| |
Cresce
o espaço das mulheres na tecnologia
Num ambiente
até pouco tempo atrás eminentemente masculino, as
mulheres conquistam cada vez mais espaço. Cada vez mais executivas
ocupam a primeira posição do setor tecnologia nas
grandes empresas.
Leia
mais:
Cresce
o espaço das mulheres na tecnologia
Num ambiente
até pouco tempo atrás eminentemente masculino, as
mulheres conquistam cada vez mais espaço. Cada vez mais executivas
ocupam a primeira posição do setor tecnologia nas
grandes empresas.
“Isto
já acontece entre 12% e 15% de nossos clientes”, conta
Ione de Almeida Coco, vice-presidente do Gartner Group, que realiza
hoje um evento exclusivo para mulheres que dirigem departamentos
de tecnologia em grandes empresas. A própria Ione é
umexemplo deste crescimento: antes de ingressar na consultoria internacional,
assumiu a direção do departamento detecnologia da
informação da Companhia Paulista de Força e
Luz (CPFL), em 1995.
Em sua terceira
edição, o evento chama-se Encontro Gartner de Mulheres
CIOs. O nome pode parecer estranho, mas CIO é a sigla de
Chief Information Officer. Em português, diretor (ou diretora)
de tecnologia. O principal assunto a ser discutido hoje é
o estresse e a busca de equilíbrio entre o sucesso profissional
e a vida pessoal.
A idéia
de criar um evento exclusivo para executivas surgiu há uns
cinco anos, de acordo Ione, quando a empresa identificou entre seus
clientes que, apesar de existirem preocupações em
comum entre homens e mulheres,havia algumas diferenças. “As
mulheres são mais preocupadas com as pessoas e os homens
pensam mais na tecnologia emsi”, explica.
No Brasil, o
primeiro encontro foi no ano passado e o segundo em março
deste ano, quando houve 17 participantes. Para hoje, são
esperadas 40 executivas Uma delas é Maria Aparecida Leite
Lima Filha, gerente de Tecnologia da Informação da
América Sul da Bic, cargo que ocupa há cinco anos.
Formada em tecnologia
pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Maria Aparecida
começou sua carreira há 21 anos. Ela comanda uma equipe
de 40 pessoas. “São três mulheres, contando comigo”,
conta, “mas fiquei um bom tempo sozinha.”
A executiva
diz que já nem presta atenção no fato de ser
uma mulher que dirige um departamento de tecnologia.“Me vejo
como qualquer profissional, que tem suas competências.”
Ione, do Gartner, afirma que o encontro é umaoportunidade
importante de troca de experiências, de fazer o chamado networking.
“O homem
tem mais facilidade de fazer um happy hour, para se reunir com outras
pessoas da área”, afirma outra participante do evento,
Sandra Rodriguero, diretora de Tecnologia eOperações
da Incentive House, empresa do Grupo Accor.
“As mulheres
normalmente enfrentam o terceiro turno, para cuidar dos filhos,
do marido.” Um dos motivos para se discutir o estresse no
evento de hoje tem a ver com as responsabilidades que vêm
com a maternidade. Sandra é mãe de Pietro, de 9 anos,
e de Giuliana, de 5. Também mãe de dois filhos, Ione
diz que o equilíbrio entre a carreira profissional e a vida
familiar pode parecer mais difícil do que é na realidade.
Quando nasceu
seu segundo filho, ela ficou preocupada em dar atenção
ao primeiro, 6 anos mais velho, e todo dia inventava um passeio
para fazerem juntos. “No terceiro ou quarto dia, ele chegou
e me disse: mãe, não agüento mais, quero ficar
em casa”, lembra. “Era um problema que existia mais
na minha cabeça.”
A inserção
das mulheres no mercado formal de trabalho cresceu mais do que a
dos homens no Estado de São Paulo entre 2000 e 2002. Mas
elas continuam recebendo salários inferiores, se considerada
a média de rendimentos, segundo pesquisa divulgada ontem
pela Fundação Sistema Estadual de Análise de
Dados (Seade).
Dos 514,3 mil
empregos criados no período, 54% foram ocupados por mulheres,
o que aumentou em1 ponto porcentual sua participação
no total dos empregos existentes. Em 2002, essa participação
passou a corresponder a 38,9%, o que, em termos absolutos, equivale
a 3,3 milhões de empregos, em relação aos 5,2
milhões ocupados por homens.
O levantamento
mostra que o salário médio recebido pelas mulheres
formalmente empregadas era de R$ 1.033 em2002, enquanto o dos homens,
na mesma condição, era de R$ 1.294. Segundo a Seade,
parte dessa diferença
reflete o que se poderia chamar de discriminação salarial,
isto é, mulheres e homens exercendo a mesma ocupação,
mas recebendo salários diferentes.
De acordo com
a pesquisa, o emprego formal em São Paulo cresceu 6,4% entre
2000 e 2002, alcançando 8,56 milhões de postos de
trabalho, o que representa aproximadamente metade da população
ocupada no Estado, estimada em 16,8 milhões de pessoas há
dois anos. O contingente feminino elevou-se em 9,1%, e o masculino,
em 4,7%.
(O Estado
de S. Paulo – 08/12/04)
|
|
Analista
aponta novo perfil dos técnicos de telecom e
TI |
|
|
Índice
de Confiança em TI cai 8,5% nos Estados Unidos |
|
|
Cresce
emprego em prestadoras de serviços de TI nos
EUA |
|
|
Pesquisa
indica que TI ainda não é estratégica
|
|
|
MEC deve autorizar novos cursos de tecnologia |
|
|
Mercado
de telecomunicações dá sinais de
recuperação |
|
|
Mercado
de trabalho para TI está em alta |
|
|
Rede
produz material multimídia |
|
|
Só
os EUA têm 182 milhões de internautas |
|
|