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Petroquímica
vai abrir 56 mil vagas até 2010
A reestruturação
da indústria petroquímica no Brasil vai resultar na
abertura de 56 mil postos de trabalho até 2010. Os investimentos
começaram em 2002, como resultado da retomada do crescimento
econômico no País, e devem se manter por pelo menos
mais cinco anos.
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Petroquímica vai abrir 56 mil vagas até 2010
A reestruturação
da indústria petroquímica no Brasil vai resultar na
abertura de 56 mil postos de trabalho até 2010. Os investimentos
começaram em 2002, como resultado da retomada do crescimento
econômico no País, e devem se manter por pelo menos
mais cinco anos.
A Petrobrás,
que planeja investir US$ 1,1 bilhão em sete projetos, vai
contratar 11 mil trabalhadores. “Este ano serão entre
4mil e 4,5 mil”, avisa Heitor Chagas de Oliveira, gerente-executivo
de Recursos Humanos da Petrobrás. São vagas previstas
no plano estratégico da empresa, preenchidas a partir de
concursos públicos, com prazo até 2010. “Só
que, com os investimentos previstos chegaremos a esse número
já em 2008”, prevê Oliveira.
Na Riopolímeros,
um dos sete projetos em andamento, a Petrobrás tem como parceiras
a Unipar petroquímica e unidade de polietileno (primeira
e segunda geração), tem concepção nova
no Brasil e entra em operação este ano. Abriu apenas
400 vagas, mas está atraindo quatro grandes indústrias
de plástico para Duque de Caxias, na Baixada Fluminense,
e provocando o aumento de produção em outras duas,
que já estavam lá.“Na construção
chegamos a ter 7,5 mil pessoas na obra”, diz o diretor-superintendente
da empresa, João Brandão. “Somando os fabricantes
de equipamentos e fornecedores de materiais e serviços chega-se
facilmente a 15 mil novos empregos”, acrescenta Ana Beatriz
Fernandes, gerente de Gestão de Pessoas.
Na fase de operação
há mais 350 terceirizados. A Riopol é um exemplo de
como investimentos podem desencadear um círculo virtuoso
no setor, totalmente desestruturado pela privatização
promovida por Collor de Mello. “Se existem planos de investimentos
nas petroquímicas, podemos ter confiança investir
também. Só espero poder acompanhar o ritmo”,
comemora Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira
da Indústria do Plástico.
Cachum não
pensa apenas na Riopolímeros. Há o convênio
com a Petroquímica União (PQU), que poderá
gerar 14mil empregos no ABC paulista.O acordo prevê o fornecimento,
a partir de 2007, de 1,2milhão de metros cúbicos por
dia de gás, que virão das refinarias Henrique Lage
(Revap) e de Capuava (Recap).O terceiro projeto é a Unidade
de Polipropileno da Replan,em Paulínia, no Interior de São
Paulo.A construção começa este ano e a operação,
em2007. Com investimentos de US$220 milhões, pode processar
300 mil toneladas por ano e gerar 1500 empregos diretos.
A Petrobrás
conta, por enquanto, com a Braskem como parceira, uma empresa formada
em 2002 e que já se tornou a maior petroquímica da
América Latina. Ela deverá ser parceira também
na implantação do pólogás-químico,
nos moldes da Riopolímeros, em Mato Grosso, na fronteira
com a Bolívia, para aproveitar o gasoduto que vem daquele
país. A Petrobrás não tem nada acertado sobre
esse projeto, mas confirma a intenção de construí-lo.
Existem mais
três projetos aprovados. O Complexo Ácido Acrílico
- SAP, que será implantado em parceria com a Elekeiroz ao
lado da Regap,em Minas Gerais. Envolve a construção
de uma fábrica de ácido acrílico, uma de acrilatos
e outra de SAP (derivado do ácido acrílico, para fabricação
de fraldas), substâncias atualmente importadas pelo Brasil.
A Unidade de
Fenol, que produz fórmica, ainda em estudo, que deverá
ser construída em São Paulo ou no Paraná, e,
por último, o Pólo de Poliéster, formado por
três empreendimentos que serão implantados em parceria
com o Grupo Italiano Mossi & Ghisolfi (M&G).
O pólo
terá uma Unidade de Embalagens PET, uma de Produção
do Ácido Teraftálico Purificado (matéria-prima
do poliéster) e uma unidade de Paraxileno (matéria-prima
do PTA).As duas primeiras serão em Pernambuco e terão
investimentos de US$ 1,2 bilhões. A de Paraxileno será
construída na Bahia (na refinaria Relam) e terá investimentos,
da Petrobrás, de US$ 350 milhões.
(01/02/05
– O Estado de S.Paulo)
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