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Ari Marques dá recado aos aprendizes
Ao longo destes
anos em que venho colaborando com esta coluna, tenho me restringido
a focar meus comentários naquilo que dá título
ao link inicial desta página que são os executivos.
Neste texto
vou optar por dirigir-me ao público-alvo inicial deste site
e, que o intitula, que são os aprendizes. Quem sabe até
para aproveitar o período pré-vestibulares que começamos
a viver nesta época.
A base de dados
que usarei para este comentário é a recente divulgação
do resultado de pesquisa realizada pela Right Saad Fellipelli acerca
de currículos, sua forma de elaboração e aspectos
da seleção e desligamento de profissionais.
Há dados
que não mudaram nessa última pesquisa e que servem
como orientação a qualquer profissional. Duas páginas
como volume máximo de um CV (67%); texto itenizado (91%);
o item que mais pesa na qualificação de um profissional
é a busca de resultados (56%); descrever atividades exercidas
nos cargos (74%).
Mas como defini
acima tratarei de orientações ao jovem aprendiz.
Iniciemos por
dados que influenciam a contratação para depois passarmos
à relação diária no ambiente de trabalho.
O primeiro dado
importante é o conceito de networking que mais uma vez se
faz presente. O acesso a processos seletivos se dá fundamentalmente
por indicações e pelo banco de currículos das
consultorias. Essa forma responde por 50%, seguida de anúncios
23% e 16% consultorias de outplacement.
Um segundo ponto:
foi considerado importantíssimo identificar a instituição
em que se obteve a graduação superior (94%). Este
foi o item que atingiu o maior percentual, indicando haver consenso
entre headhunters. Que indicação podemos obter daqui?
“Label
is label” diriam os iniciados na língua de sua Majestade.
Houve uma proliferação de novas faculdades e até
mesmo algumas universidades ao longo dos últimos anos. Por
certo há uma facilidade maior de acesso ao curso superior.
Porém, a qualidade/tradição da instituição
ainda é fator fundamental na seleção de candidatos.
Assim há de se levar com seriedade os cursinhos preparatórios
para que consigam acesso às melhores instituições.
Aliás,
já que falamos do domínio de outro idioma, este é
um fator que pode influenciar a demissão em 56% dos casos.
Voltando à
formação acadêmica, pela exposição
acima, ficaríamos com a falsa impressão de que no
decorrer do vínculo de trabalho o aspecto técnico
é o fundamental.
Pois não
o é. Apesar de ser fator fundamental na seleção,
a base da formação em uma renomada instituição,
o fator técnico perde força na relação
do dia-a-dia.
Assim é
que aspectos comportamentais (40,5%) e gerenciais (33,5%) são
os que mais pesam no momento da tomada de decisão pelo desligamento
de um executivo. O gráfico abaixo reflete com fidelidade
o dia-a-dia de fatores que influenciam na avaliação
de executivos:

Portanto, caros
aprendizes, preocupem-se, e muito, com sua formação
porém, não só com a acadêmica.
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