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Companhias vão investir mais em TI neste ano
Em meio aos
primeiros sinais de recuperação global da indústria
de tecnologia da informação, as empresas do setor
podem começar a prever dias melhores também no Brasil.
Segundo estudo inédito feito pelo Yankee Group, com 200 entre
as mil maiores companhias que atuam no país, mostra que 83%
delas está disposta a ampliar ou no mínimo manter
seus investimentos na área durante este ano.
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mais:
Companhias vão investir mais em TI neste ano
Em meio aos
primeiros sinais de recuperação global da indústria
de tecnologia da informação, as empresas do setor
podem começar a prever dias melhores também no Brasil.
Um estudo inédito do Yankee Group - feito com 200 entre as
mil maiores companhias que atuam no país - mostra que 83%
delas está disposta a ampliar ou no mínimo manter
seus investimentos na área durante este ano.
Um grupo significativo,
de 40% da amostra, pretende gastar mais em TI em 2004 do que no
ano passado, enquanto outra parcela de 43% pretende manter o orçamento
em níveis semelhantes aos de 2003. Só 17% das empresas
vão reduzir os gastos.
Como se baseia
em faixas de investimento, e não em valores específicos,
é impossível determinar o volume total de recursos
dedicados à área. O levantamento, no entanto, dá
uma idéia do quadro: 57% das companhias pesquisadas reservaram
um orçamento de R$ 1 milhão a R$ 15 milhões
para área e 18% planejam gastar mais de R$ 15 milhões.
Uma das surpresas
do levantamento é que 70% das empresas pretendem pagar pelas
compras à vista. A opção do leasing para financiamento
só foi escolhida por 17%. Outros 13% pretendem combinar os
dois modelos. "A decisão de pagar à vista pode
ser um sinal de receio em relação às taxas
de juro ou a vontade das empresas de não contrair dívidas",
avalia Luis Minoru, novo diretor-geral do Yankee Group no Brasil.
A precaução
em relação ao juro fica mais clara à luz de
outro resultado da pesquisa. Segundo o levantamento, a maior parte
dos recursos (28%) será empregada na aquisição
de equipamentos e infra-estrutura, principalmente computadores,
servidores, aparelhos de comunicação e itens voltados
para redes tradicionais de telefonia. A questão é
que grande parte dos equipamentos tem componentes importados sujeitos
à variação do dólar, um fator que pode
deixar as empresas apreensivas em relação às
compras financiadas.
A segurança
é um dos pontos que mais vão atrair os investimentos
das empresas. Metade das companhias consideraram muito importante
incluir funções de segurança em suas redes
e 47% classificaram a medida de indispensável. Apenas 3%
disseram que o assunto não é importante. "Esta
é uma boa notícia", comenta Minoru. "Até
pouco tempo, a maioria das empresas brasileiras não se importava
com isso."
Tendências
recentes apoiadas na internet também parecem ganhar força.
É o caso da telefonia IP, que prevê o tráfego
de voz pela rede mundial. Mais de 28% das companhias disseram que
vão considerar sua adoção, em até dois
anos, principalmente por causa da redução no custo
das telecomunicações.
A adoção
do sistema Linux, um dos focos do governo Lula, deve aumentar, mas
por enquanto é limitada. Segundo a pesquisa, 47% das empresas
já usam o software de código aberto, mas neste grupo
quase metade das companhias (46%) ainda o emprega em um número
reduzido de servidores ou computadores de mesa - entre 1 e 10 máquinas.
Há, no entanto, uma parcela de 43% que usa o sistema em mais
de 30 equipamentos. "A adoção é limitada,
mas a quantidade de empresas já é significativa",
observa Minoru. Entre quem não usa, 22% disseram não
ter interesse no sistema, 17% ainda não decidiram e 14% vão
implantá-lo em até 24 meses.
(Valor Econômico – 18/03/04)
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