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Site
de relacionamento amplia rede de contatos profissionais
Na esteira
dos sites de relacionamento -- entre os quais o Orkut é o
exemplo mais famoso --, começam a surgir páginas eletrônicas
que podem ser úteis para quem está à procura
de um emprego. O mais ativo atualmente é a comunidade virtual
LinkedIn, que traz oportunidades principalmente para quem tem nível
superior.
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Site
de relacionamento amplia rede de contatos profissionais
Na esteira
dos sites de relacionamento --entre os quais o Orkut é o
exemplo mais famoso--, começam a surgir páginas eletrônicas
que podem ser úteis para quem está à procura
de um emprego.
O mais ativo
atualmente é a comunidade virtual LinkedIn, que traz oportunidades
principalmente para quem tem nível superior.
O Brasil já
ocupa a segunda posição entre os países participantes,
com mais de 78 mil profissionais. Atrás apenas dos Estados
Unidos e na frente de Reino Unido, França e Países
Baixos.
Para o professor
da FGV Management (da Fundação Getulio Vargas do Rio
de Janeiro) Luiz Sakuda, a comunidade é útil por permitir
a construção de uma cadeia de recomendações.
"Bons contatos podem acontecer, afinal, já existe um
vínculo de confiança", explica. Assim como no
Orkut, novos usuários do LinkedIn precisam ser convidados
por membros da comunidade.
O gerente de
logística da Hewlett Packard, Rafael Vieira, 36, conta que
conseguiu sua atual colocação por meio do site. "Candidatei-me
e em duas semanas recebi um contato." Pouco depois de um mês
de avaliações e entrevistas, Vieira foi contratado.
Já Alexandre
Ferro, 32, gerente de projetos de um banco, utilizou a comunidade
para ajudar um amigo a obter um novo emprego. "Em dois meses,
ele estava em uma multinacional", diz Ferro.
Os convites
vêm, inclusive, de outros países. "Recebi propostas
da Colômbia e da Inglaterra", exemplifica Fábio
Schmidt, 36, diretor da UTStarcom do Brasil.
Do outro lado do balcão, o perfil dos participantes também
tem atraído os consultores responsáveis pela busca
de candidatos. "Acesso um banco de dados com profissionais
de alto nível", afirma Roberta Giuliano, 30, da Passarelli
Consultores.
A diretora da
Ideea Executive Search, Haidée Jacob, 36, concorda: "É
possível fazer uma busca específica usando vários
filtros até chegar ao perfil desejado".
De acordo com
Bruno Guiçardi Neto, 33, sócio da Ci&T Software,
a vantagem é poder selecionar candidatos ao receber indicações
e referências de confiança. "Evitamos os "pára-quedistas'",
destaca Guiçardi, que diz ter contratado mais de dez pessoas
pela página eletrônica nos últimos meses.
Apesar do otimismo,
não terão chances os profissionais que não
tomarem precauções na hora de preencher seu cadastro,
avisam os consultores. Devem estar evidentes dados como experiência,
área de atuação, cargos destacados em empresas
reconhecidas e, sobretudo, os resultados alcançados.
Tudo isso precisa
ser exposto de forma objetiva e concisa, usando palavras-chave para
facilitar a localização pelos mecanismos de busca
do site. Adicionalmente, escrever em inglês é essencial
para não perder oportunidades.
"O profissional
será avaliado tanto por sua capacidade de síntese
como por sua habilidade com línguas", explica Liliane
Veinert, superintendente-executiva de recursos humanos do BankBoston.
Apesar dos benefícios
apresentados por uma rede de confiança, alguns profissionais
apontam limitações nos sites de relacionamentos que
podem inviabilizar seus próprios objetivos iniciais.
Para alguns
consultores e diretores de recursos humanos, a política de
aprovação prévia impede contatos diretos entre
membros de redes distintas, o que compromete a eficácia do
processo.
"Isso pode
limitar a velocidade de novos e, às vezes, urgentes contatos",
afirma César Augusto Costa, 37, diretor-geral da ITXC, da
área de telecomunicações.
Outra crítica
é a impossibilidade de limitar o envio de respostas à
sessão de empregos. "Não há controle.
Há uma hora em que você não quer mais receber
nada", critica o superintendente do BankBoston Williams Silveira.
O executivo incluiu uma vaga no LinkedIn, a fim de testá-lo.
Para Rafael
Vieira, da Hewlett Packard, é importante selecionar bem as
pessoas, "pois se não forem realmente confiáveis,
uma recomendação desavisada pode colocar seu nome
em jogo".
Além
disso, os contatos da rede devem ser direcionados às áreas
de interesse, como tecnologia da informação e publicidade.
Juntamente com
outras ferramentas como os comunicadores instantâneos, o LinkedIn
amplia o alcance dos relacionamentos. Entretanto, para Luiz Sakuda,
da FGV-RJ, deve haver um balanceamento entre interações
virtuais e presenciais. "Encontros e almoços continuam
tão importantes quanto antes", ressalta.
Além
do LinkedIn, o Ecademy é outra comunidade profissional no
país, com mais de 1.200 membros, segundo Octavio Pitaluga,
representante do site no Brasil.
Segundo ele,
a página é definida como uma plataforma de compartilhamento
de conhecimento, possibilitando interações diretas
por meio de "clubes" ou de comunidades de interesses específicos.
(IDG Now-
21/03/05)
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