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Eleição
antecipa concursos
Estamos sob
uma chuva de concursos públicos. Por causa das eleições
federais e estaduais, a homologação do resultado dos
processos seletivos tem de ser feita até 30 de junho, ou
seja, três meses antes da votação. Se passar
desta data, as contratações dos aprovados só
serão permitidas após a posse dos governantes, em
janeiro de 2007. Resultado: na pressa, as autarquias e empresas
públicas provocam um festival de concursos nas próximas
semanas. A hora para fazer a inscrição é agora.
Como o Tribunal Superior Eleitoral não se pronunciou sobre
a possibilidade de estas contratações influenciarem
as administrações municipais — que não
terão eleições — as prefeituras decidiram
não se arriscar e estão abrindo concursos.
No Rio, hoje,
há 15 processos seletivos federais e estaduais com inscrições
abertas ou abrindo até o início do mês. São
3.012 vagas (fora as referentes a cadastro de reserva, que não
foram quantificadas). Os salários variam de R$479,98 a R$5.438.
Há oportunidades
para quem tem nível médio ou superior. A Petrobrás
é a empresa que tem o maior número de vagas. As inscrições
estão abertas até 3 de abril. Serão 1.178 contratações,
com salários de até R$ 3.605,42 para quem tem diploma
universitário e R$ 2.084,31 para nível técnico.
Já a Agência Nacional de Cinema (Ancine) chamará
34 novos funcionários, por até R$ 3.197,33 (curso
superior) e R$1.539,01 (nível médio).
A Eletronuclear
formará cadastro de reserva para profissionais com formação
superior (salários de R$ 5.438). Assim como a Caixa Econômica
(remuneração de R$ 3.881), que também vai selecionar
pessoal de nível médio (R$ 1.133). O Ministério
da Cultura, por sua vez, abre 215 vagas, entre elas, oportunidades
para Biblioteca Nacional, Funarte e Fundação Palmares.
No caso, o salário é de R$ 1.768 (nível superior)
e de R$ 1.560 (nível médio).
Difícil
é encontrar um diretor de concurso ou candidato parado. Marco
Aurélio Guimarães, responsável pelas seleções
organizadas pelo NCE, núcleo da UFRJ, coordena 20 concursos
simultâneos em todo o país. Até o fim do ano,
ele estima que terão sido cem, já que algumas empresas
querem mesmo contratar em 2007 ou formar cadastro de reserva. Mauro
Rabello, da Cespe, órgão correlato da Universidade
de Brasília (UnB), calcula que entre fevereiro e abril terá
realizado 56 concursos. Isso corresponde a 70% do volume de 2005.
Em todo o ano passado, a Cespe fez 81 seleções. Na
Cesgranrio, este ano, já são 20 concursos com 1,2
milhão de inscritos.
“No fim
de março e começo de abril, a Cespe abre inscrições
para 13 concursos, totalizando uma oferta de 2.248 vagas. Há
outros 29 processos de seleção em andamento, somando
mais seis mil oportunidades. Nestes casos, a inscrição
acabou, já foi aplicada a primeira prova ou estamos aguardando
resultados. Tudo por causa do ano eleitoral,” explica Rabello.
O diretor da
Fesp, Paulo Sérgio Marques, é solidário com
a angústia de candidatos que, no fim, são prejudicados
com o acúmulo de datas e taxas: “Não estou mais
fechando contratos de realização de concursos com
prerrogativa de contratação este ano. É preciso
ter respeito com o candidato e, inclusive, dar tempo para que ele
estude e se sinta preparado para os testes. Ele se prejudica também
porque não pode fazer provas realizadas no mesmo dia e tem
de pagar várias taxas de uma vez.”
A segurança
é preocupação constante, ainda mais com o acúmulo
de concursos. O Ministério do Planejamento informa que as
autorizações para os processos seletivos foram dadas
em dezembro e janeiro para que houvesse tempo hábil. Apesar
de problemas já registrados, diretores de concursos de Cesgranrio,
Fesp, Cesp e NCE sustentam que é absoluta a lisura da confecção,
aplicação e correção das provas.
As instituições,
dizem eles, tiram as digitais dos candidatos na hora do exame para
ter como provar, depois, que quem fez a prova é a pessoa
que será contratada. Além disso, instalam detectores
de freqüência de ponto eletrônico. Mas velhas técnicas
são mantidas, informa o coordenador de concursos da Cesgranrio,
Avelino Werner: “Nosso pessoal é capaz de descobrir
uma tentativa de fraude pelo semblante do candidato.”
Marques, da
Fesp, diz que funcionários que imprimem os questionários
ficam confinados num andar como Big Brothers até o dia seguinte
ao exame: “No ano passado, fizemos um concurso da Polícia
Militar com 37 mil candidatos e houve apenas 0,003% de recursos.
Se existe antecedência e o edital é minucioso, o risco
de erro na seleção é mínimo.”
(O Globo)
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A difícil rotina de quem está atento a editais
Os candidatos que prestam
concursos este ano reclamam do acúmulo de taxas e da coincidência
de datas de provas. As inscrições para quem tem nível
superior, por exemplo, custam cerca de cem reais. Aqueles que decidem
fazer várias provas desembolsam quantias altas de uma só
vez.
A matemática Sandra
Barcellos tentou uma vaga para técnica da Receita Federal
este ano e pensa em disputar outros concursos: “Vou tentar
o que aparecer. Mas é complicado. Tenho conversado com colegas
de curso preparatório e a reclamação é
geral. É preciso fazer boas escolhas para não gastar
muito dinheiro.”
O físico Daniel
Alencar está à espera da publicação
de alguns editais ainda este ano. Ele teme, no entanto, que a lei
eleitoral inviabilize a realização de algumas provas
pelas quais tem esperado: “Será frustrante se as inscrições
que me interessam não saírem esta semana. Sei que,
se não for agora, é muito pouco provável que
sejam realizados ainda em 2006. Tenho estudado especialmente para
fazer alguns concursos.”
Bacharel em direito,
Danielle Lopes disputa diferentes processos públicos de seleção
para conseguir uma vaga, de preferência nas áreas fiscal
ou jurídica. Só este ano, ela fez os do Tribunal de
Justiça, do Tribunal Regional do Trabalho e de técnico
da Receita Federal. “Minha esperança é que a
cada resultado divulgado, menos gente se inscreva nos próximos
concursos. Ou que os altos valores a serem pagos tirem pessoas das
disputas.”
(O Globo)
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Confira concursos em aberto
Dataprev:
A Dataprev preencherá 325 vagas de analista de tecnologia
da informação. É preciso ter nível superior
em estatística, engenharia de sistemas ou telecomunicações,
matemática, informática, sistemas da computação,
direito ou ciências contábeis, entre outros. No rio,
são 131 vagas de R$ 2.180. Inscrições pela
internet, até 9 de abril. Taxa: R$ 50. Outras informações:
www.cespe.unb.br .
Arquivo
Nacional: Entre os dias 5 e 19 de abril, o Arquivo Nacional
estará com inscrições abertas para o preenchimento
de 182 vagas, 153 delas no Rio. O prazo se estende até dia
24 para quem for se inscrever via internet. Serão 80 contratados
com nível médio (R$ 1.130) e 102 com superior (R$
1.340). Há pagamento de benefícios. Taxas: R$ 28,50
e R$ 33,50, respectivamente. Informações: www.nce.ufrj.br/concursos
.
FINEP:
A Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência
e Tecnologia formará cadastro de reserva nos níveis
médio e superior, com salários de R$ 896,34 e R$ 3.736,83.
As inscrições devem ser feitas entre 5 e 19 de abril,
nos postos de atendimento ou pela internet. As taxas são
de R$ 22 e R$ 42 para técnicos (de acordo com a área
de conhecimento) e R$ 70 (nível superior). Informações:
www.nce.ufrj.br .
(O Globo)
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