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Onde estão os prometidos 10 milhões de empregos?
Entramos no
14.º mês do governo Lula e ainda ecoam em nossas mentes
a promessa feita em campanha de que seriam criados os tais 10 milhões
de postos de trabalho. Ecoa também em nossos ouvidos a informação,
que nos foi transmitida pelo próprio presidente, de que havíamos
tido um primeiro semestre de 2003 extremamente asfixiante, fruto
de necessários ajustes econômicos. Mas ressaltava que
o segundo semestre nos traria o “espetáculo do crescimento”.
Pouco tempo
se passou e o ministro José Dirceu – do alto de sua
importância no atual governo e tido por alguns como a versão
tupiniquim do cardeal Richelieu – nos informava que haveríamos
que esperar o ano de 2004 para que fosse percebida a melhora em
nossas vidas com a abertura de novas possibilidades de continuidade
de carreira profissionais.
Estamos em 2004
e o que vemos é a discussão de cortes em orçamentos
federais que resulta em ausência de recursos para programas
que resultem nos tais prometidos empregos. Mais que isso, leio afirmação
do presidente Lula: “Não temos um plano Lula, não
temos um plano Palocci”. E que planos temos?
Imagino que
bem poucos de nós – e nesse “nós”
podemos certamente incluir a própria imprensa especializada
– sabemos responder a essa questão. Parece haver um
conjunto de ações desordenadas em que cada ministério
tenta melhor aplicar o pouco de recursos que lhe sobrou.
Então
como esperar que possamos ter melhor perspectiva se além
do que já falamos acabamos de saber que um grande segmento
provedor de posições que é a indústria
cresceu pífios 0,3% ao longo de 2003?
E já
que falei da imprensa, leio nos jornais que as obras contratadas
pela prefeitura de S. Paulo estão à míngua
com faturas impagas há mais de quatro meses, o que resultou
certamente na redução de equipes nas empreiteiras.
Recordes após recordes são quebrados mensalmente ao
se mensurar a taxa de desemprego sem que novas perspectivas sejam
abertas.
A análise
mais provável é a que conduz à percepção
de que logo mais adiante haverá novo comunicado a nossa população,
informando que o segundo semestre de 2004 é que trará
o tal espetáculo do crescimento. Já no segundo semestre
será comunicado......
Como brasileiros fomos acostumados à máxima de que
devemos “gerir nossas empresas e carreiras apesar do governo”.
Mais do que
nunca essa percepção volta a ser verdadeira e nos
indica que devemos buscar soluções de continuidade
de carreira independentemente dos programas governamentais.
Claro, provavelmente
não poderemos todos adotar essa solução ao
longo de muito tempo. Rezemos então para que São Longuinho,
em voga na publicidade atual, auxilie nossos governantes na busca
pelo caminho, ainda não encontrado, que resulte em crescimento
econômico.
Só para
que não passe em branco uma colaboração/alerta:
SENHORES, restam agora 34 meses para criar os tais empregos alardeados
em campanha, o que significa cerca de novos 300 mil empregos mensais.
Ou assumir que devemos orar para que o próximo mandato ou
governo possa trazer o tal “espetáculo do crescimento”.
Afinal, o único espetacular crescimento visto até
agora foi o do desemprego.
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