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Seja notável na área de TI
Aproveite o
crescimento da área e conheça aqui as dicas de especialistas
para se destacar em Tecnologia da Informação
Há cerca de 20
anos a área de Informática praticamente nascia. Ser
fera no segmento significava ter o título pomposo de Help
Desk, o que queria dizer que o dono da menção era
um faz tudo de boa qualidade. Ele sabia consertar computadores,
fazer alguma coisa de programação e quebrar vários
galhos.
Atualmente, esta é
a área de maior crescimento profissional, responsável
por grande parte das vagas de empregos existentes. Além disso,
suas áreas originais geraram filhos e ganharam até
netos. O segmento assumiu o nome de Tecnologia da Informação,
TI para os íntimos. "Na verdade, a sigla TI virou um
grande rótulo, que abrange todas as atividades desenvolvidas
pelos recursos da Informática. Hoje em dia, a Tecnologia
da Informação está aplicada a tudo e, por isso,
fica difícil delimitar suas fronteiras. Simploriamente é
possível afirmar que TI é a aplicação
de diferentes ramos da tecnologia no processamento de informações",
explica Evandro Bottecchia, engenheiro eletrônico, que trabalha
como consultor para venda de soluções, na empresa
canadense Redknee Inc.
Segundo Ione de Almeida
Coco, Managing VP dos Programas Executivos, do Gartner na América
Latina (instituto que fornece pesquisas e análises sobre
o ramo da tecnologia da informação em escala mundial),
pode-se observar o crescimento da área tanto pelos anúncios
de vagas nos principais jornais como também na alta rotatividade
dos CIOs (Chief Information Officer). "Depois dos últimos
três anos de crise que o segmento enfrentou, o mercado voltou
a crescer absurdamente e a absorver mão-de-obra. Atualmente,
por exemplo, um CIO é capaz de se recolocar em até
um mês e, às vezes, ele já sai de um lugar para
outro", afirma.
Hoje, existem grandes
empresas no mercado investindo no desenvolvimento de novas tecnologias,
sistemas de gestão, software e projetos de consultoria. "Uma
empresa não pode mais só oferecer o hardware, precisa
oferecer uma solução. Elas não buscam mais
três, quatro ou cinco fornecedores. Apenas em um deles desejam
encontrar a solução completa, seja o Hardware, o Software
e a implementação", afirma Rodrigo Dutra Vianna,
consultor sênior em TI da Case Consulting.
O mercado da Tecnologia
da Informação apresenta três grandes tendências
atuais. A primeira delas são as áreas de Outsourcing.
"Empresas de grande porte estão desenvolvendo projetos
nessa área, trazendo para o país uma estrutura de
atendimento mundial para todos os clientes da empresa, além
do Brasil começar a ser visto como um grande centro de talentos
no que diz respeito ao desenvolvimento de soluções
em TI", explica Vianna.
A segunda tendência
é que, nos últimos meses, empresas de diferentes ramos
começaram a deixar de terceirizar áreas de TI e começaram
a contratar diretamente os profissionais, como funcionários.
"O principal motivo disso é a demanda interna em soluções
de TI, que acaba resultando em altos custos com terceiros, fator
minimizado com a contratação. A carga horária
de trabalho nesses casos é enorme e, como as consultorias
cobram por hora, acaba sendo um custo muito alto para a empresa",
elucida o consultor.
Já a terceira
tendência é o Decreto 5296, uma medida aprovada em
dezembro no Congresso Nacional que estipula o prazo de dois anos
para que os grandes portais governamentais se adaptem às
normas de acessibilidade W3C, determinadas pela Web Accessibility
Initiative (WAI). O prazo para a adaptação dos sites
de pequeno porte expirou em dezembro do ano passado e com isso as
empresas têm que se ajustar rapidamente a esse decreto. "Por
conta disso, é possível que diversos portais tenham
que se modificar com muita rapidez e aí os profissionais
de Web Design têm um novo mercado para atuar", Vianna
dá a dica.
Conforme pesquisas realizadas
pelos profissionais do Gartner, espera-se que até 2010, 30%
da tecnologia de ponta tenha migrado para fornecedores de tecnologia,
tudo isso por causa da tendência Outsourcing. Além
disso, um terço das empresas estarão menores e funções
puramente de TI estarão focadas em fornecedores.
Para quem pensa que a
previsão pode significar perda de crescimento ou de emprego,
o engano é certo. Pelo contrário, com isso novas áreas
se abrirão junto com inúmeras possibilidades de carreira.
É aqui que começa a busca pela grande chance!
Antigamente, os profissionais
de TI eram mais quietos, fechados e passavam uma idéia de
que trabalhavam 24 horas por dia na frente de um computador. Hoje,
com os projetos de Outsourcing criando uma demanda mundial de atendimento
aqui no país, este profissional já necessita ter mais
desenvoltura, ser mais solto ao conversar com o cliente. "Atualmente,
eles já têm contato direto com o cliente da empresa,
o que exige que se solte mais e, muitas vezes, sente numa mesa de
negociação para fechamento de propostas comerciais",
afirma Vianna.
Porém, é nesse quesito que mora o problema, ou a solução
para quem souber aproveitar a carência do mercado. Segundo
Ione Coco, as universidades não perceberam que o perfil do
profissional de TI está mudando e continuam formando pessoas
iguais. "Este mercado tem exigido pessoas versáteis,
adaptáveis, com iniciativa, trabalho em equipe e que entenda
de negócios, o que a universidade não foca",
enfatiza.
Quem faz coro à
colocação é o engenheiro eletrônico Evandro
Bottecchia. "Mesmo dentro da TI é preciso ter um perfil
técnico mais voltado para o negócio, ajudando as pessoas
de marketing de produtos a desenvolverem os serviços de forma
mais elaborada, e melhorando as regras de negócios. Nesta
área, o profissional tem que ser bom no segmento técnico
que deseja atuar e, além de tudo, ter uma visão do
tratado abrangente. Não é necessário ser específico
e detalhista, mas ter um conhecimento genérico para que tenha
o conhecimento do todo", conclui.
Hoje, o ideal é
que o profissional seja um especialista e que esteja rapidamente
pronto para o mercado. Por isso os cursos de tecnologia têm
feito tanto sucesso"
(Francisco Borges, diretor Acadêmico da Faculdade IBTA)
Ainda segundo pesquisas
do Instituto Gartner, até 2010 seis de dez profissionais
de TI vão ocupar funções de negócios.
"Cada vez mais a TI faz parte deste universo. Só para
se ter uma idéia, empresas de seguro estão indo em
concorrentes para buscar seus CIOs. Por quê? Porque além
do conhecimento em TI ele possui o conhecimento específico",
salienta Ione.
O mercado profissional
de TI é o mais democrático, pois são tantas
as suas funções e interpretações que
há possibilidade de emprego para diferentes formações.
Especialistas apontam três áreas ainda pouco exploradas
e que precisam de profissionais: Gestão de Projetos (expertise
em certificações), Gestão de Relacionamento
(quem faz a ponte entre usuário e fornecedor e vice-versa,
priorizando as áreas de negócios) e Gestão
de Contrato de TI (relacionamento com fornecedores de tecnologia).
Trabalhar em TI também
requer muita labuta no estudo que não precisa ser - necessariamente
- um curso superior. "Hoje, o ideal é que o profissional
seja um especialista e que esteja rapidamente pronto para o mercado.
Por isso os cursos de tecnologia têm feito tanto sucesso",
declara Francisco Borges, diretor Acadêmico da Faculdade IBTA.
O profissional de informática
é medido por competência, portanto, quanto mais atualizado
ele estiver, melhor. "As certificações técnicas
são de suma importância para o desenvolvimento da carreira
desse profissional. Mas ainda é um problema para esse mercado
a fluência em idiomas. O inglês é imprescindível
e em alguns casos passa a ser mais importante do que a própria
formação do profissional", assegura Vianna.
Por isso, quem quiser
se dar bem na carreira deve se basear nestes quatro pilares: experiência
técnica, fluência na língua inglesa, perfil
comportamental com maior desenvoltura e certificações
técnicas.
Para quem já está
no mercado, o que pode ajudar no seu desenvolvimento é a
aposta em novas tecnologias. Acompanhar as tendências mundiais
e procurar cursos que possam certificar o profissional no curto
prazo. Esse é um grande diferencial. Um outro bom caminho
é ter experiência tanto em empresas que prestam serviços
como em outros mercados, como cliente.
(Vida Executiva
– 28/04/06)
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