|
Conheça as tendências para as diferentes áreas
do marketing
Foi publicada
no caderno de empregos da Folha de S. Paulo, no dia 11 de novembro,
uma série de reportagens que oferece uma boa visão
de como está o mercado de trabalho para profissionais das
áreas de marketing e publicidade, consultoria e gerenciamento
no setor público.
Leia
mais:
- Empresas buscam profissionais multiespecialistas
e que saibam lidar com crises
- Área esportiva não quer amador
- Marketing requer novas armas
- Publicitários precisam ir além da criação
- Investimento "verde" cria vaga
- Atitudes "nobres" rendem carreira
- Gerenciamento do setor público cativa talentos
- Ser trainee exige passar por um outro "vestibular"
- Modelo de gestão por competência visa
reter talentos
- Consultor tem experiência variada
Empresas
buscam profissionais multiespecialistas e que saibam lidar com crises
Já não
basta falar inglês fluentemente ou ser formado em uma faculdade
de ponta. Com mudanças rápidas e crises frequentes,
empregadores aumentam as exigências para quem ocupa posição
estratégica no setor de negócios.
"Procuramos
pessoas que saibam "caminhar sobre a água'", define
Jair Pianucci, 49, diretor de RH da Hewlett & Packard, empresa
de produtos eletrônicos. "Profissionais com conhecimento
profundo em mais de uma área e que aprendam rápido",
completa.
"O executivo
tem de compreender o funcionamento de todas as áreas da empresa,
entender de vários assuntos", afirma Hamilton Luiz Corrêa,
47, coordenador de administração geral da FEA-USP
(Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
da Universidade de São Paulo).
A diretora administrativo-financeira
e de RH da RM Sistemas, Júnia Galvão, 31, incorpora
esse perfil. Ela já cursou três pós-graduações
(em RH, administração financeira e gestão de
negócios) e também atuou na área comercial.
Iniciou na companhia há 12 anos, como auxiliar de contabilidade.
"A empresa
precisa de pessoas generalistas e versáteis, que possam atuar
em diversas posições."
Os supergestores
têm de se qualificar mesmo durante o lazer. "O que distingue
um profissional de outro são experiências pessoais",
diz Christina de Paula Leite, 56, coordenadora de estágios
e de colocação profissional da Eaesp-FGV (Escola de
Administração de Empresas de São Paulo, ligada
à Fundação Getúlio Vargas).
Aspectos comportamentais também contam muitos pontos na seleção.
"Contratações
e demissões são definidas por questões de atitude",
destaca José Augusto Minarelli, 56, presidente da consultoria
Lens & Minarelli.
Além
de todas essas características, os gestores têm de
saber trabalhar num cenário de crise quase permanente. "É
preciso identificar oportunidades nesse contexto e agir rapidamente",
diz Joni Raugust, 39, diretor de "consumer marketing"
do BankBoston.
(Folha de S.
Paulo)
Área
esportiva não quer amador
Após
um "boom" em 1999, quando foram investidos cerca de US$
237 milhões no setor, o marketing esportivo no Brasil enfrentou
uma certa retração. Mas, segundo especialistas, ainda
é um mercado promissor, que carece de profissionais capacitados.
"Trata-se
de uma prática que envolve paixão", diz Alcides
Procopio Junior, 53, diretor de consultoria de marketing da Octagon
Koch Tavares. "Não é uma ferramenta que dá
resultado a curto prazo, para venda imediata. Deve ser usada para
fidelização do cliente com a marca."
Assim, essas
ações ligadas ao esporte devem fazer parte do plano
estratégico de comunicação da companhia. "Não
podem ser usadas isoladamente, restringindo-se a um só evento",
explica Alcides.
Sucesso, saúde
e união são alguns dos valores associados ao esporte
e geralmente "transferidos" ao produto que o patrocina.
Pensando nisso e aproveitando a popularidade de Gustavo Kuerten,
a Sanford resolveu investir no tênis. O objetivo consiste
em "rejuvenescer" uma de suas marcas, a das canetas Parker.
A empresa levou alguns de seus clientes (no caso, lojistas) para
assistir a um torneio na Costa do Sauípe (BA).
"Estreitamos
o relacionamento com eles", afirma Abel Brasil Pedro, 50, gerente-geral
de negócios da Sanford. "Nossa companhia é muito
ativa na área esportiva nos Estados Unidos, e queremos trazer
essa mentalidade para cá."
Ser um bom entendedor
de esportes faz parte do perfil do profissional que pretende seguir
carreira na área, de acordo com Procopio Junior. Certamente
é o caso de Renato Chvindelman, 26, diretor de novos negócios
da Galeria de Esportes (empresa especializada em agenciamento de
carreira de atletas, como Ricardinho, meia do Corinthians).
Apaixonado por
futebol, Chvindelman chegou a ser convidado, na adolescência,
para jogar nos juniores do Palmeiras. Recusou porque a família
foi contra a idéia.
"Substituí
aquela oportunidade por uma atividade "próxima",
o marketing esportivo", diz. "O esporte no Brasil é
tratado de forma muito amadora, quero ajudar a profissionalizar
esse mercado."
Ainda há
muito a ser feito, na opinião de Luiz Fernando Ferreira,
26, diretor da ESM (empresa especializada). "Muitos empresários
ainda não vêem o esporte como ferramenta de marketing."
"Além
disso, precisamos de mais ídolos nacionais, já que,
hoje, praticamente só temos o Guga", aponta.
(Folha de S.
Paulo)
Marketing
requer novas armas
As táticas
utilizadas na chamada relação "one-to-one"
(um a um) são diferentes das de conquista de um novo cliente,
explica Gilmar Caldeira, 48, diretor-geral da Incentive House (especializada
em marketing de relacionamento).
"Tradicionalmente,
mídias como a de massa usam um tiro de canhão para
acertar um passarinho", compara Sueli Brusco, 37, diretora-executiva
da SIM Incentive Marketing, especializada no chamado marketing de
fidelização ou de relacionamento. "Hoje a empresa
pode identificar preferências e direcionar as ações
de acordo com elas."
Algumas ferramentas
viabilizam o conhecimento do público-alvo, como o CRM (Customer
Relationship Management), espécie de banco de dados alimentado
por pesquisas regulares, que armazena informações
sobre hábitos e gostos dos consumidores.
A utilização
de tais recursos se tornou mais comum com o desenvolvimento da Internet.
"Algumas empresas já possuem equipes especiais de marketing
que cuidam de e-business", informa Leandro Cruz de Paula, 33,
sócio da Digital Strategy (consultoria especializada em planejamento
e marketing digital).
A Credicard,
por exemplo, estruturou uma área para adaptar campanhas tradicionais
para a rede. Entre os novos projetos, há um cartão
de crédito para jovens que será gerenciado pela web.
A campanha de
promoção do produto vai ser baseada em um novo conceito
denominado "marketing viral", de acordo com Amauri Zerillo,
29, gerente de marketing digital da empresa.
Essa estratégia
pressupõe que os usuários da rede divulguem naturalmente,
"de um mouse a outro", o que acham interessante, sem ganhar
nada por isso, como na propaganda boca-a-boca.
O marketing
de relacionamento não é utilizado somente com o consumidor
final, mas também com os intermediários. É
o que faz a Agfa (indústria gráfica).
Há um
ano e meio na empresa, Fernanda Pinheiro, 25, analista de marketing,
aponta requisitos para atuar nessa área: conhecer técnicas
de pesquisa e buscar um contato mais próximo com o cliente,
"quase como um vendedor".
(Folha de S.
Paulo)
Publicitários
precisam ir além da criação
Quem decide
seguir carreira de publicidade e propaganda pensando apenas em criar
peças publicitárias fantásticas para ganhar
prêmios em festivais precisa reconsiderar seus conceitos.
"Diminuiu
a alocação de recursos para propaganda", afirma
Carlos Monteiro, 48, diretor acadêmico de pós-graduação
da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). E as agências
de publicidade têm sido obrigadas a ampliar sua atuação.
"Esse profissional
tem de ser um homem de marketing. Precisa saber planejar, executar
e controlar ações de acordo com a visão do
negócio do cliente", define.
Uma das agências que já atuam sob essa nova perspectiva
é a QG, do grupo Talent.
"Vamos
um passo além de pegar um produto e apresentar uma bela campanha.
O compromisso é de gerar resultado efetivo para o cliente",
afirma Paulo Zoéga, 37, sócio e vice-presidente da
área de atendimento e planejamento da empresa.
Dalton Pastore,
50, sócio-gerente da agência Carillo Pastore, chama
a atenção para os altos valores de produção
e veiculação de uma campanha de propaganda.
"A mídia
custa cada vez mais, e sua importância também aumenta.
Se um comercial na TV dá certo, uma empresa pode aumentar
seu volume de vendas em até 80% num mês", exemplifica.
O profissional
de agência precisa focar seu trabalho em resultados e ter
perfil de multiespecialista. "Não basta ser só
criativo, tem de entender muito de planejamento estratégico",
afirma Jorge Ovando, 27, executivo de contas da QG.
(Folha de S.
Paulo)
Investimento
"verde" cria vaga
Uma das grandes
preocupações dos gestores envolvidos no processo de
modernização das empresas diz respeito ao ambiente.
O mercado globalizado
tem exigido práticas que preservem recursos naturais. Em
1997, 33 empresas brasileiras tinham o certificado ISO 14001, norma
que estabelece procedimentos de educação e preservação
ambiental. Em 1999, eram 150, e, em 2000, esse número saltou
para 300.
"Isso abre
muitas possibilidades de trabalho para gestores ambientais",
afirma Julio Tocalino Neto, 45, diretor-executivo da revista "Meio
Ambiente Industrial".
Especialistas
como Eduardo Ehlers, 36, diretor-adjunto da Faculdade Senac de Educação
Ambiental, acreditam que o movimento por "responsabilidade
ambiental" seja irreversível.
"A questão
da preservação do ambiente passou a fazer parte das
decisões econômicas das companhias", diz. Ehlers
aponta as vantagens dos investimentos em gestão ambiental:
ganhos em desempenho e imagem institucional a médio e longo
prazos.
O gerente de
saúde, segurança, ambiente e qualidade da Bayer, Enio
Viterbo, 45, diz que só o controle ambiental não é
suficiente. "A preocupação com o meio deve ser
vista como oportunidade de negócio, de redução
de custos."
Há cerca
de três anos a Bayer iniciou sua atuação responsável
por meio de projetos que visam, por exemplo, ao reaproveitamento
de resíduos industriais. "Desde então contabilizamos
ganhos de aproximadamente US$ 1,8 milhão, graças à
gestão ambiental", calcula Viterbo.
Também
começam a surgir cursos de especialização em
gestão ambiental. Muitos profissionais apostam na tendência,
até mesmo como uma possibilidade de mudança na carreira.
Foi o que aconteceu
com Marlene Dias, 40, que há sete meses assumiu a coordenadoria
do programa "Projeto Ecologia" da rede de hotéis
do grupo Accor.
"Percebi que toda organização deve ter um profissional
que se preocupe com um crescimento "ambientalmente sustentável",
baseado em processos que economizem recursos naturais", conta.
A empresa importou
da matriz francesa o programa de gestão ambiental que envolve
ajuste de equipamentos, uso de papel reciclado e coleta seletiva
de lixo.
(Folha de S.
Paulo)
Atitudes
"nobres" rendem carreira
Muitas empresas
procuram associar a sua marca a atividades que, por serem consideradas
"nobres", despertam a simpatia em clientes e fornecedores.
O marketing
cultural costuma ser utilizado com essa finalidade. Leide Moreira,
30, dona de uma empresa especializada em elaborar ações
de marketing que envolvem projetos culturais, define esse tipo de
estratégia como "comunicação por atitude".
"Ela agrega valores positivos, sobretudo porque a arte e a
cultura estão associadas a momentos de prazer."
De acordo com
Otávio Ribeiro, 30, sócio da 3D3 Comunicação
e Cultura (consultoria em marketing cultural), os esforços
tradicionais de marketing começam a se esgotar, o que conduz
à busca de meios alternativos de promoção e
divulgação, como a cultura.
"O marketing cultural, além de ser mais barato, traz
resultados bastante eficientes", diz Marcos Campomar, coordenador
de marketing da FEA-USP.
Em muitos casos,
investimentos relativamente baixos trazem resultados significativos.
A Dana (fabricante de componentes automotivos) gastou cerca de US$
1,5 milhão em 15 anos de práticas de marketing cultural,
segundo o diretor de comunicação corporativa e de
marketing, Luciano Pires, 45.
"É
uma ferramenta importante para estreitar o relacionamento com as
montadoras, que são nossos clientes", conta.
Outro dos segmentos de marketing em ascensão é o social,
que consiste em usar investimentos em projetos da comunidade para
promover uma companhia.
"As empresas
estão mais atentas ao seu papel na sociedade", diz Ricardo
Voltolini, 37, consultor de comunicação e de marketing
do Senac-SP. "A responsabilidade social surge como diferencial
entre as marcas, já que os produtos estão cada vez
mais parecidos."
A Nestlé
emprega de R$ 6 milhões a R$ 7 milhões por ano em
ações sociais, como o projeto "Nutrir".
"As práticas têm de atender a objetivos traçados
e a indicadores de resultados", destaca o gerente de assuntos
corporativos, Francisco Garcia, 43.
(Folha de S.
Paulo)
Gerenciamento
do setor público cativa talentos
Uma carreira
em gestão pública costuma atrair profissionais que
"podem ter outros objetivos além da competição
e da acumulação de dinheiro", de acordo com Clovis
Bueno de Azevedo, 43, chefe de gabinete da secretaria municipal
de gestão pública de São Paulo e professor
da Eaesp-FGV.
Existem pessoas
que se "apaixonam" pelo setor. Foi o que aconteceu com
Murilo Lemos, 23, assessor técnico departamental da Prefeitura
Municipal de Campinas (95 km a noroeste de São Paulo).
Ele estudou
administração pública na Eaesp-FGV por acaso.
"Não passei no vestibular para administração
de empresas."
Após
concluir o curso e realizar estágios em secretarias estaduais
e na empresa júnior pública da faculdade, afirma que
não pretende trabalhar na área privada.
"Já recusei ofertas. Esse trabalho me realiza e me motiva.
Aqui posso fazer um bem maior para um grande número de pessoas",
diz.
Mas Hamilton
Corrêa, coordenador da área de administração
geral da FEA-USP, alerta para um aspecto negativo da área:
a remuneração, que "não é compatível
com o que se pode receber no setor privado".
Outro problema,
segundo Clovis Azevedo, diz respeito ao crescimento na carreira.
"A ascensão muitas vezes acontece por meio de promoções
que obedecem ao tempo de casa do profissional".
Nem sempre é
assim. Na estatal Petrobras existe um plano de desenvolvimento profissional
definido que se baseia em análise de desempenho. A empresa
tem uma universidade corporativa, e os empregados são estimulados
a cursar mestrado e doutorado.
"Queremos
atrair novos talentos", afirma Regina Valle, gerente de gestão
de competências de RH.
(Folha de S.
Paulo)
Ser
trainee exige passar por um outro "vestibular"
Os programas
de trainee costumam ser o grande sonho de profissionais recém-formados.
Não é para menos: muitos gestores, sobretudo das grandes
organizações, começaram a carreira por esse
caminho.
Ingressar em
um desses programas traz muitas vantagens. "São muito
bem estruturados e a principal porta de entrada para companhias
de renome", destaca Christina de Paula Leite, 56, coordenadora
de colocação profissional da Eaesp-FGV.
"O trainee "queima" muitas etapas rumo ao nível
gerencial." Mas Leite adverte: "A quantidade de jovens
que chegam ao mercado tem aumentado, e as empresas estão
cada vez mais exigentes em seus processos seletivos".
A gerente de
recrutamento e seleção da Unilever, Mônica Pinto,
30, diz que os programas de trainee têm o objetivo de formar
líderes. "Por isso os investimentos nesses profissionais
são altos e frequentes."
Eles têm uma visão sistêmica da empresa, pois
passam por várias áreas no treinamento.
Mas essa não
é a única maneira de começar bem na carreira,
lembram especialistas. "Principalmente quem sai de boas escolas
tem preferência por grandes empresas, mas elas exigem muito
além do necessário", diz o consultor José
Augusto Minarelli, 56, presidente da Lens & Minarelli.
"Há
todo um mundo além das multinacionais. É preciso estar
atento às oportunidades em empresas pequenas, médias
e emergentes", completa.
(Folha de S.
Paulo)
Modelo
de gestão por competência visa reter talentos
Não são
apenas os benefícios financeiros que motivam as pessoas a
procurar uma vaga. Atentos a esse fato, gestores de RH estão
se preocupando mais com as estratégias que utilizam para
atrair e reter talentos.
O sistema de
gestão por competências propõe a análise
do nível de responsabilidade de um profissional com base
em conhecimentos, habilidades e atitudes.
"Ele se
pauta na transparência e na contínua negociação
de interesses entre a empresa e seus colaboradores", afirma
José Hipólito, 32, sócio da Fischer & Dutra
Gestão Organizacional.
"A OPP
Química melhorou a interação entre líderes
e equipes com o modelo", conta Humberto Garrido Filho, gerente
de desenvolvimento de RH da companhia.
(Folha de S.
Paulo)
Consultor
tem experiência variada
"O consultor
é um professor disfarçado." A frase, dita por
Marcos Cortez Campomar, 56, coordenador da área de marketing
da FEA-USP, sintetiza a responsabilidade de um campo muito procurado
por gestores.
Para quem está
no começo, atuar em uma consultoria costuma ser uma alternativa
para adquirir experiência no mercado.
"Permite
contato com empresas e conhecimento de vários modelos de
gestão", diz Hamilton Corrêa, coordenador de administração
geral da FEA-USP.
Atuar na área,
contudo, exige alguns sacrifícios, segundo Patricia Molino,
34, diretora de consultoria em RH da KPMG. "Trabalha-se demais
e não sobra espaço na agenda nem para cursos."
Uma forma de
tornar a rotina menos estafante pode ser trabalhar em uma consultoria
de menor porte. Foi o que fez Letícia Menegon, 25, formada
em administração pública, que deixou o antigo
emprego pela Fischer & Dutra em busca de flexibilidade.
Após 12 anos como consultora, Liliam Barbosa, 35, mudou de
idéia e migrou para o cargo de assessora de RH em um banco.
"Os projetos
pessoais ficavam comprometidos pelas viagens."
Conciliar consultoria e universidade virou uma frequente opção
de carreira. "Há escassez de profissionais titulados
para o meio acadêmico. O elevado número de cursos de
graduação em administração (515 só
no Estado de São Paulo)" também torna essa escolha
promissora", diz Roberto Carvalho Cardoso, 60, presidente do
CRA-SP (Conselho Regional de Administração, seção
São Paulo).
(Folha de S.
Paulo)
|