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Pesquisa
mostra quanto ganha o profissional de TI
Estudo mostra
que profissionais da área de TI estão atualmente mais
preocupados em manter uma carreira estável e ganhar um bom
salário.
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mais:
Pesquisa mostra quanto ganha o profissional de TI
Não faltam soluções e métodos
para medir o retorno sobre investimentos em tecnologias da informação.
Quantifica-se tudo, dos gastos com papel aos trinta segundos que
o sistema de relacionamento com clientes ficou fora do ar. Mas o
pragmatismo desta análise de resultados tende a ganhar outras
variáveis quando o que está em questão é
o ROI (do inglês return over investment) dos próprios
profissionais de TI.
As pesquisas
indicam que aquele fantasma que assombrava muitas empresas - que
hesitavam em investir num funcionário hoje, para depois perdê-lo
amanhã para o concorrente - já não incomoda
muita gente. Isso porque, na atualidade, o profissional de TI, seja
um coordenador de suporte técnico ou um diretor de tecnologia
da informação, já não está para
grandes aventuras profissionais.
Nada de pirotecnias
na carreira, o que importa é estabilidade no emprego e boa
remuneração. Essa é uma das conclusões
de uma pesquisa salarial realizada pela Lopes & Borghi Consultores
Associados, divulgada com exclusividade pelo jornal COMPUTERWORLD.
O estudo foi
produzido com base em entrevistas com 1.539 profissionais de TI,
do nível técnico ao executivo, atuando em empresas
fornecedoras tecnologia (90% da base) e usuárias de soluções
(10%). Entre as 56 companhias de médio e grande porte consultadas,
estão fabricantes de hardware e software, integradores de
sistemas, distribuidores e revendas.
Destas, 52%
tem mais de 500 funcionários e faturamento acima de 185 milhões
de reais. Outros 36% tem entre 100 e 499 funcionários e faturamento
entre 41 milhões e 185 milhões de reais. Os dados
salariais divulgados (veja quadro abaixo) contemplam apenas os cargos
técnicos abordados pela pesquisa, que também avaliou
salários das áreas comercial/marketing e administrativa.
Segundo Benedito
Borghi, diretor da Lopes & Borghi, a quinta edição
da pesquisa (foram realizados dois estudos em 2003 e dois em 2004)
traz algumas novidades. Uma delas é que houve uma valorização
de profissionais que atuam na área de segurança da
informação.
Embora a figura
do lendário CSO (chief security officer) ainda seja assunto
futurista dentro da maioria das empresas, o assunto ganhou força
dentro das organizações. "A área segurança
foi absorvida pelos gestores de TI. Nas grandes empresas, embora
não encontremos um diretor para essa área, há
gerentes e analistas, sempre se reportando ao CIO", comenta
Borghi.
Outro ponto
que merece destaque é a crescente procura por certificações
de mercado. Ainda na área de proteção de informações,
o analista destaca a procura por profissionais especializados em
novas áreas, como recuperação de desastres.
"Numa área como essa, são raros os profissionais
certificados. Não é por acaso que há muitas
empresas que estão buscando profissionais com essa certificação,
não apenas com conhecimento."
O menor salário
encontrado para um coordenador de suporte técnico foi de
2.700 reais, contra o mais bem pago para esse cargo, com 4.160 reais
por mês. Se por um lado há diretores de tecnologia
da informação ganhando 9.900 reais, por outro há
gerentes de segurança da informação embolsando
14.620 reais mensais.
Mesmo com tanta
variação salarial, o profissional de TI, em geral,
está satisfeito com a sua remuneração e profissão.
"O mercado está estável e o termômetro
mostra que as pessoas querem preservar seus empregos. A tônica
é boa remuneração e trabalho garantido",
comenta Borghi.
Prova de que
a dança de cadeiras anda meio fora de moda, a pesquisa apurou
que 63% dos entrevistados foram contratados por meio de empresas
de recrutamento e seleção de executivos e profissionais
especializados. Segundo o analista, há uma crescente preocupação
por parte do contratante em absorver mão-de-obra com o uso
de ferramentas que possibilitem total isenção na análise
de formação, qualificação e experiência
profissional.
Parte das razões
que têm motivado o envolvimento prolongado dos funcionários
com as empresas está relacionada a políticas de incentivo
e remunerações variáveis, embora estas ações
não estejam presentes em todos os cargos. Da amostra da pesquisa,
65% das companhias declararam que já possuem um plano formal
de participação nos lucros.
"Na maioria
dos casos, o profissional da área de tecnologia chega a ganhar
dois a cinco salários a mais por ano, diferente da bonificação
da área comercial, onde encontramos casos que atingiram até
oito salários de prêmio".
Outra tendência
apontada pelo estudo é de que muitas companhias estão
adotando o sistema de benefícios flexíveis. Nestas
situações, é oferecido um pacote de benefícios
ao profissional que, livremente, escolhe as opções
que mais lhe interessa. "Ele pode, por exemplo, decidir pela
troca de um seguro de vida por uma bolsa de estudo", diz o
analista.
Outra novidade
da pesquisa é a queda de interesse por ações
(stock options), assunto que durante muito tempo atraiu a atenção
de executivos em busca de posições mais estratégicas
nas empresas. "Hoje a percepção desse benefício
não muito atraente, não é algo que tem dominado
os interesses do profissional", indica o analista.
Na busca por
um salário mais gordo, muitos funcionários deixam
de ser simples contratados para se tornarem prestadores de serviços.
É uma opção, que também não deixa
de ter seus riscos.
- O mercado
de trabalho na área de TI se manteve estagnado durante 2004
e começou a dar sinais de melhora nos primeiros meses de
2005.
- Os reflexos
do crescimento econômico do País ainda não chegaram
totalmente ao setor de TI.
O rendimento médio real (salário fixo) ao longo dos
últimos dois anos teve ligeiro crescimento. No entanto, esse
crescimento decorre, na maioria dos casos, de correções
aplicadas por dissídios e não por aumento real espontâneo.
- Há
um crescimento de contratações em regime de pessoa
jurídica, o que acaba provocando um crescimento real da remuneração
líquida do profissional.
- A oferta de
bônus na maioria das empresas tem com base para concessão
o estabelecimento de metas de desempenho e resultados individuais
alcançados pelos seus executivos elegíveis. A forma
de pagamento é, predominantemente, anual.
- As "stock
options" deixaram de ser atraente no segmento de TI.
Dos entrevistados,
63% foram contratados por meio de empresas especializadas em recrutamento
de pessoal, o que indica uma preocupação por parte
das empresas em absorver mão-de-obra com total isenção
na análise de formação, qualificação
e experiência.
(Uol Tecnologia
– 18/07/05)
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