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Sobrecarga de trabalho deixa funcionários estressados, mostra pesquisa

Pesquisa sobre estresse realizada pela Isma-BR (International Stress Management Association) constatou o problema em profissionais de 752 empresas brasileiras. Sobrecarga no trabalho é uma das maiores reclamações.

Leia mais:
    - Trabalho é a principal fonte de estresse
    - Saúde é "missão pessoal e intransferível"

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trabalho é a principal fonte de estresse

"Minha vida era só o trabalho, tinha abandonado o lado pessoal. Até que um dia, ao chegar em casa após uma crise de choro, desmaiei. Quando acordei, estava num quarto do hospital São Luiz, sem vontade de viver."

Histórias como a vivenciada pela gerente de recursos humanos Flávia Pettine Gaeta, 28, longe de serem casos isolados, refletem uma situação cada vez mais visível no ambiente profissional: o brasileiro está estressado.

Essa é a constatação da pesquisa anual sobre estresse realizada pela Isma-BR (International Stress Management Association) com 752 profissionais de empresas brasileiras ao final de 2004.

Os resultados do levantamento, que serão apresentados em junho e foram obtidos com exclusividade pela Folha, revelam que 65% dos entrevistados consideram seu nível de estresse de regular a péssimo, o que compromete a qualidade de vida de 66% deles.

O dado mais alarmante, entretanto, é o de que, pela primeira vez, a principal fonte de estresse do brasileiro é o trabalho: 58% apontaram a profissão como causa da doença. "Em 2003, os problemas pessoais ainda sobressaíam: foram mencionados por 53% dos respondentes", compara a presidente da Isma-BR, Ana Maria Rossi.

Entre as principais causas do distúrbio, destaca-se a reclamação da sobrecarga profissional, citada por 48% das pessoas.

E, em meio às festividades do Dia do Internacional do Trabalho, as notícias não são das mais animadoras: outro estudo, recentemente divulgado pela Families and Work Institute, entidade norte-americana sem fins lucrativos, revela que um terço dos profissionais se sentem cronicamente sobrecarregados nos EUA, país que costuma ditar tendências para o ambiente de trabalho brasileiro. "Percebemos que o principal problema não é a carga horária, mas o modo como as pessoas trabalham", ressalta a presidente do instituto, Ellen Galinsky.

Outra pesquisa, a ser concluída em maio pela consultoria Price Water house Coopers, também aponta "uma tendência de aumento da geração de receita por empregado", ou seja, o funcionário deve produzir cada vez mais.

Mas, para os profissionais, nem tudo está perdido. Há quem consiga tirar do estresse lições de vida. "É a chance de perceber que é o momento de refletir e mudar. Nada é por acaso", diz a analista de sistemas E.Z., 29, que já passou por crise da doença.

Foi o que aconteceu com Flávia Gaeta. "Percebi que eu me levei à doença, então mudei. Hoje aceito a vida como é, sem tentar controlar tudo. Sinto-me mais humana."

(Folha de S. Paulo – 02/05/05)

   

Saúde é "missão pessoal e intransferível"

Segunda-feira: trabalho das 9h50 às 12h20. Viagem de Aricanduva (zona leste) para Guarulhos (Grande São Paulo). Aula até 18h20, com almoço das 15h25 às 15h50, no intervalo dos alunos. Reunião de coordenadoria até 19h10. Novas aulas até 22h40. Chegar em casa às 23h. Desmaiar.

Essa é a rotina de apenas um dia da semana da professora Lígia Couto, 26, que ainda faz mestrado e curso de extensão na PUC-SP e "aproveita" os domingos para preparar aulas e corrigir provas.

"O pior é o peso que o trabalho tem na vida pessoal. Não tenho tempo para meu marido, que às vezes entende, às vezes não. Vejo meus pais de vez em quando e meus amigos, semestralmente."

Abrir mão da vida social pela profissão também foi uma das conseqüências da sobrecarga na carreira da atendente T., 43, que preferiu não se identificar. "Para ganhar mais, dobrava o meu turno e trabalhava 12 horas diárias. Folgava uma vez durante a semana e nunca via os amigos", conta.

Segundo ela, da experiência resultaram quatro meses afastada do trabalho, muitos remédios e uma crise de pânico, que deixou tendências depressivas até hoje.

Ambos os depoimentos exemplificam uma miríade de histórias de trabalhadores com estresse que apresentam uma origem comum: as escolhas profissionais. De acordo com especialistas ouvidos pela Folha, mais importante do que culpar o trabalho pela sobrecarga e estresse, é reconhecer que tudo isso deriva de decisões próprias, cujas conseqüências devem ser administradas por meio do autoconhecimento.

"Não há solução mágica. É preciso estar ciente de que todas as escolhas levam a renúncias e a concessões. O fundamental é saber balancear as prioridades", alerta a sócia-diretora da PriceWaterhouseCoopers, Olga Colpo.

Na avaliação da psicóloga Ana Maria Rossi, da Isma-BR, "a qualidade de vida é uma missão pessoal e intransferível". "A empresa tem a obrigação de se preocupar com o assunto, mas preservar a saúde é função do profissional."

"É preciso perder a ingenuidade e parar de pensar que as coisas vão mudar. O estresse veio para ficar. O que o profissional deve fazer é se colocar de forma positiva diante da realidade e isso só é possível ao traçar limites para si", acrescenta Mariá Giuliese, diretora da consultoria Lens e Minarelli.

Parar para refletir e fazer as escolhas sem se levar por uma falsa engrenagem que arrasta ao estresse. Essa é a recomendação da psicoterapeuta Patricia Gebrim, autora de "Gente que Mora Dentro da Gente" (ed. Pensamento). "As pessoas ficam anestesiadas pela rotina. Mas, quanto mais adiam a decisão de mudar, pior", diz.

É exatamente isso que a professora Lígia Couto pretende fazer. Ela afirma que vai pedir demissão de um dos empregos amanhã para dedicar-se à família. "Parei para refletir e vi que minha vida pessoal deve ser mais importante a longo prazo", justifica.

(Folha de S. Paulo – 02/05/05)

   
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