A "ponte" e a emenda dos feriados

Nosso calendário é cheio de feriados, que às vezes caem nas terças ou nas quintas-feiras, criando uma desculpa para a emenda do dia útil intermediário. É o caso dos famosos feriados prolongados. No ano 2000 tivemos, sem contar Carnaval, 21 de abril (Tiradentes, que caiu numa sexta-feira) e 15 de novembro (República, que caiu numa quarta-feira), tivemos cinco feriados prolongados:

25 de janeiro - aniversário de São Paulo, terça-feira
22 de junho - Corpus Christi, quinta-feira
07 de setembro - Independência, quinta-feira
12 de outubro - Nossa Senhora Aparecida, quinta-feira
02 de novembro - Finados, quinta-feira

Identificamos que 44,5% das empresas não resistem às pressões dos funcionários e executivos e "decretam" a emenda na segunda ou sexta-feira que precede ou se segue a um feriado. Nestes casos óbvios não se espera que o profissional vá trabalhar, porque o feriado prolongado passa a ser "oficial".

A questão mais delicada está nos 55,5% dos casos em que a empresa trabalha no dia útil da "ponte", e o executivo simplesmente não vai trabalhar. Um comportamento que ocorre com freqüência nas empresas. Nossa enquete indica que 14% dos executivos faltam ao trabalho no dia útil da emenda, quando a empresa trabalha.

A falta ao trabalho, nessas situações, cria uma imagem negativa do executivo/profissional perante o superior. No caso de o executivo ter subordinados que não faltam nesses dias úteis, a situação fica ainda mais complicada. Superiores e subordinados acabam ficando irritados pela ausência do executivo.

O bom senso recomenda que o executivo não deve faltar. Simplesmente porque não é profissional criar feriado prolongado ilegítimo em causa própria.

(Joaquim Maria Botelho e Thomas A. Case)

 
   
BIOGRAFIA
Joaquim Maria Botelho é jornalista, especializado em Jornalismo Internacional e Fotojornalismo pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Atualmente é Gerente de Comunicação do Grupo Catho.

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