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País tem 1.ª condenação por crime na Internet
Um hacker de
19 anos foi sentenciado a passar 6 anos e 4 meses na prisão
por invadir as páginas dos quatro maiores bancos do País.
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mais:
País tem 1.ª condenação por crime na Internet
A Justiça
brasileira condenou pela primeira vez uma pessoa por crimes na internet.
O hacker Guilherme Amorim de Oliveira Alves, de 19 anos, foi sentenciado
a passar 6 anos e 4 meses na prisão por invadir, entre outros
sites, as páginas dos quatro maiores bancos do País
(Caixa, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco).
A sentença
saiu no dia 31, quando Alves completava quase um ano detido na Penitenciária
de Segurança Máxima de Campo Grande, onde continua
preso. Alves agiu em São Paulo, no Rio, em Niterói
e Mato Grosso Sul.
Segundo as acusações
contra o jovem, só o Banco do Brasil apurou em um período
inferior a um mês 108 transações fraudulentas
em contas correntes. A defesa deve entrar com recurso contra a decisão,
juntando fatos como, por exemplo, o de ele ser réu primário
e estar na cadeia mesmo antes da condenação.
Para os advogados
do réu, o trabalho da Polícia Federal e os relatórios
apresentados pelos bancos que teriam sido alvo da ação
do hacker deixaram dúvidas sobre as acusações
de formação de quadrilha, estelionato e violação
de sigilo das operações bancárias. A condenação
foi dada pela juíza Janete Lima Miguel. Outro acusado, o
policial militar Evanancy Soares de Alcântara, foi sentenciado
a 4 anos, 8 meses e 20 dias. Ele teria recebido créditos
de Alves para recarregar seu celular.
Outros envolvidos
no caso, que ainda não foram julgados, são: Maria
Cecília Faria Martins, que chegou a ser presa; o pai do jovem,
José Geraldo de Oliveira Alves; o PM Luciano Godoy Magalhães
e Cléberson Robinson Tauber Magalhães, apontado como
hacker.
Alves era o
cérebro da quadrilha. Começou em Corumbá, copiando
espelhos de sites de grandes bancos. Durante os últimos três
anos, fez amigos e incluiu alguns no bando. As retiradas não
foram muito significativas, quantias que não ultrapassavam
R$ 300,00.
Os saques começaram
a ser notados em 2002. No começo do ano passado, a PF descobriu
através de rastreamento de chamadas telefônicas que
o grupo só estava treinando. O objetivo era retirar de uma
só vez, de vários bancos, um total de R$ 150 milhões.
Guilherme já tinha sido preso antes. Acabou solto sob alegação
de ter problemas psicológicos. Da última vez, ficou
aguardando decisão judicial na cadeia, onde continuará
cumprindo a pena. A PF considera o jovem um exímio conhecedor
de informática.
(O Estado
de S. Paulo – 06/01/04)
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