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Como vencer o terror da entrevista
Se encarada
como uma grande oportunidade de carreira e não como uma possível
sessão de tortura, a entrevista de trabalho pode deixar de
ser um obstáculo para aqueles que a temem tanto.
Estratégias
de comportamento podem funcionar, mas de nada valem se não
existe bom senso por parte do candidato. As situações
enfrentadas durante uma entrevista variam muito, e podem surpreender
até quem está preparado. Agir com naturalidade e sinceridade
podem garantir sua vaga diante do entrevistador. Mas, por outro
lado, é importante perceber também se a empresa sonhada
se enquadra no seu perfil e pretensão profissional.
Leia mais:
- O terror da entrevista... e como vencê-lo
- O que fazer antes
- O que fazer no dia
- Como agir durante
- Como lidar com imprevistos
- O que fazer depois
O terror da entrevista... e como vencê-lo
Os holofotes
estão sobre você. Seu coração dispara.
As mãos tremem. A garganta seca. A memória entra em
curto-circuito. Do outro lado da mesa, o todo-poderoso: o entrevistador,
que disseca você de cima a baixo, do sapato ao corte de cabelo.
E logo em seguida dispara as primeiras bombas:
- O que você pode fazer por esta empresa? Por que deveríamos
contratá-lo?
- Onde você se vê em cinco anos?
- Agora me diga: está faltando luz de manhã. Você
sabe que tem 12 meias pretas e 8 azuis. Quantas meias precisa tirar
da gaveta para ter um par perfeito?
Calma. A entrevista
de emprego não precisa ser um pesadelo, nem uma sessão
de tortura. A entrevista é, sim, o momento mais importante
e decisivo no processo de contratação. Para conseguir
uma posição em qualquer empresa deste planeta, você
terá de enfrentar pelo menos uma entrevista. Hoje em dia,
um candidato passa, em média, por três ao pleitear
um cargo. Essa é, portanto, a hora de convencer seu interlocutor
de que você é a pessoa certa para a vaga, de que é
perfeito para o papel.
É a grande
oportunidade de mostrar que seus valores e planos têm tudo
a ver com os valores e metas da empresa. E mais: é o momento
precioso e talvez único de você conhecer melhor a companhia
na qual pretende passar os próximos anos de sua vida. "O
choque entre a cultura da empresa e a do profissional é o
principal motivo de mais de 90% das contratações malsucedidas",
afirma Gladys Zrncevich, consultora da Korn/Ferry, uma das maiores
empresas de headhunting do mundo. Portanto, se você não
quer ser o personagem principal de uma contratação
fracassada, tem de entender que a entrevista é a hora de
vender seu peixe. É também a oportunidade de avaliar
a empresa e checar se realmente aquele é o lugar certo para
você crescer como profissional.
Por ser uma
via de mão dupla, uma boa entrevista não depende somente
de sua alta performance. Depende também da atuação
do entrevistador.
Eis o primeiro
problema: o mercado está repleto de entrevistadores despreparados
para avaliar candidatos. A maioria deles tira conclusões
precipitadas sobre seus entrevistados. "Conheci um executivo
que decidia se ia contratar o candidato pela intensidade e duração
do aperto de mão logo no início da entrevista",
afirma Neusa Lopes, que há 18 anos atua na área de
recursos humanos e hoje está no RH da Tecnol, fabricante
de armação para óculos, de Campinas, interior
de São Paulo.
Segundo o especialista
em recursos humanos Paul Taffinder, sócio da consultoria
Accenture (antiga Andersen Consulting), a maioria dos executivos
decide se aprova ou não o candidato nos primeiros 2 minutos
de conversa e depois passa o resto do tempo tentando se convencer
da decisão inicial. Sem falar no fato de que pouquíssimos
entrevistadores estão realmente preocupados em apresentar
a empresa ao candidato. "Não basta o profissional ser
brilhante e competente, é preciso haver afinidade de valores",
afirma o consultor e headhunter Luiz Carlos Cabrera.
De acordo com
dados da Society for Industrial and Organizational Psychologists,
entidade americana de psicólogos ligados ao trabalho, as
entrevistas têm apenas 65% de eficiência no julgamento
das competências e da capacidade de liderança dos candidatos.
É justamente por isso que quase todo mundo tem uma história
surreal para contar sobre o assunto. Paulo Pedroso da Silva (nome
fictício) é um deles. O jovem paulistano saiu de uma
entrevista de emprego sem a calça.
A razão
do disparate? Durante a conversa com o diretor de um grande banco
de investimento, o entrevistador quis comprar a calça de
Silva pelo preço do terno completo - 500 reais. Era um bom
negócio. Silva, sabendo que estava sendo avaliado, topou
o negócio. Recebeu o dinheiro e entregou a calça ao
diretor do banco. No fim da conversa, o diretor do banco disse que
venderia a calça de volta -- só que por 600 reais.
"Não aceitei." Resultado da história: João
pediu para usar o telefone. Ligou para um amigo e recebeu uma calça
no escritório. A outra peça ficou com o diretor. Silva
passou na seleção, mas teve de se desdobrar para administrar
a situação.
Sejamos realistas:
ninguém está livre desse tipo de situação.
Portanto, não resta outra possibilidade a não ser
se preparar para tudo, inclusive para enfrentar as surpresas. Será
que você está pronto? Infelizmente, as empresas também
acham que a maioria dos candidatos não está. O principal
problema: chegar para a entrevista com o script pronto, decoradinho.
As pessoas ensaiam horas e horas na frente do espelho.
Preparam um
discurso cheio de adjetivos e acreditam que vão arrasar.
"Parece que todo mundo segue a mesma receita. Há uma
preocupação excessiva com roupa, gestos e respostas.
No final, tudo é muito igual e artificial", afirma Alfredo
Ribeiro, gerente de recursos humanos da HP.
O fato é
que há também um forte descompasso entre o que as
empresas esperam dos candidatos e o que eles apresentam nas entrevistas.
Cláudio Neszlinger, diretor de RH da Microsoft, lembra de
uma história que mostra bem esse descompasso. Numa determinada
dinâmica de grupo que conduziu com candidatos a trainees,
o assunto era esportes. A maioria dos participantes dizia que praticava
esportes e se esforçava em lançar argumentos interessantes
sobre o assunto. De repente, um participante pediu a palavra. Disse
que estava perdido no meio do grupo porque tinha preguiça
de fazer exercício, mesmo sabendo da importância do
esporte para a saúde. Preferia sair do trabalho e ir tomar
um chope com os amigos. "Me impressionaram a atitude e honestidade
do candidato", afirma. O recém-formado foi aprovado.
Lição
fundamental: não queira ser na entrevista o que você
não é de fato. "No segundo, terceiro ou quarto
dia de trabalho, a máscara cai", afirma Ricardo Rocco,
da empresa de headhunting Russell Reynolds. E o pior: depois de
alguns meses você pode perceber que não tem nada a
ver com a empresa. E aí suas chances de crescimento profissional
são mínimas. Você simplesmente trava sua carreira.
E mais: não invente respostas quando você não
sabe o que dizer. Recentemente, uma candidata a uma vaga numa empresa
de Internet foi questionada durante o teste escrito de conhecimentos
gerais sobre quem era Harry Potter. A resposta? "Harry Potter
é um compositor inglês, que formou dupla com Colle,
da famosa dupla Colle e Potter", disse a profissional. Veja
o absurdo. Harry Potter é o personagem principal - um jovem
estudante de bruxaria - de uma série literária voltada
para o público infanto-juvenil. Nada a ver com o compositor
americano Cole Porter. Numa dessas escorregadas, o candidato perde
a vaga na hora. Era melhor ter assumido que não sabia a resposta.
Não há
segredo nem fórmula milagrosa para ser bem-sucedido numa
entrevista. As empresas esperam apenas que você revele o melhor
de si, de maneira transparente e honesta. E, é claro, sempre
usando o bom senso. Para conseguir essa combinação
de espontaneidade e argumentação bem fundamentada,
é preciso fazer a lição de casa, se preparar
muito. A seguir, apresentamos um roteiro que irá ajudá-lo
nessa empreitada.
(Você
S.A.)
O
que fazer antes da entrevista
Faça
uma pesquisa completa sobre a empresa. Há quanto tempo ela
está no mercado, quais os produtos, a reputação
entre os concorrentes. Ela é lucrativa? Levante todos os
números possíveis -- faturamento, lucro, previsão
de crescimento. Saiba quais são os valores e a missão
da organização. Para isso, não poupe tempo
ou recursos. Use todas as fontes de informação disponíveis.
Os melhores dados geralmente vêm de pessoas que conhecem os
detalhes da companhia: funcionários, ex-funcionários
e clientes.
Revise e estude
cuidadosamente seu currículo. Esteja pronto para explicar
cada movimento e conquista que realizou ao longo da carreira. Use
números e exemplos.
Há vários
tipos de entrevistas. A mais comum é aquela em que você
senta frente a frente com o entrevistador e discute suas competências.
Fala sobre os fatos ocorridos em sua carreira para justificar sua
capacidade de assumir a nova posição. Nesse caso,
há exigências típicas que variam de acordo com
o tipo de empresa. Se você estiver pleiteando uma vaga numa
empresa do setor financeiro, por exemplo, esteja preparado para
fazer cálculos e resolver problemas que envolvem raciocínio.
Se for para a área de consultoria, certamente o entrevistador
lhe apresentará casos de empresas. Ou seja, um dilema empresarial
ao qual você deve apresentar uma solução inteligente.
Para empresas de varejo, esteja preparado para falar sobre produtos,
estratégia de vendas e importância do consumidor.
Independentemente
do setor, há ainda as entrevistas que testam seu grau de
estresse. Nesse caso, mais do que ouvir, o recrutador vai testar
sua reação diante de situações-limite.
Normalmente, ele já começa disparando observações
sarcásticas e até agressivas. Uma consultora de RH
do interior de São Paulo, que preferiu não se identificar,
lembra que num determinado processo de recrutamento que conduziu
chegava para o candidato e dizia: "Como o senhor tem coragem
de vir a uma entrevista de emprego com uma roupa tão inadequada,
de mau gosto". Normalmente, os entrevistados faziam uma cara
de espanto, sem entender o que acontecia. "Fazia essa pergunta
para ver qual era a reação do candidato", afirma
ela. "Na verdade, como funcionária da empresa, sabia
que o futuro chefe do candidato tinha a mania de fazer esses comentários
com subordinados, e precisava de alguém que suportasse bem
esse tipo de situação." Se acontecer algo parecido
com você, não se desespere. Mantenha a calma.
Se sua entrevista
for durante o almoço, as orientações são
as mesmas. Só que há um item a mais em julgamento:
seus hábitos sociais. Para evitar escorregões, não
peça pratos difíceis de comer nem o mais caro do menu
e evite bebidas alcoólicas.
Para conter despesas, muitas empresas estão optando por entrevistas
por telefone nas primeiras etapas do processo. Você também
precisa estar preparado para isso. Reserve uma sala tranqüila
para receber a ligação. Escreva antecipadamente alguns
pontos importantes que gostaria de discutir e mantenha as anotações
em mãos durante a conversa. Lembre-se de que o seu objetivo
é conseguir agendar a entrevista pessoalmente.
Independentemente
do tipo de entrevista, você poderá ser bombardeado
por perguntas de todo tipo. Eis alguns exemplos típicos usados
pelos entrevistadores:
O que você
pode fazer por esta empresa? Sem conhecer os valores e objetivos
da empresa, fica impossível responder a essa pergunta. Portanto,
informe-se antes e procure avaliar como você poderá
contribuir para que a companhia atinja suas metas. No fim das contas,
o objetivo de qualquer profissional é resolver problemas.
Portanto, se você conseguir identificar o problema da empresa
e mostrar ao entrevistador como resolvê-lo, certamente estará
um passo à frente dos concorrentes.
Onde você
se vê em cinco anos? Mostre que você traçou um
plano consistente de carreira, sabe para onde quer ir e como quer
chegar lá.
Conte-me uma
situação em que você falhou em sua carreira.
Seja direto e procure descrever como aprendeu com o erro. Procure
ter uma postura positiva sobre o evento.
Está
faltando luz de manhã. Você sabe que tem 12 meias pretas
e 8 azuis. Quantas meias precisa tirar da gaveta para ter um par
perfeito? Nesse caso, o entrevistador quer testar seu raciocínio.
A resposta é: você tem duas cores. Para conseguir um
par da mesma cor, pegue três.
Qual a sua expectativa
de salário? Salário não deve ser discutido
no início da conversa, só depois de conhecer todas
as atribuições do cargo e de saber se a empresa irá
contratá-lo. Aí sim é hora de negociar.
Não se
esqueça de que você também está lá
para avaliar se a empresa é o lugar certo para você.
E essa é sua grande chance. Prepare uma lista de perguntas
que possam ajudá-lo a conhecer melhor a companhia:
Como é
um dia típico de trabalho nessa empresa?
Que responsabilidades terei nesse cargo?
A quem vou me reportar?
Qual o tamanho da equipe da qual farei parte?
Qual o estilo de gerenciamento da empresa?
Como o(a) senhor(a) vê a empresa em cinco anos?
(Você
S.A.)
O
que fazer no dia da entrevista
Não dê
vexame. Saiba o nome e cargo do entrevistador, o local, a data e
o horário da entrevista.
Vista-se adequadamente para a ocasião. Procure conhecer o
perfil da empresa antes, e use essa informação na
hora de escolher roupa, sapato e acessórios. Por exemplo,
se você for fazer uma entrevista para uma empresa de consultoria,
é mais indicado que use o terno completo. Já se for
para uma empresa de Internet, pode dispensar a gravata. De qualquer
forma, os fundamentos são eternos. Evite perfumes fortes.
Confirme se a roupa está limpa. Para as mulheres: evitem
saias curtas demais, decotes cavados e tecidos transparentes. Nada
de maquiagem pesada. Para os homens, nada de paletó amarrotado,
pastas ou sapatos surrados. Verifique se as unhas estão aparadas
e limpas. A barba deve estar feita.
Administre bem
seu tempo. Tente chegar 10 minutos antes da hora marcada.
Leve cópias
do currículo, anotações feitas durante a preparação
sobre suas competências e objetivos, papel e caneta.
(Você
S.A.)
Como agir durante a entrevista
Não esqueça
que você pode ser avaliado desde o momento em que pisa na
empresa. Portanto, trate bem a secretária e os assessores
e fique atento. Qualquer nova informação pode ser
preciosa nessa hora.
"Pense
que a entrevista é o seu primeiro dia de trabalho",
afirma o consultor americano Nick Corcodilos. "Sua atitude
deve ser a de quem está ali para discutir um projeto, e não
a de quem está mendigando um trabalho."
Tente manter
sua autoconfiança. Afinal, ainda não existe empresa
no universo que valorize profissionais inseguros e sem iniciativa.
Reflita bem
antes de responder. Não se precipite, mas também não
enrole. Jamais dê respostas monossilábicas, como "sim",
"não" e "é".
Jamais fale
mal do seu ex-chefe ou da empresa em que trabalhou. Isso mostra
que você é pouco discreto e não sabe separar
questões pessoais e profissionais.
Não tenha
receio de mostrar sentimentos de insatisfação ou de
raiva. Um estudo feito pela Stanford Business School revelou que
visão crítica ajuda a convencer o entrevistador de
que você é uma pessoa competente e que pode agregar
valor. A pesquisa revela ainda que pessoas que demonstram atitude,
em geral, têm um salário maior que as outras.
Não saia
da sala antes de fazer as perguntas ao recrutador. Verifique como
será o processo de seleção daquele momento
para a frente.
(Você
S.A.)
Como
lidar com imprevistos
Se você
pensou que está preparado para a batalha, enganou-se. Ninguém
está livre de armadilhas que podem tornar sua entrevista
um verdadeiro fiasco. Veja como transformar um desastre em oportunidade.
Se o entrevistador
faz uma pergunta que você não tem idéia da resposta?
"Fale-me sobre o modelo Value at Risk de avaliação
de riscos", dispara o entrevistador. Que fria. Você não
sabe a resposta. Mas conhece um outro modelo. Então, siga
em frente. Diga: "Conheço pouco o Value at Risk para
fazer uma análise mais profunda, mas conheço esse
outro método, que acredito ser extremamente eficiente".
Ninguém espera que você seja uma enciclopédia
ambulante, mas que saiba defender suas idéias.
Se o recrutador
chama você pelo nome errado? Faça uma correção
na hora. Educadamente diga que você é fulano e não
sicrano e continue a conversa. Se o entrevistador continuar a errar,
então diga: "Sei que o senhor conversa com muitos candidatos.
Gostaria de checar se está com o meu currículo em
mãos. Sou fulano de tal, formado pela universidade XYZ".
Se o telefone
celular toca durante a entrevista? Desligue imediatamente. Peça
desculpas. Aliás, o correto é entrar na sala com o
celular desligado.
Se você
chegar atrasado? Tráfego congestionado, doença na
família, nada disso justifica um atraso. O melhor a fazer
é ligar para o entrevistador com antecedência, explicar
o problema e pedir desculpas. Se o atraso for ultrapassar 15 minutos,
esteja disponível para remarcar a entrevista.
Se o entrevistador
fala algo que você sabe que é incorreto? Se for um
erro que você pode contradizer com números e dados,
faça-o delicadamente. Ele pode estar testando você.
Repita a frase com a correção, sem destacar que o
entrevistador está errado.
Se você
comete uma gafe estúpida (como a de dizer no final de uma
entrevista com o diretor da Pepsi que você sempre quis trabalhar
na Coca-Cola)? Corrija a gafe rapidamente. Deixe claro seu compromisso
com a empresa. E não tente justificar o equívoco dizendo
que se confundiu porque teve ontem uma entrevista com o pessoal
da Coca-Cola. Aí, meu caro, é o seu fim.
Se você
derrubar café na roupa? Tente conduzir a situação
com bom humor. Pergunte onde ficam as toalhas de papel e peça
licença para ir buscá-las. Não fique esperando
alguém consertar a confusão que arrumou. Deixe claro
que a entrevista é mais importante que o imprevisto.
(Você
S. A.)
O
que fazer depois
Volte para casa
e analise a entrevista. Verifique o que funcionou e o que não
deu certo e como poderia melhorar na próxima ocasião.
Envie uma carta
de agradecimento à empresa no máximo 48 horas após
a entrevista.
Se você
não tiver notícia nenhuma após duas semanas,
ligue para o recrutador e verifique se ele precisa de mais algum
dado sobre você.
Sejamos sinceros:
nem mesmo toda essa preparação vai acabar de vez com
o desconforto que é enfrentar uma entrevista. Afinal, trata-se
de um momento em que você está sendo avaliado por um
estranho -- cada palavra, gesto e movimento pode fazer a diferença.
Há o receio de ser mal interpretado, rejeitado e, por fim,
de perder uma grande oportunidade. Mas se render ao desespero é
a pior saída. Vá em frente. Prepare-se bem. Seja você
mesmo -- e procure sempre aprender algo quando se deparar com esse
tipo de situação.
(Você
S. A.)
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