Estudo traça perfil do profissional brasileiro de TI
O universo de profissionais
de TI não está recebendo um número significativo
de novos profissionais. Pelo menos esta é uma das conclusões
de uma nova pesquisa encomendada pela Impacta Tecnologia à
MBI Mayer&Bunge Informática, empresa focada na geração
de informações sobre e para o mercado de Tecnologia
da Informação e Comunicações (TIC).
A pesquisa sobre o perfil
do profissional de TI foi aplicada em 100 empresas de diferentes
segmentos instaladas no país. Foram avaliadas questões
como tempo de atuação profissional no mercado, escolaridade,
tipo de regime de trabalho, domínio de idiomas e outros pontos.
Com relação
ao tempo de atuação profissional em TI em outras áreas,
75,8% dos entrevistados atuam na área há mais de 10
anos e 12,8% possuem de 8 a 10 anos no setor. Menos de 1% entraram
no segmento há um ano.
Questionados sobre quanto
tempo trabalharam em outras áreas que não a TI, o
resultado indica que cerca de um terço dos profissionais
(31%) nunca trabalharam em outra área, enquanto outros 42%
atuaram em outro setor por no máximo 5 anos antes de migrarem
para a TI.
Referente ao tempo de
ocupação do cargo atual, o estudo mostra que 23,4%
dos profissionais com mais de 10 anos de mercado receberam promoções
nos últimos 10 anos. O tempo médio de espera por uma
promoção foi de no mínimo 5 anos para 52,4%
dos entrevistados.
Em relação
ao grau de educação formal dos entrevistados, foi
feito um comparativo com outra pesquisa realizada no ano de 2001,
na qual o nível de pós-graduação não
foi citado. No levantamento atual, 37% dos profissionais dizem possuir
curso de pós-graduação completo e 9% incompleto.
Com referência
aos cursos superiores, em 2001, 45% dos participantes disseram possuir
o curso completo e 29%, incompleto. Nos dados de 2009, 31% contam
com curso superior completo e apenas 9% ainda não concluíram
a graduação.
O resultado da pesquisa
revela ainda que o mercado está mais exigente na hora de
contratar. Em 2001, 22% dos profissionais que já atuavam
na área possuíam apenas o ensino médio. Hoje
esse percentual é de apenas 6%.
"O mercado exige
cada vez mais, além da educação formal, o domínio
completo da tecnologia e certificações reconhecidas.
Isso tem resultado em uma corrida e disputa das empresas por profissionais
de TI qualificados", diz Rodolfo Ohl, diretor do portal Monster.
A escola privada é
responsável por 64,4% da formação dos profissionais
de TI, e a rede pública, por 34,9%. Em 2001 esse percentual
era de 62,8% e 36,1%, respectivamente.
Sobre o número
de empresas em que os profissionais atuaram ao longo de suas carreiras,
o estudo mostra que 65,8% dos participantes passaram por 2 a 5 no
máximo, enquanto 21,5% deles estiveram empregados em uma
única companhia.
Já em relação
ao regime de trabalho ao qual estão submetidos, cerca de
70% dos entrevistados são contratados pela CLT, enquanto
o outro terço se divide entre profissionais autônomos,
micro-empresa e terceirizados.
Referente ao domínio
de línguas estrangeiras, o inglês é líder
com 94,6%, seguido do espanhol, por 40,9%. O italiano figura em
terceiro lugar, com 5,4% seguido pelo francês, com 4,7%, e
pelo alemão, com 2%.
Sobre o tempo de uso
da Internet no trabalho, metade dos profissionais utilizam a web
mais de quatro horas por dia. Em 2001 esse tempo era de três
horas. 27% dos entrevistados admitiram acessar a internet por mais
uma hora quando estão em casa, e metade dos profissionais
reservam mais de uma hora, fora do expediente, para navegar na web.
"O setor de tecnologia
evoluiu muito nos últimos anos no Brasil e o mercado se tornou
mais exigente nas contratações. Contudo, o número
de novos especialistas ingressando no mercado de TI não tem
sido suficiente para suprir o déficit de mão-de-obra
no setor que chega a 100 mil profissionais, conforme levantamento
de 2008 do Ministério do Trabalho", conclui Celio Antunes,
presidente do grupo Impacta.
Em relação
ao uso do tempo livre, a pesquisa mostra que as atividades preferidas
dos profissionais de TI são sair com a família (56%),
viajar (53%) e praticar esportes (37,6%). A soma das respostas nesta
questão ultrapassa os 100% por ter sido permitido escolher
mais de uma opção.
O mais surpreendente
nessa questão é que quase um terço dos profissionais
(31,5%) utilizam a Internet como atividade de lazer nos tempos livres,
preferindo essa atividade a sair com os amigos (26,2%), por exemplo.
(Canal Executivo)
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