"Engordar" o currículo é importante, diz maioria

Como o maior drama na busca pelo primeiro emprego é a falta de experiência, a solução sempre foi "engordar" o currículo com cursos, palestras e outras atividades, demonstrando características que são desejáveis em qualquer profissional: iniciativa, desprendimento, flexibilidade, criatividade.

A tarefa, porém, está mais complicada do que há alguns anos. Curso de inglês, por exemplo, já não é diferencial. Informática, muito menos. Todo aspirante a emprego tem de trazê-los na bagagem.

A pesquisa Datafolha revela que 51% dos responsáveis pelos departamentos de recursos humanos de empresas da Grande São Paulo consideram "muito importante" que um candidato sem experiência cite atividades "extras" no currículo. Outros 43% consideram a informação um pouco importante.

É por isso que os consultores de carreira são unânimes em aconselhar: pesquise, informe-se, vá atrás de cursos curtos, palestras e feiras e destaque essas iniciativas no currículo.

É interessante dar preferência às atividades que tenham ligação com a área profissional pretendida, para demonstrar "foco", mas há espaço, desde que com bom senso, para colocar informações que demonstrem características positivas."Participar de empresas juniores na faculdade é muito valorizado pelos recrutadores", afirma Marisa da Silva, consultora de carreiras da Career Center, que atende basicamente jovens. Ela lista outras possibilidades que podem ser citadas: curso de teatro (ajuda no desenvolvimento pessoal) e esportes (indicam esforço, persistência e disciplina).

A maioria (60%) das empresas entrevistadas pelo Datafolha deu alguma importância à informação sobre hobbies e preferências pessoais. "Trabalhamos por competência. Entrevistamos o candidato para saber em que áreas ele é mais forte. Por isso, ter sido capitão do time de futebol pode contar pontos, porque demonstra características como liderança", exemplifica Maria Helena Monteiro, vice-presidente de RH da SulAmerica Seguros.

(Folha de S.Paulo – 05/06/06)

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