são pontos cruciais para o bom desempenho de uma empresa", afirmou. Segundo pesquisas da Flaumar as principais razões para uma empresa perder clientes são preços altos dos produtos (9%), insatisfação com o serviço (15%) e mau atendimento dos funcionários (69%). Outros problemas citados somam 7% das recusas dos clientes.

(O Estado de S. Paulo - 21/01/03)

   

Terceirização do setor é usual em micros

Nos últimos anos, o setor de Recursos Humanos foi um dos que mais receberam investimentos por parte das empresas, traduzidos na forma de consultorias, pesquisas de clima organizacional, planos de carreira e softwares epecializados, sem contar com programas de treinamento, cursos de especialização e MBAs.

Diante da forte competitividade do mercado tornou-se fator de sobrevivência para as empresas não apenas investir no setor, mas fazer com que seu desempenho seja essencial na estratégia da organização.

De acordo com o diretor superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), José Luiz Ricca, o usual, atualmente, é que pequenas e médias empresas terceirizem a área de RH. "As micro empresas que têm por volta de cem funcionários preferem terceirizar a área de RH até porque, como necessitam de alguns departamentos específicos, como o departamento pessoal, é mais fácil contratar um consultor ou um contador conforme suas necessidades do que adquirir um programa completo de RH", afirma.

"Geralmente, as pequenas e médias empresas são individuais e compostas por familiares, então, eles mesmos cuidam dos negócios, por isso, são raras as pequenas e médias empresas que têm um programa de RH", comentou Ricca.

O presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Cássio Cury Mattos, diz que o índice de 97% de pequenas e médias empresas sem um programa para o setor só irá mudar com a conscientização dos empresários."

Tem de haver sensibilização dos empreendedores. De cada dez pequenas e médias empresas abertas, oito fecham as portas por não terem nenhum projeto de desenvolvimento", comenta.

(O Estado de S. Paulo - 21/01/03)

   

Programa de gestão de pessoal ajuda a melhorar desempenho de empresa

Ainda que lentamente, a preocupação com a implementação de programas de Recursos Humanos vem crescendo entre pequenas e médias empresas. O setor vem ganhando destaque e nos últimos dez anos houve uma crescente procura por cursos, livros, congressos e palestras.

"O empreendedor que lê mais, com uma escolaridade maior, consegue ter uma visão mais ampla da área e assim obtem êxito. Temos atualmente no mercado até manuais de gestão de pessoas e equipes. Se de cada dez empresas abertas apenas duas fechassem, seria uma das soluções para o desemprego no Brasil", afirma o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Cássio Cury Mattos.

A Fundação de Tecnologias Críticas (Atech) é uma das poucas empresas que têm um programa de gestão de pessoal. Como parte dele os funcionários podem ter horários flexíveis e desenvolver melhor seu trabalho, o que resulta em maior rendimento para a empresa.

O RH da Atech engloba recrutamento e seleção, desenvolvimento, motivação, comunicação, software desenvolvido pela própria empresa, desempenho, salários e benefícios, relações trabalhistas, qualidade de vida, liderança e também incentivos ao pessoal.

A diretora de Recursos Humanos da empresa, Cynthia Mastropascha, diz que o objetivo é formar grandes empreendedores e não meros empregados, para tanto, a Atech dá total apoio e incentivo aos empregados. "Hoje em dia se a empresa não valorizar o empregado, ela está fadada ao fracasso. O sucesso está no capital humano", afirmou.

Um dos programas da empresa é o Presivict Index, que é uma avaliação do perfil comportamental dos funcionários, levando em conta o potencial para desenvolver seu papel na organização. "Com o horário flexível há diminuição de doenças, a pessoa trabalha com melhor desempenho, tem oportunidades de crescimento e planos de carreira. Os colaboradores têm participação direta dando suas sugestões e opiniões para o crescimento da empresa e do pessoal", comentou Cynthia.

A Atech foi criada em 1997 e atua nas áreas de sistema de defesa aérea, vigilância e proteção territorial, energia, telecomunicações, logística de empreendimentos, segurança pública e meio ambiente. Com unidades no Brasil (São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Amazonas) e nos Estados Unidos (Boston e Flórida), a empresa mantém profissionais especializados no desenvolvimento de softwares, integração de sistemas, geoprocessamento e gerenciamento de empreendimento, sendo uma das responsáveis pela implementação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).

A manauara, Daniela Freire Azevedo, de 27 anos, é um exemplo da preocupação da empresa com o preparo de seus funcionários. Formada em Processamento de Dados pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) , Daniela recebeu da Atech a condecoração Destaque 2001. Logo após ser contratada pela empresa, em março de 2000, ela seguiu para Dallas, nos Estados Unidos, para trabalhar em uma das unidades da empresa. Tendo se especializado em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Desenvolvimento de Sistemas pela Universidade de Manaus, a jovem também fez diversos cursos durante o período em que esteve distante do Brasil. Hoje, ela atua na unidade de Manaus e transmite seus conhecimentos aos novos profissionais da empresa.

Com a tecnologia, alguns fatores se tornaram mais fáceis de serem resolvidos dentro das pequenas e médias empresas, como folha de pagamento, admissão de empregados, sistema contábeis e até os conhecidos sistemas de intranet.

Mas não basta apenas a tecnologia e um programa de sofware para a área de RH para as empresas obterem sucesso. O vice-presidente de Tecnologia e Sistemas da Microsiga Software S.A, Wilson de Godoy Soares Júnior, diz que os softwares vêm acrescentar, ajudar, e não substituir os funcionários. "Os softwares dão agilidade para atender melhor o cliente, atingindo mais pessoas em menos tempo", comenta.

"Há três necessidades básicas que as empresas buscam: primeiro é sobreviver, segundo é aumentar a receita e terceiro é diminuir o custo. As pequenas e médias empresas precisam sofrer um pouco a dor da perda, só assim irão criar novas políticas, tomando as medidas necessárias para obterem bons resultados", finaliza Soares Júnior.

(O Estado de S. Paulo - 21/01/03)

   
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