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Treinamento contempla jovens da comunidade
Os integrantes
do Consórcio Modular, no início da instalação
da fábrica, contrataram mão-de-obra local com base
em uma lista de 2 mil ex-alunos do Senai. Feita a primeira seleção,
eles foram treinados "on the job", na linha de produção.
O Senai local, no entanto, continuou como parceiro e hoje tem um
curso específico de treinamento para a montadora, que conta
com peças e um caminhão desmontado para a parte prática.
O consórcio
resolveu também adotar o projeto de treinamento desenvolvido
pela Fundação Iochpe-Maxion - Formare. Uma escola
técnica profissionalizante de nível básico
certificada pelo Ministério da Educação foi
instalada dentro da fábrica, cujos funcionários são
os educadores-voluntários. O objetivo é formar e resgatar
jovens de baixa renda da comunidade. Já na terceira turma,
o projeto forma 15 alunos por ano, que recebem, além da formação
profissional, assistência médica, odontológica
e bolsa de estudos e, ao final do curso, tem grande chance de contratação.
Programa
de sucessão
Os programas
de treinamento e desenvolvimento também são comuns
a todos os funcionários, dependendo da função.
"Os que lidam com robôs chegam a ser treinados em robótica
na Alemanha", afirma o gerente executivo de RH da Volks, Guilherme
Cruz. A Volks assumiu os custos do programa de treinamento e desenvolvimento,
que, de acordo com Cruz, envolve os funcionários de todos
os parceiros e consome ao redor de R$ 1 milhão por ano.
Ele destaca
o programa de carreira e sucessão, do executivo ao mensalista,
que está sendo implantado na fábrica com o objetivo
de desenvolver o potencial dos funcionários e abrir novas
oportunidades dentro da empresa. Todos os empregados foram avaliados
em termos de competências e de perfil e, depois, entrevistados
para que pudessem colocar suas expectativas em relação
à empresa e à carreira.
"O resultado
vai para um comitê de avaliação que estabelece
o que a indústria quer em termos de desempenho e de comprometimento
para que cada um possa traçar sua trajetória."
Cruz acrescenta
que alguns recursos são utilizados nesse programa - como
o "job rotation" e o treinamento internacional - para
que os funcionários conheçam mais a organização
como um todo. O lado comportamental também recebe programas
de desenvolvimento de habilidades, com foco no empreendedorismo
e na visão estratégica de atuação. "Queremos
preparar desde já os futuros líderes da empresa",
afirma Cruz.
(Gazeta Mercantil
- 06/08/02)
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