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Ceat
oferece oportunidades no mercado de trabalho
O Centro de
Apoio ao Trabalhador (Ceat), encaminhou em um mês, cerca de
1,7 mil pessoas para vagas formais no mercado de trabalho. A organização
também ajuda as pessoas a retirarem documentos, serve alimentação
e oferece abrigo para moradores de rua.
Leia
mais:
No Centro da Diocese de SP, romaria de desempregados
No mês passado, o Centro de Apoio ao Trabalhador
(Ceat) encaminhou cerca de 1,7 mil pessoas para vagas formais no
mercado de trabalho. Diariamente, perto de 1,5 mil desempregados
passam pelas seis unidades do centro espalhadas pela periferia de
São Paulo, uma iniciativa da Igreja Católica.
O diferencial
em relação aos órgãos mantidos por centrais
sindicais é que o Ceat também ajuda as pessoas a retirarem
documentos, serve alimentação e oferece abrigo para
moradores de rua.
Em todo o ano
passado, o Ceat captou 23.870 vagas, sendo 9.047 no mercado formal.
Este ano, a expectativa é dobrar esse número, diz
padre Licio de Araújo Vale, diretor administrativo do centro.
Criado há
dois anos pela Diocese de São Paulo, o Ceat é dirigido
pelo cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes,
apontado como um possível sucessor do papa João Paulo
II. Atualmente, a entidade tem convênios com os governos federal,
estadual e municipal e recebe verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT). Boa parte é usada na requalificação
e na formação profissional.
Um dos projetos
do Ceat, em convênio com o Estado, é à frente
de trabalho para moradores de rua. O programa atende 270 pessoas
em cursos de capacitação. Eles realizam serviços
nos próprios centros e recebem R$ 260 por mês. Dez
deles já conseguiram empregos formais, diz o governador Geraldo
Alckmin, que ontem visitou a unidade do Brás.
"Nosso
objetivo é ampliar para 500 o número de bolsistas
este ano", diz Alckmin. Ele se comprometeu a divulgar o projeto
em empresas fornecedoras do Estado para captar empregos.
Na fila por
uma vaga, Mismery da Silva Cavalcante, de 26 anos, está sem
emprego há um ano. Moradora da Mooca, trabalhava como auxiliar
de enfermagem e visita o Ceat uma vez por semana. "Falta oportunidade
no mercado e, muitas vezes, somos humilhados quando vamos a uma
agência." Ela vive com seis familiares.
Valdinei da
Silva Fernandes,de 26 anos, esteve ontem pela primeira vez no Ceat,
em busca de uma vaga de motorista. O último emprego durou
quatro meses, para uma prestadora de serviços. "Era
um trabalho temporário, mas como a Eletropaulo não
renovou contrato, fui demitido", diz ele, casado e pai de um
menino de três anos.
Marceli Jacinto,
de 27 anos, quer recuperar a profissão de padeira que não
exerce há dois anos. "Sou formada pelo Senai, mas aceito
qualquer vaga no comércio".
Segundo padre
Licio, as pessoas que procuram o Ceat estão sem emprego há
três anos, em média. Desde 2003, o centro atendeu mais
de 200 mil pessoas, nem todas em busca de trabalho. A entidade tem
convênio com o Sebrae e oferece cursos de pedreiro, manicure,
informática e telemarketing, entre outros. "Buscamos
vagas na própria região onde as pessoas moram",
diz Licio.
(O Estado
de S. Paulo)
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