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Desemprego cai a 19,1% com a geração de 107 mil vagas
O desemprego
na região metropolitana de São Paulo caiu pela segunda
vez consecutiva e chegou a 19,1% em junho, contra 19,7% no mês
anterior.
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Desemprego cai a 19,1% com a geração de 107 mil vagas
O desemprego
na região metropolitana de São Paulo caiu pela segunda
vez consecutiva e chegou a 19,1% em junho, contra 19,7% no mês
anterior. Isso foi possível devido ao início da reativação
do mercado interno e da continuidade do bom desempenho do setor
exportador. Sinais positivos vieram também na renda dos trabalhadores,
na maior formalização dos novos empregos, além
da redução na jornada de trabalho semanal.
A criação
de vagas foi forte, 107 mil no total e, além de ter ocorrido
em todos os setores da atividade econômica, superou o crescimento
significativo do número de pessoas que estão à
procura de emprego, que somam 58 mil. O setor de serviços
foi o que mais contratou, com abertura de 56 mil vagas, alta de
1,3%. Nesse segmento houve aumento do número de assalariados
com carteira assinada no setor privado, em detrimento da queda dos
assalariados sem carteira assinada e empregados no setor público.
O comércio
gerou mais 18 mil vagas, o que significou aumento de 1,3% sobre
maio, enquanto a indústria abriu 28 mil vagas, elevação
de 1,8%. No entanto, no primeiro setor foram abertos postos de trabalho
com carteira assinada, enquanto o trabalho autônomo e sem
carteira diminuíram.
Segundo Sinésio
Pires Ferreira, diretor de Produção e Análise
de Dados da Fundação Seade, que realiza a pesquisa
em parceria com o Dieese, a criação de empregos com
carteira assinada neste setor não é um movimento usual
e pode significar recuperação do comércio e
uma mudança no padrão de contratações.
Na indústria,
segmento que geralmente conta com um número maior de empregados
formalizados, a situação verificada foi oposta. Foram
criados 28 mil novos postos, mas ele decorreram principalmente do
crescimento do trabalho autônomo e sem carteira. Dentre os
setores industriais que mais empregaram destacam-se gráfica
e papel (8,6%), vestuário e têxtil (6,3%) e química
e borracha (1,5%). Na ponta oposta, alimentação caiu
6,7% e metal-mecânica mostrou estabilidade (-0,1%).
Uma boa notícia
foi o aumento de 3,2% no rendimento médio real recebido pelos
ocupados em maio, o que não ocorria há quatro meses.
Com isso, a remuneração chegou a R$ 975. Na comparação
com maio do ano passado os ganhos são maiores. O rendimento
médio real dos ocupados teve aumento de 4%.
Com esses resultados,
a massa de rendimentos cresceu tanto pelo lado da maior ocupação
quanto pela melhora na renda. Entre abril e maio, a massa de rendimento
aumentou 5,4%. Sobre maio do ano passado, o ganho foi de 7,4%.
O indicador
de hora-extra também mostra uma menor precarização
do emprego. Em junho, a jornada média semanal caiu de 44
para 43 horas. A proporção dos que trabalharam mais
do que 44 horas na semana diminuiu de 46,3% para 42,8%. "É
um sinal positivo para o mercado de trabalho", afirmou Clemente
Gaz Lúcio, diretor-técnico do Dieese. Isso porque
ao invés de pagar hora-extra, o empregador opta pela contratação.
(Valor –
27/07/04)
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