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Governo
dá isenção fiscal para PC popular
O governo apresentou
ontem (12/05) as propostas de crédito do programa PC Conectado,
programa de computador popular com acesso à internet, destinado
à população de baixa renda. A isenção
fiscal para os equipamentos são de até R$ 2.500.
Leia
mais:
- Isenção fiscal
e microcrédito para PC popular
Isenção
fiscal e microcrédito para PC popular
O governo divulgou ontem as linhas gerais do PC Conectado —
programa de computador popular com acesso à internet, destinado
à população de baixa renda. Para facilitar
a compra do equipamento, o governo está propondo ao Conselho
Monetário Nacional (CMN) o aumento do microcrédito
de R$ 600 para R$ 1.200. A taxa de abertura do microcrédito
é de R$ 40, com juros de 2% ao mês e pagamento em 24
meses.
Outra proposta
feita pelo governo ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT) é a criação do FAT-Inclusão
Digital. Seria uma linha de crédito direta ao correntista
de banco público (Banco do Brasil, Caixa Econômica
e Banco do Nordeste) para compra do PC Conectado. A taxa de juro
do financiamento não deve passar de 2% ao mês. A proposta
será analisada na próxima reunião do Codefat,
dia 22.
O assessor da
Presidência da República e coordenador do projeto,
Cezar Alvarez, informou que o governo decidiu conceder isenção
fiscal para os equipamentos até o valor de R$ 2.500. A isenção
será do PIS/Cofins, o que equivale a uma renúncia
fiscal de 9,5% do preço final do produto e terá validade
até 31 de dezembro de 2006. O BNDES vai financiar o varejo
e as indústrias para que eles ofereçam o PC Conectado
com juros mais baixos que os atuais.
Os computadores
com preço à vista até R$ 1.400, além
de terem a isenção, também contarão
com juros subsidiados. O chamado PC Conectado terá obrigatoriamente
que rodar software livre, com um total de 27 aplicativos. A conexão
à internet custará ao consumidor R$ 7,50 por 15 horas
mensais, já considerados os impostos.
A expectativa
de Cesar Alvarez é de que a prestação do PC
Conectado não seja superior a R$ 70. O financiamento, segundo
ele, deverá ser em 24 parcelas.
O anúncio
oficial do programa ainda depende de uma negociação
política entre o governo e o Congresso, porque a isenção
fiscal somente poderá ser concedida depois de aprovação
de projeto de lei ou medida provisória.
Para Rodrigo
Baggio, fundador do Comitê para Democratização
da Informática (CDI), organização hoje presente
em 19 estados brasileiros e nove países, o programa do governo
é um passo ainda modesto para ampliar a inclusão digital.
Ele lembra que
apenas 17% dos brasileiros têm computador e só 13%
acessam a internet. Além disso, somente mil municípios
brasileiros, entre as mais de cinco mil cidades do país,
têm infra-estrutura local de conexão com a internet.
Por isso, Baggio defende a ampliação de infra-estrutura
e investimentos para o acesso público aos computadores e
à internet.
(O Globo
– 13/05/05)
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