|
Telemarketing cria em dois anos mais de 95 mil empregos
Transformado
nos últimos anos numa das principais ferramentas de promoção
e vendas, o telemarketing continua em expansão e se destaca
entre os setores com maior oferta de empregos no País. De
acordo com pesquisa divulgada pela Associação Brasileira
de Telemarketing (ABT) o segmento deverá fechar este ano
com 465 mil postos de trabalho e um faturamento de cerca de R$ 70
bilhões.
Leia
mais:
- Telemarketing cria em dois anos mais de 95 mil empregos
- No segmento jovem estão os mais interessados
- Setor é um dos que mais emprega
Telemarketing cria em dois anos mais de 95 mil empregos
Transformado
nos últimos anos numa das principais ferramentas de promoção
e vendas, o telemarketing continua em expansão e se destaca
entre os setores com maior oferta de empregos no País.
De acordo com
pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Telemarketing
(ABT) o segmento deverá fechar este ano com 465 mil postos
de trabalho e um faturamento de cerca de R$ 70 bilhões.
Em 2000, eram
370 mil pessoas trabalhando direta ou indiretamente em funções
de telemarketing. Naquele ano, segundo a ABT, em torno de R$ 62
bilhões foram movimentados nas operações de
"business to business" e vendas diretas ao consumidor.
Neste período de dois anos, a geração de empregos
do setor cresceu 25% com a abertura de 95 mil postos de trabalho
em todo o País.
Um exemplo desta
expansão e, conseqüentemente, do elevado número
de empregos que ele demanda, é a Companhia Brasileira de
Contact Center (CBCC).
Criada no final
do ano passado pelo Grupo Teletrim Participações,
a empresa já admitiu mais de cinco mil pessoas. Em um ano
de atuação, a CBCC passou a ocupar o terceiro lugar
no ranking de mais de 100 organizações. A expectativa
de seus executivos para este ano é de faturamento superior
a R$ 105 milhões.
Segundo o consultor
especializado na área, Mário Márcio Roncada,
as aplicações mais comuns do telemarketing são
as de apoio aos vendedores externos, vendas diretas, cobrança,
fidelização de clientes, Serviço de Atendimento
ao Consumidor (SAC), atualização de cadastros e campanhas
promocionais.
"Para trabalhar
em telemarketing é preciso conhecer principalmente o foco
da empresa, sua área de atuação e o perfil
de seus clientes", observa Mário.
Ele acrescenta
que no relacionamento com o público deve-se considerar a
utilização positiva de voz em eficiente roteiro de
atendimento para impressionar e ser bem sucedido na operação.
"A voz do operador, quando está trabalhando, é
a voz da empresa. Decorre deste fato a importância do treinamento
para desenvolver técnicas eficientes de atendimento ao público",
ressalta Roncada.
Na CBCC, o que
define o perfil do funcionário é o tipo de atendimento
ao cliente e as habilidades necessárias para a operação.
Antonio Carlos Cruz, diretor superintendente da empresa, enfatiza
que, para trabalhar como atendente, o funcionário deve ter,
no mínimo, concluído o segundo grau e demonstrar conhecimentos
de computação. "Mas a principal qualidade que
deve ter um atendente é a habilidade no relacionamento",
observa o executivo.
Ele acrescenta
que a empresa tem em seu quadro de funcionários profissionais
bílingue, trilíngüe e com terceiro grau completo.
No quadro de funcionários, ressalta Cruz, 70% são
mulheres e não há limite de idade para trabalhar no
telemarketing, mas não se contrata menores de 18 anos.
Trabalhando
seis horas diárias, a profissional da CBCC recebe treinamento
necessário para desempenhar a função. Em agosto
foram quase 35 mil horas de treinamento desenvolvendo diversos temas,
deste o comportamento à abordagem ao cliente e ao perfil
do público atendido pela empresa.
O salário
varia de R$ 400 a R$ 1.700, sem computar os prêmios pelas
metas atingidas. "Temos funcionários que conseguem dobrar
o salário com os prêmios" , afirma Cruz. Este
mês a empresa deverá contratar cerca de 100 pessoas.
Há poucos
anos a maioria das pessoas que procurava emprego como atendente
de telemarketing e via o trabalho apenas como um "bico".
Hoje quem está na área já enxerga possibilidade
de crescimento no segmento e, logicamente, aumento salarial. Eduardo
Rocha, 34 anos, cursou até o segundo ano da faculdade de
Economia e trabalhou durante 15 anos numa empresa estatal como assistente
na área administrativa.
Quando saiu
da estatal se empregou rapidamente como operador de telemarketing
na USS Soluções Gerenciadas. "Foi muito fácil
conseguir a vaga: vi anúncio em jornal, mandei meu currículo
e fui chamado. O salário na época, há cinco
anos, era um quinto do que recebia na estatal. Mas topei e encarei
o trabalho", relembra Eduardo.
Atualmente,
depois de passar por várias áreas da empresa, Eduardo
chegou ao cargo de coordenador de operações com salário
por volta de R$ 3 mil.
Além
de ter conseguido recuperar o seu padrão de vida, Eduardo
conquistou posição de destaque na empresa depois de
treinamento e muito empenho. "Confesso que fui para a área
de atendimento porque precisava trabalhar, mas hoje vejo o setor
com grande potencial. O profissional até conquistou um certo
status", afirma Eduardo.
(Diário
de S. Paulo - 18/11/02)
No segmento jovem estão os mais interessados
Utilizando
os seus oito anos de experiência na área, Mayton Moreira,
consultor e professor, abriu uma escola e passou a ministrar cursos
de técnicas de atendimento e vendas pelo sistema de telemarketing.
Segundo o professor,
o curso com carga horária de 15 horas, é dividido
em quatro módulos que enfocam desafios no atendimento, marketing
de relacionamento,vendas, fidelização de clientes,
excelência no atendimento, entre outros temas.
"A classe,
em sua maioria, é formada por jovens que estão se
preparando para entrar no mercado de trabalho. Mas tenho alunos
que já trabalham e querem fazer uma reciclagem", ressalta
Mayton.
Com 34 anos,
o consultor já foi operador de telemarketing e chegou a gerência
de Call Center, além de ter sido professor no Senac. Uma
das novidades da escola são as parcerias feitas com empresas
para o encaminhamento dos seus alunos. O curso custa R$ 40 e dá
direito a material didático e certificado de conclusão.
As turmas iniciam sempre às terças-feiras.
(Diário de S. Paulo - 18/11/02)
Setor é um dos que mais emprega
A Associação
Brasileira de Telemarketing (ABT) foi fundada em 1987 por profissionais
pioneiros da área no Brasil. Tem entre seus prjuncipais objetivos
promover o desenvolvimento e aprimoramento das atividades de telemarketing
no País. A associação atua por meio de cursos,
palestras e seminários sobre temas de interesses da área.
No Brasil, o
telemarketing ganhou impulso nos anos 80, principalmente com a oferta,
via telefone, de produtos variados. Os bancos foram os primeiros
a detectarem a necessidade de estabelecer um canal de comunicação
mais ágil com os seus clientes.No final dos anos 90, mediante
as privatizações e abertura de novas empresas de telefonia,
iniciou-se um novo processo em busca de melhor preço, serviço
e atendimento.
Surgiram as
primeiras empresas de Call Center, terceirizando este serviço,
porém mantendo-se o foco na qualidade de atendimento ao cliente.
Segundo dados divulgados pela ABT, o telemarketing vem crescendo
a cada ano. Até 2000,o crescimento era de cerca de 30% anuais.
Serviço
ABT: (0xx11) 3107-1955
CBCC: www.cbcc-contactcenter.com
USS Soluções
Gerenciadas: (0xx11) 3155-1500
M&B Consultoria
Cursos: (0xx11) 3104-8555
(Diário de S. Paulo - 18/11/02)
|