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Dilema no registro de domínio
Registrar um domínio é tarefa simples
até mesmo para os iniciantes na informática. Diante
disso, os fraudadores da Rede agradecem e o governo americano prepara
o contra-ataque com uma possível lei para punir quem der
informações incorretas ao registrar um site.
Leia
mais:
Dilema no registro de domínio
Registrar um
domínio é tarefa simples até mesmo para os
iniciantes na informática. Na maioria dos casos, basta pagar,
já que não existe um controle rigoroso sobre as informações
fornecidas por quem está criando um novo endereço
eletrônico. Diante disso, os fraudadores da Rede agradecem
e o governo americano, eternamente preocupado com segurança
interna, prepara o contra-ataque com uma possível lei para
punir quem der informações incorretas ao registrar
um site.
A nova regulamentação,
que deve ser votada em breve no Congresso dos EUA, prevê a
adição de até sete anos de prisão para
quem fornecer nome ou contatos falsos no registro de um domínio.
A lei também visa ampliar os direitos legais de empresas
que vêem suas marcas registradas roubadas ou então
que têm seu material protegido por direitos autorais distribuído
pela internet por terceiros. No entanto, ainda não foi decidido
como uma empresa administradora de registros vai conseguir controlar
a veracidade das informações que lhes são passadas
pelo cliente.
Provavelmente,
a ICANN (órgão mundial responsável por estabelecer
regras do uso da internet ) deve ajudar a determinar vários
pontos da nova regulamentação.
Para a ICANN,
esses assuntos são muito sérios, mas ainda não
decidimos se vamos apoiar a lei, avisou o porta-voz da instituição,
Kieran Baker. Mas, nada é tão simples. A futura lei
ignora o direito à privacidade. Isto porque, atualmente,
os dados dos donos de domínios podem ser acessados por qualquer
pessoa, pela própria internet, num acervo público
- chamado 'Whois'.
De acordo com
os opositores, a nova lei transforma os bancos de dados num atrativo
para comerciantes inescrupulosos e ladrões de identidade.
A maneira que o 'Whois' é estruturado justifica de certa
forma que os usuários forneçam informações
falsas. Ou seja, não há nenhuma relação
com violação de direitos autorais, afirmou Michael
Steffen, analista do Centro para Democracia e Tecnologia dos EUA
(CDT).
Uma outra solução
para a questão dos domínios pode vir da ICANN. Há
dois anos, o órgão vem desenvolvendo uma forma de
acesso hierarquizado aos dados no 'Whois'. Assim, somente instituições
ligadas às questões de segurança, como Interpol,
poderiam consultar as informações.
“É
importante que o 'Whois' apresente dados verdadeiros, já
que o anonimato esconde criminosos. Mas, é preciso também
preservar o direito de privacidade. Com esse projeto, isso é
possível”, comentou um dos diretores da ICANN, o brasileiro
Ivan Moura Campos. Segundo o diretor, é provável que
até o fim deste ano a idéia esteja em vigência.
(Jornal
do Brasil – 16/02/04)
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