Comércio eletrônico apresenta resultados acima do esperado

Os sites de comércio eletrônico comemoram os bons resultados das vendas de final de ano. Depois do fiasco das pontocoms, alguns sites brasileiros diminuíram suas pretensões e começaram a firmar-se como nova e prática opção de comércio.

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Enfim, a Internet começa a vender

Os sites de comércio eletrônico comemoram os bons resultados das vendas de final de ano. Depois do fiasco das pontocoms, que no final da década de 90 prometiam desbancar o tradicional costume de os cidadãos do mundo freqüentarem as lojas para fazer suas compras, e criar, com essa revolução, a "nova economia", alguns sites brasileiros diminuíram suas pretensões e começam a firmar-se como nova e prática opção de comércio.

De acordo com um levantamento da consultoria especializada E-Consulting, as vendas on-line em dezembro somaram R$ 650 milhões. "Esse volume ficou cerca de 40% acima das estimativas iniciais", diz o diretor de estratégia da consultoria Daniel Domeneguetti.

Na opinião do consultor, o consumidor já percebe que as compras on-line estão mais seguras e que as mercadorias estão sendo entregues no prazo. Além disso, o consumidor procura vantagens que somente as lojas virtuais oferecem: preços mais baixos do que nas lojas físicas e parcelamentos sem juros mais longos. Normalmente, a loja tradicional oferece parcelamento sem juros no cartão de crédito em até quatro meses, enquanto, em algumas lojas virtuais, é possível comprar, no cartão, em até 12 vezes sem juros. "O consumidor está se acostumando a comprar pela web, pois busca facilidade", diz Domeneguetti.

"Vendemos 10% acima do valor previsto inicialmente", comemora o gerente de comércio eletrônico do Extra.com, Jonas Antonio Ferreira. Segundo Ferreira, a receita das vendas em dezembro ficou 60% acima do registrado no ano anterior. Em 2002, o Extra.com vendeu pela Internet 130% mais itens do que no ano anterior. E mais consumidores preferiram usar o computador para fechar suas compras de eletrônicos a deslocar-se até os 133 hipermercados da bandeira Extra.

Segundo Ferreira, a intenção é ampliar a oferta de produtos. Depois de incluir itens para bebê e móveis, o site agora vai oferecer camas e colchões. O Submarino.com teve aumento de 36% nas vendas de fim de ano, totalizando R$ 26 milhões. Seu diretor geral, Flávio Jansen, diz que as vendas superaram em quase 10% o previsto. No ano todo, o faturamento cresceu 70%, para R$ 130 milhões, e a previsão para 2003 é de R$ 200 milhões.

Os sites Pontofrio.com, e Shoptime.com aumentaram, respectivamente, em 50% e 120% as vendas de Natal. Procurada, a Americanas.com não quis se manifestar.

(Gazeta Mercantil - 06/01/03)

 
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