Empresas precisam ver a Internet como algo produtivo

Cássia Gisele Ribeiro

“As últimas grandes sacadas no mundo dos negócios foram criadas por jovens familiarizados com ambientes virtuais e não por profissionais fechados em seus escritórios”. A afirmação é do gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM do Brasil, César Taurion, que participou do segundo dia do ConaRH, que acontece em São Paulo.

Durante a palestra “Existe vida dentro dos chips? Negócios e trabalho no mundo virtual”, Taurion disse que o mundo está ficando cada vez mais digital e as empresas que querem continuar fortes no mercado precisam seguir essa tendência. “Apesar disso, as organizações insistem em não acompanhar a tecnologia, que vem se modificando diariamente. Elas continuam achando que a Internet é restrita à troca de e-mails e ao site da empresa”, explicou.

Nesse sentido, Taurion criticou a posição das empresas que insistem em restringir o uso da Internet no trabalho. “As companhias precisam deixar de ver o mundo virtual como algo que só distrai os profissionais. O colaborador antenado às novas tecnologias, aquele que participa do Second Life, do Orkut, que mantém blogs, está muito mais preparado para as tendências do mercado do que aqueles que não acompanham as novidades”, afirmou.

Segundo ele, os ambientes virtuais proporcionam uma atualização mais rápida de conhecimentos, faz com que o indivíduo aumente sua rede de relacionamentos, além de permitir que sua criatividade seja explorada com mais fidelidade. “Nos ambientes virtuais o indivíduo não tem ninguém para dizer que sua idéia não é boa, dizer o que ele não deve fazer. Ele simplesmente faz”, disse. Para Taurion, idéias ousadas, como por exemplo, a criação do Youtube, não dariam certo se houvesse um chefe para dizer o que o criador não deveria fazer.

O palestrante apontou o Second Life como um grande potencial para que as empresas possam ampliar sua atuação. “Aqueles que criticam o Second Life, que dizem que há poucas pessoas utilizando o programa, estão enxergando o programa como enxergam o mundo convencional. O importante não é ter muitas pessoas, mas explorarmos toda a capacidade desse público, que é específico”, disse.

Para ele, o Second Life pode ser explorado de diversas formas pelas empresas. No caso da IBM, o ambiente é usado com os seguintes focos: comércio, eventos, reuniões e educação e treinamento de profissionais. “Se uma loja quiser vender um produto, ela terá a oportunidade de demonstrar o quanto ele caberia na vida de seu cliente, o quanto seria útil, por meio de simulação”, exemplificou.

O palestrante ressaltou ainda as grandes mudanças que a interatividade tem provocado nos meios de comunicação. “Hoje, os meios de comunicação já tem estabelecido um acordo com o público, que enviam fotos e reportagens para os veículos”, contou. “Acreditamos que esse é o futuro da comunicação, onde cada vez mais produtor e leitor se fundem. Dessa forma, os veículos deixam de ser geradores de notícias e se tornam agregadores de conteúdo”.

'Maioria não está pronta para Linux'
Microsoft leva sangue novo brasileiro para trabalhar na matriz
Vacina entra na cartela de benefícios
Acesso à banda larga dobra até 2010
Eles querem ser o novo Bill Gates
Tecnologia revoluciona curso oferecido a distância
Euforia na internet não é bolha
Apatia e fuga de talentos desafiam Yahoo
Jogos em celulares representa via com alto potencial de crescimento
Windows a três dólares
Gravadora se rende à internet
Pequenas buscam seu mercado na internet
Comunidade virtual desbrava caminhos para novos negócios
Brasil cai no ranking da tecnologia
O difícil é separar fato de ficção
Brasil está em 11º entre países que mais acessam a internet
Usuários finais gastam US$ 1 trilhão com TI em 2006
Inglês deficiente breca carreira em TI
Google faz uma busca em si mesmo
Cinco mil empresas brasileiras investem em inovação tecnológica