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Só os EUA têm 182 milhões de internautas
Como era de
se esperar, a Internet cresce mais velozmente no Primeiro Mundo.
É nos EUA que está o maior número de internautas:
182 milhões, ou 65% da população do país.
Em segundo lugar, vem o Japão, com 64 milhões de internautas
e em terceiro, a China, com 54,5 milhões.
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mais:
Só os EUA têm 182 milhões de internautas
Como era de
se esperar, a internet cresce mais velozmente no Primeiro Mundo.
Embora a world wide web como a conhecemos tenha nascido no CERN,
na Suíça, é nos EUA que está o maior
número de internautas: 182 milhões, ou 65% da população
do país. Em segundo lugar, vem o Japão, com 64 milhões
de internautas, mas a China, em terceiro, se aproxima rapidamente
dos japoneses, com 54,5 milhões.
“Percebo
o rápido crescimento de formas de acesso de alta velocidade
à internet em países da Ásia”, comenta
John Perry Barlow, co-fundador da Electronic Frontier Foundation
e membro do Centro Berkman para Internet e Sociedade de Harvard.
Ter praticamente uma população inteira com a capacidade
de entrar na rede a 10Mbps faz uma grande diferença na forma
como as pessoas se relacionam online Na Coréia, por exemplo,
grande parte da população está conectada assim,
e vê-se um enorme aumento do tráfego coreano na web.
A Coréia
do Sul de fato tem cerca de 55% de sua população plugada
na rede, cerca de 26 milhões de usuários. Mas, em
números reais, ela chega em sexto lugar no ranking dos poderosos
online, atrás dos campeões europeus: a Alemanha, em
quarto, com 44 milhões de internautas, e a Grã-Bretanha,
em quinto, com 34 milhões.
Depois vêm
a França, a Itália e o Canadá, entre a sétima
e a nona posição. Na França, em que o Minitel
resistiu por tanto tempo, há 21 milhões de usuários.
Já os italianos que usam a rede são 20 milhões,
quase um terço da população do país,
enquanto os canadenses conectados chegam a 17 milhões.
Somente na décima
posição aparece de novo um país emergente,
depois do terceiro lugar chinês: a Índia, com 16 milhões
de usuários (a questão é que há 1 bilhão
de indianos, portanto trata-se de apenas 1,6% da população.
Aliás, se fizermos a conta na China, também chegaremos
a algo parecido: só 5% do 1,3 bilhão de chineses acessam
a rede). E, acreditem, na décima primeira posição
do ranking está o Brasil, com cerca de 15,8 milhões
de internautas. Isso apesar da exclusão digital ainda gritante
por aqui.
“De fato,
o desafio da infra-estrutura é grande, mas ao mesmo tempo
existem soluções wireless que você pode aproveitar
para a internet em banda larga”, diz Rodrigo Baggio, presidente
do Comitê para a Democratização da Informática
(CDI). Por exemplo, há uma iniciativa do ICA (Institute for
Connectivity in Americas), do Canadá, junto com a UFRJ em
que, aproveitando a banda larga da universidade, em parceria com
o CDI, estamos levando internet via Wi-Fi para algumas comunidades
do Complexo da Maré. Iniciativas como essa são perfeitamente
possíveis. Você pode usá-las em regiões
remotas. Nós levamos internet via satélite a regiões
remotas da floresta amazônica, em aldeias indígenas
que ficam a dias de viagem da cidade mais próxima.
Alguns especialistas
estão empenhados em levar cada vez mais informação
à rede e visitam países em todos os continentes. Como
Edward Fox, chefe do Comitê de Políticas da National
Science Digital Library (NSDL), nos Estados Unidos. Ele ajuda a
coordenar projetos de digitalização e upload de documentos
e põe bibliotecas inteiras na rede.
“A internet
continua a crescer rapidamente”, afirma. Em minha área
de atuação, a de bibliotecas digitais, vejo com prazer
como elas estão se espalhando. Viajo muito e posso atestar
isso; não por acaso, este ano visitarei Argentina, Venezuela,
China e Tailândia. Também irei à Austrália
em 2005. Todos esses lugares, entre outros, têm interesse
em organizar digitalmente a informação, de modo que
possa ser mais facilmente capturada.
O avanço
da internet ocasionou um interessante estudo de comportamento dos
internautas feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia
em Los Angeles, o World Internet Project. Entre outros achados,
eles descobriram que os homens navegam na internet mais que as mulheres.
Em certos países, essa diferença é grande.
Por exemplo, na Itália há 41% de homens usando a internet,
contra 21% de mulheres (praticamente a metade). Já na Espanha,
a proporção é de 46% para 27%, enquanto a Suécia
parece mais equilibrada: 67% contra 64%.
(O Globo
– 01/03/04)
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