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Eternamente Jovem
A leitura do
título fatalmente fará lembrar de Mel Gibson e seu
“Forever Young”, filme em que, por um processo de congelamento,
o astro se mantém jovem ao tempo em que vê a vida passou
para os demais.
Mas, o que
tem nossa coluna a ver com isto?
Claro, a humanidade
toda gasta uma imensidão de tempo e recursos na busca da
tal fonte da juventude. Até mesmo o Pica Pau, que divertia
a mente dos que têm mais de 35, dedicou um dos episódios
ao tema. Ele, já envelhecido, tinha pouca força para
voar e a fragilidade de seu bico não mais picotava os troncos
das árvores até que encontra a fonte, bebe da água,
rejuvenesce e segue atarantando a vida de muitos. Há então
a transformação do tema em “business”
para muitas empresas e executivos. É pois um assunto corporativo
por excelência.
No entanto
o foco que adotaremos é o que fez nascer o tema. Leitores
solicitaram a abordagem com a seguinte indagação:
O que é
preciso para manter-se profissionalmente "jovem"?
A questão
já parte de uma base sobre a qual não se permite discussão.
Assume ser um dogma a necessidade de “ser jovem” para
a obtenção de resultados que redundem na manutenção
do interesse corporativo em nossa capacidade de trabalho. Assim,
não a discutiremos aqui.
Antes de entrar
na análise vale uma ressalva. Claro, a mesma proposição
pode ser vista com idêntica intensidade tanto por aqueles
que optem pela “venda de seu conhecimento” por meio
dos trabalhos de consultoria, quanto por aqueles que mantêm
vínculo de emprego.
Na busca da
resposta proponho a discussão mais aprofundada do que está
por trás do conceito “ser jovem”.
Se entendermos
as características do jovem, o que o move, como raciocina
e como administra e canaliza sua energia, imagino, poderemos encontrar
o caminho.
Entendo, então,
que não erro se listar, como principais, as seguintes características:
interesse real pelo novo; uso de energia pessoal na busca de resultados;
foco na busca incessante de conhecimentos e na evolução
de sua carreira; adaptabilidade.
Assunto encerrado
então. É só mantermos acesas estas características
e teremos a chave do sucesso. Mas, como não sou jovem na
idade, julgo melhor ir em frente na abordagem. Será que realmente
nossas empresas prescindem das demais características humanas?
Seria possível a gestão sem a experiência advinda
de erros e acertos vividos?
Dia a dia vemos
que não. Há um processo racional de obtenção
de um mix que faça com que a resultante sejam as características
acima associadas à maturidade e serenidade advindas da experiência.
Mais ainda, há a que eu considero a mais importante que é
a capacidade de confederar. O profissional tem que manter em mente
o que Patrick Lencioni destaca em “Os cinco desafios das equipes”
– e que já relatei em artigos anteriores – que
são erros crassos a ausência de confiança nos
colegas associado ao medo do conflito.
Assim, recomendo
aos mais jovens que estejam abertos a acumular de forma pro-ativa
a experiência que a vida lhes dará. Aos demais o conselho
é o de jamais perderem as características de interesse
pela atualização, abertura a entender e analisar o
que é novo e acima de tudo buscar a constante atualização
cientifica que se obtém nos bancos escolares dos cursos de
complementação (lato ou stricto sensu).
E, por ser
o derradeiro de 2003, renovo os desejos de que os que me lêem
tenham um Santo Natal e que em 2004 possamos ter a realização
de sonhos e necessidades.
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