Mulheres vivem momento de conciliação entre família e trabalho

Marina Rosenfeld
Enviada especial a Goiânia

Já foi a época em que o velho ditado “o mundo é a casa dos homens e a casa é o mundo da mulher” fazia sentido. Segundo o Catedrático de Direito do Trabalho na Faculdade de Direito de Coimbra, em Portugal, Jorge Leite, vive-se num momento oposto ao do ditado. “As mulheres de hoje em dia dividem-se entre a família e o trabalho e tentam de alguma forma conciliar as duas coisas”.

Para o catedrático, sem dúvida, esse é um momento de compatibilidade entre vida profissional e vida familiar. “Já foi-se o tempo em que as mulheres permaneciam em estado de servidão e só os homens tinham direitos. O aumento de consciência e autonomia mudou o modo como elas se relacionam com o trabalho”, comentou Leite ao dizer ser necessário tomar medidas urgentes para que as mulheres consigam conciliar as duas atividades.

De acordo com o especialista, o Estado pode contribuir e muito para essa compatibilização. “Ele tem um papel importante na criação de uma infra-estrutura que facilite a conciliação”, afirmou.

Durante sua apresentação no I Congresso Internacional sobre a Mulher, Gênero e Relações de Trabalho, Leite apontou algumas ações desenvolvidas pelo governo português que têm obtido sucesso. Entre elas, estão a ampliação da licença maternidade de quatro para cinco meses, a licença paternidade ao nascer um filho, a licença parental para cuidar dos filhos e a questão das férias que, por Lei, devem ser tiradas pelos pais ao mesmo tempo.

Leite disse também que muitos países têm criado ações que estimulam, facilitam e impõem o acompanhamento da vida dos filhos pelos pais. Apesar dessas experiências ainda serem muito tímidas, o catedrático garante que elas sugerem uma partilha de responsabilidades não só pelas mães, mas também pelos pais.

   
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