|
A influência de hábitos e atitudes no processo de tomada
de decisões
É triste,
mas temos tendência mais acentuada para nos mostrarmos como
vítima do que como guerreiros. E a questão diz respeito
muito mais à forma como percebemos o mundo do que à
forma como o mundo efetivamente é. Lembre-se: suas atitudes
não nasceram com você, mas foram aprendidas, foram
desenvolvidas ao longo dos anos de acordo com um certo estilo de
aprendizado e de acordo com preconceitos que, ainda hoje, influenciam
o seu pensamento e o seu comportamento. Só que, da mesma
forma como foram aprendidas, suas atitudes podem também ser
alteradas por meio do aprendizado.
Chega de
bancar a vítima
O que você
leva em conta na hora de fazer as suas escolhas relacionadas com
a carreira? Quais são suas atitudes e suas crenças
em relação à carreira? Você quer ser
promovido e vai trabalhar para que isto aconteça ou acha
que as panelinhas existentes no seu ambiente nunca vão deixar
você sair da situação funcional em que está?
Você vai fazer uma pós-graduação ou acredita
que não adianta o esforço, porque não será
reconhecido na empresa apesar do título?
Vamos lá, não deixe que as suas atitudes negativistas
controlem o seu comportamento.
Observe seus
próprios preconceitos.
Tome decisões.
E execute os seus planos a despeito dos seus próprios medos.
No começo pode ser difícil, mas persista (a persistência
é a qualidade mais admirada pelos presidentes de empresa
nos seus executivos, sabia?).
Estabeleça
objetivos factíveis
Se você
não tem vocação para Medicina, não adianta
colocar como objetivo se doutorar em cirurgia. Planeje fazer aquilo
para o que você foi talhado pelas suas características.
Pode ser que sejam pequenos objetivos, mas se você se acostumar
a conseguir realizar o que planeja, o sucesso vai se tornar um hábito
na sua vida. É a maneira mais eficaz de eliminar da sua vida
o comportamento de vítima. Troque de lugar: vire um vencedor!
Prêmios
em vez de punições
Duas situações
entre as quais escolher:
1. Você não conseguiu convencer a diretoria a implantar
o seu novo projeto. Foi para casa angustiado, perdeu o sono, remoeu-se
por não ter se esforçado o suficiente, sentiu-se mal,
acha que todos na empresa sabem do seu fracasso e que a sua imagem
profissional está comprometida. Passou a noite se punindo.
2. Você
não conseguiu convencer a diretoria a implantar o seu novo
projeto. Foi para casa contente, no entanto, porque foi uma apresentação
bem feita, fundamentada, você deu o máximo que podia
dar, ficou um projeto muito bom. E que poderá ser implantado
no futuro, quando a diretoria enxergar novas oportunidades para
a sua aplicação. Ou, ainda, é um projeto que
poderá ser implantado em outro lugar. Você se sentiu
bem. E se permitiu relaxar, com um copo de um bom vinho.
Duas situações
que só dependem de ponto de vista e de atitudes. Qual atitude
é mais saudável? Qual atitude você escolheria?
Diga sim
Passe a encarar
a vida mais assertivamente. Diga sim, pense que pode, a vida é
bela, as perspectivas são positivas. Enquanto você
disser não para a vida, a vida vai continuar dizendo não
para você.
Passos para
a tomada de decisões
Os autores norte-americanos
David Borchard, John J. Kely e Nancy-Pat Weaver recomendam cinco
competências básicas para a adequada tomada de decisões,
tanto em relação à carreira profissional quanto
em relação à vida. (Para eles, competência
é uma habilidade, um talento, uma facilidade que foi desenvolvida
por meio da prática durante um certo período de tempo.)
Auto-avaliação:
capacidade de analisar seus atributos relacionados com a carreira,
como estilo da personalidade, padrões de interesse, potenciais,
necessidades e valores. Também envolve identificar pontos
fortes e pontos fracos e ser capaz de enxergar como cada um pode
influenciar na carreira. Conhecer a si mesmo é um processo
contínuo, e quanto mais você conhecer a você
mesmo, mais probalidade terá de fazer escolhas satisfatórias
e realistas.
Identificação
de opções: capacidade de identificar opções
disponíveis de carreira (são mais de 20.000 ocupações
existentes hoje). Primeiro, é preciso aprender a buscar informações
sobre essas ocupações e depois trabalhar com as exigências
que combinam com o seu perfil.
Seleção
de objetivos: capacidade de selecionar objetivos que produzam sentimento
de realização e satisfação. São
os objetivos que vão dar significado e direção
à carreira profissional.
Planejamento:
capacidade de traduzir objetivos em planos de ação.
Nenhum objetivo tem valor se não for acompanhado de planejamento.
Idéia que não sai do papel não vale um tostão
furado. Determine os passos a serem tomados e mãos à
obra.
Resolução
de problemas: ocasionalmente obstáculos se erguerão,
nas etapas da sua carreira. Desenvolva a capacidade de lidar com
eles, porque o profissional incompetente para lidar com problemas
em geral desiste, não evolui. Ao contrário, os que
desenvolveram essa habilidade têm capacidade de enxergar problemas
como desafios e como oportunidades para aprender e para crescer.
|