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Pesquisa indica que TI ainda não é estratégica
Estudo realizado pelo IDC com 200 CIOs de grandes companhias do Brasil mostra que a governança de tecnologia da informação (TI) – isto é, melhores práticas e técnicas na gestão de TI – está entrando na pauta das empresas, mas ainda não é vista como algo estratégico.
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Pesquisa indica que TI ainda não é estratégica
Estudo realizado pelo IDC com 200 CIOs de grandes companhias do Brasil mostra que a governança de tecnologia da informação (TI) – isto é, melhores práticas e técnicas na gestão de TI – está entrando na pauta das empresas, mas ainda não é vista como algo estratégico. Menos da metade dos entrevistados (43%) dizem que as organizações para as quais trabalham utilizam o conceito de governança de TI, embora nem todas tenham políticas formais.
Para se ter uma idéia, os CIOs participam das estratégias de negócios em 75% dos casos e 72% deles enxergam a área de TI como um investimento. Mas só 49% deles são membros do corpo executivo principal e apenas 38% se reportam ao presidente. “Isso é reflexo da imagem que os demais departamentos e a própria presidência têm dos CIOs e da área de TI. Muitas vezes, eles são vistos como setor administrativo e não estratégico”, avalia Mauro Peres, diretor de pesquisa do IDC.
Complementando esta tese, o estudo mostra que os CIOs estão consumindo apenas 19% de seu tempo – menos de um dia por semana – com inovação e pesquisas de novas oportunidades. No restante do período em que passam trabalhando eles atendem funcionários, gerenciam contratos, entre outras tarefas que não agregam valor ao negócio.
Apesar da relativa falta de consciência que se tem em relação ao papel da área de TI, as prioridades têm evoluído. “Em primeiro lugar, tivemos segurança, seguido pelo alinhamento da tecnologia ao negócio, projetos relacionados a web”, comenta Peres. “A redução de custos, que estava em segundo lugar há dois anos, hoje não está entre as principais preocupações. Tivemos um período de cortes nos últimos dois anos. Agora que os ajustes foram feitos, as empresas estão se voltando para outras prioridades”, diz.
Os custos da área de tecnologia ainda não são flexíveis – 70% são valores fixos e 30%, variáveis. O gasto com a área passou de 2% para 5% do faturamento nos últimos dois anos. “Esta estrutura precisa ser repensada. Há uma necessidade de escalabilidade e de outsourcing”, afirma o diretor. “Os CIOs dizem que 28% das operações são terceirizadas e avaliam que o ideal seria algo em torno de 45%. Ou seja, apesar de não significar que todos eles vão chegar a este número, há um bom espaço para terceirização.”
(Itweb)
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