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Lei amplia mercado para serviços de TI
Embora resulte
em aperto financeiro para os órgãos públicos,
a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tornou-se uma nova oportunidade
de negócios para empresas de informática. A exigência
de uma gestão fiscal transparente, assim como da divulgação
de informações públicas em meio eletrônico,
trará nos próximos anos um forte investimento das
prefeituras em informatização.
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Lei amplia mercado para serviços de TI
Embora resulte
em aperto financeiro para os órgãos públicos,
a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tornou-se uma nova oportunidade
de negócios para empresas de informática. A exigência
de uma gestão fiscal transparente, assim como da divulgação
de informações públicas em meio eletrônico,
trará nos próximos anos um forte investimento das
prefeituras em informatização.
"O governo
federal já avançou muito, os Estados também,
mas pouco foi feito no âmbito municipal", diz Edvaldo
Galano, diretor comercial da Radium Systems, especializada no desenvolvimento
de portais e sistemas para Internet. Criada há quatro anos
e meio por professores e alunos no pólo de tecnologia da
Universidade Federal de São Carlos, a Radium é hoje
administrada por profissionais do mercado, conta com 35 funcionários
e tem um faturamento anual de R$ 4 milhões. Ao eleger as
prefeituras como novo foco de atuação, a Radium espera
aumentar as receitas em no mínimo 40%. "O prazo para
cumprir as obrigações legais vence em 2005",
diz Galano.
Os produtos
oferecidos pela Radium são o "portal do cidadão",
que comporta informações diversas sobre a atuação
das prefeituras, e um sistema de gestão da rede escolar.
O consórcio com outras empresas possibilita a implantação
de infra-estrutura de informática, do sistema operacional
Linux e de aplicativos de gestão nas áreas administrativa,
contábil, financeira e de recursos humanos - já implantados
em mais de 50 prefeituras.
A cidade de
Botucatu, no interior de São Paulo, é um exemplo do
crescimento na informatização dos municípios.
Para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, a prefeitura já
tornou disponível na Internet o diário oficial, editais
sobre licitações e contas públicas, além
da legislação local. A intenção para
os próximos anos é oferecer outros serviços
em meio eletrônico, como um sistema para consulta de multas
e obtenção de certidão negativa de débito,
além de um balcão com postos de atendimento eletrônico
no prédio da prefeitura.
Para integrar
as informações dos órgãos administrativos,
o município está alterando o sistema operacional utilizado.
"Decidimos usar o Linux, que é mais barato por ser um
sistema aberto", diz o secretário de Comunicação
do município, Érick Facioli. Como o sistema não
demanda máquinas sofisticadas, a prefeitura conseguiu reaproveitar
os cerca de 80 computadores já existentes. Os trabalhos de
informatização foram contratados das empresas CCA
Consultoria e Administração, de Porto Alegre, e Conectiva,
com sede em Curitiba, que também implantam o sistema de gestão
municipal.
Uma boa fonte
de financiamento para as prefeituras é o Programa de Modernização
da Administração Tributária e da Gestão
dos Setores Sociais Básicos (PMAT), do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já
contempla recursos de R$ 325 milhões contratados por 74 municípios.
"Fazemos o desenvolvimento do projeto para obtenção
de recursos no BNDES sem custo algum para o município",
diz o diretor presidente da Conectiva, Sandro Nunes Henrique.
(Valor -
09/12/02)
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