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Em cinco anos, Brasil perde 30 mil vagas em telecom
Os prestadores
de serviço estão perdendo espaço no mercado
devido a consolidação das empresas de telecomunicações.
Segundo a Associação Brasileira de Empresas Prestadoras
de Serviços em Telecomunicações (Abrepest),
técnicos em telecomunicações tiveram uma queda
salarial de 24% e cerca de 30 mil funcionários já
foram demitidos de 1997 até 2002.
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mais:
Em cinco anos, Brasil perde 30 mil vagas em telecom
Mais um setor
é sacrificado pela consolidação das empresas
de telecomunicações. Trata-se dos prestadores de serviços
que, segundo o presidente da Abrepest (Associação
Brasileira de Empresas Prestadoras de Serviços em Telecomunicações),
Herold Walter Weiss, está perdendo cada vez mais a margem
de receita em função do poder de barganha das teles.
"Embora
as teles planejem investir 14,6% acima do que foi aplicado em 2002,
o volume destinado ao nosso segmento aponta uma queda de 8,5% em
relação ao ano passado", compara Weiss.
Os números
são resultados da pesquisa feita pela entidade, batizada
de Banco de Dados de Mercado 2003, que estima que as teles investirão
cerca de R$ 10,2 bilhões este ano, sendo que R$ 3,3 bilhões
serão destinados a serviços (instalação,
operação e manutenção de redes e sistemas).
No ano passado, o setor de telecom investiu R$ 8,9 bilhões
destinando cerca de R$ 3,5 bilhões para a área de
serviços.
Além
da queda, Júlio Zaldana, membro da Abrepest, ressalta que
a maioria das prestadoras de serviços especializadas ainda
é obrigada a enfrentar a concorrência predatória
dos fabricantes de equipamentos que estão apostando cada
vez mais na área de serviços, oferecendo o modelo
de outsourcing às teles em função da retração
de vendas em hardware.
O estudo aponta
queda de até 30% nos preços praticados pelo setor.
Na telefonia fixa, estima-se que os fabricantes são responsáveis
por 50% do mercado de prestação de serviço.
"Somente no Estado de São Paulo, a queda foi de 150
para 15 prestadores de serviços no período entre 1997
e 2003", informa Weiss.
Diante deste
cenário, os técnicos em telecomunicações
são os mais prejudicados com uma queda salarial de 24% e
uma reestruturação constante, na qual já foram
demitidos 30 mil funcionários entre prestadores, operadoras
e fabricantes durante o período de 1997 até 2002.
Após a demissão, a política adotada é
contratar sempre o profissional mais barato, reduzindo assim a qualidade
do serviço.
Apesar da retração
do setor aliada a política de contratar sempre o profissional
mais acessível, o usuário final de telefonia não
percebe a queda de qualidade de serviços. Os associados da
entidade acreditam que este reflexo deve acontecer nos próximos
três ou cinco anos.
(Computerworld
– 04/09/03)
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