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Vírus são o maior receio das grandes companhias
Os vírus
de computador são a principal fonte de preocupação
das empresas em relação à segurança
de suas informações. O risco de que esses programas
infectem a rede foi apontado como a maior ameaça por 54%
das 200 empresas pesquisadas - 60% de grande porte e todas com atuação
no Brasil.
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Vírus são o maior receio das grandes companhias
Os vírus
de computador são a principal fonte de preocupação
das empresas em relação à segurança
de suas informações. O risco de que esses programas
infectem a rede foi apontado como a maior ameaça por 54%
das 200 empresas - 60% de grande porte e todas com atuação
no Brasil - consultadas pela Symantec na pesquisa Segurança
de Sistemas e Informações, em sua segunda versão.
Os executivos
também mostraram-se preocupados com a vulnerabilidade de
seus equipamentos e softwares a invasões de hackers e com
os eventuais ataques dos próprios funcionários. Os
itens ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, com
32% e 30% das respostas.
Fiel a esse
quadro, o levantamento mostra que os produtos mais comprados são
exatamente os antivírus. Esses programas estão instalados
em 98% das companhias, ao passo que outros itens, como os antispam
- que protegem os computadores dos anúncios publicitários
não desejados - só estão presentes em 29% das
empresas.
Mesmo assim,
a pesquisa revela que ainda há muito espaço para fazer
os negócios crescerem neste ano, diz Orlando Barbieri, presidente
da subsidiária brasileira da Symantec, especializada em software
de segurança, principalmente antivírus.
Para a proteção
ser efetiva, afirma o executivo, é preciso empregar os softwares
em vários níveis, como os servidores da companhia,
em vez de instalá-los apenas no computador que fica na mesa
do usuário. Além disso, é preciso manter os
programas atualizados e integrar os produtos de diferentes fornecedores
para garantir seu funcionamento em ambientes heterogêneos,
coisas que muitas empresas deixam de lado, diz Barbieri.
É nesses
aspectos que a companhia americana planeja atuar para ganhar espaço
no Brasil. Um dos itens nos quais a empresa planeja centrar fogo
este ano é a venda de firewalls, os programas que protegem
a rede dos hackers. Segundo o levantamento, eles estão presentes,
hoje, em 64% da amostra. "É muito pouco", avalia
Barbieri.
Além
desses programas - que são o terceiro produto mais vendido
pela empresa no Brasil, atrás dos antivírus e dos
softwares que controlam o acesso à web -, a Symantec quer
reforçar os negócios de softwares de análise
de vulnerabilidade e detecção de intrusos, cuja presença
nas empresas é reduzida: 29% e 21%, respectivamente.
Apesar da preocupação
demonstrada pelas empresas, o orçamento dedicado à
área de segurança ainda é pequeno. Dos entrevistados,
80% disseram aplicar na área até 10% dos recursos
de TI. Além disso, a pesquisa mostra que em seis a cada dez
empresas não existe o cargo de diretor de segurança
ou um departamento dedicado à área, embora 82% tenham
informado que mantêm uma política de segurança
estabelecida.
Para ganhar
espaço, a Symantec vai reforçar um modelo de venda
recente no país. A estratégia prevê a venda
de seus softwares já embutidos em um servidor. O usuário
paga pelos produtos em uso e pode habilitar os demais com o tempo,
à medida de sua necessidade. A medida, diz Barbieri, permite
ao cliente instalar os programas sem precisar investir em equipamentos
adicionais, como servidores, que muitas vezes custam mais caro que
os próprios softwares.
(Valor Econômico
– 07/01/04)
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