"Comunique-se" cresce vendendo produtos

Depois de ter nascido como uma espécie de café virtual para o encontro de jornalistas, o site "Comunique-se" encerrou 2002 com faturamento de cerca de R$ 1 milhão, sendo que 85% desse valor provém da venda de produtos para assessorias de imprensa e departamentos de comunicação das empresas.

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Comunique-se cresce vendendo produtos

Depois de ter nascido como uma espécie de café virtual para o encontro de jornalistas, o site Comunique-se vai se transformando aos poucos em uma empresa de relações públicas.

O site encerrou 2002 com faturamento de cerca de R$ 1 milhão, sendo que 85% desse valor provém da venda de produtos para assessorias de imprensa e departamentos de comunicação das empresas.

Quando surgiu em setembro de 2001, depois do boom da Internet, o Comunique-se era apenas um site com informações sobre as redações e veículos de imprensa do país. Com o tempo, o site foi conquistando leitores, o que resultou hoje em 50 mil profissionais cadastrados.

"Nos primeiros seis meses, a intenção não era vender produtos, mas estabelecer a marca entre os jornalistas", diz Rodrigo Azevedo, sócio e fundador do Comunique-se. Aí já era hora de colocar as mercadorias nas prateleiras.

Com uma lista de jornalistas nas mãos, o site já oferece coletivas on-line, relação de jornalistas, distribuição de notícias, clippings e pesquisas de imagem das corporações, tudo eletrônico.

Hoje são 120 clientes, sendo que 50% são assessorias de imprensa, e a outra metade, empresas como Ford, Michelin, BR, Souza Cruz, Sul América, Kaiser e Nextel. São eles que sustentam o site com informações sobre e para a imprensa.

O equilíbrio financeiro do site ainda não foi alcançado, mas Azevedo explica que a empresa já está quase lá. Tanto que recentemente a sócia Invent, investidora em empresas de internet, adquiriu as cotas que a FSB Comunicações possuía. Quando a empresa foi formada com ambas as empresas, havia a previsão de que a FSB sairia dela tão logo o equilíbrio financeiro se aproximasse.

Para 2003, Azevedo prevê pelo menos dobrar o faturamento ao reforçar o processo comercial e criar um portal, ações que pedem aportes da Invent e que talvez adiem o equilíbrio.

(Valor - 15/01/03)

 
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