Negros e pardos são mais atingidos por desemprego e recebem menos

O desemprego atingiu mais negros e pardos do que brancos em março passado, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O levantamento foi feito com base na PME (Pesquisa Mensal do Emprego), realizada nas seis maiores regiões metropolitanas do país.

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Exportação e agronegócio criaram empregos no setor automotivo

A exportação e o bom desempenho do agronegócio brasileiro estão ajudando a gerar empregos na indústria automotiva. Só no mês passado foram criadas 962 vagas no setor, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

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Negros e pardos são mais atingidos por desemprego e recebem menos

O desemprego atingiu mais negros e pardos do que brancos em março passado, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O levantamento foi feito com base na PME (Pesquisa Mensal do Emprego), realizada nas seis maiores regiões metropolitanas do país.

A taxa de desemprego entre a população de cor preta ou parda chegou a 15,3%. Na população de cor branca, a taxa correspondeu a 11,1%. Na média das seis maiores regiões metropolitanas, a taxa de desemprego foi de 12,8%.

A pesquisa também revela que negros e pardos receberam a metade da renda dos brancos. A renda média do branco correspondeu a R$ 1.096 em março mas a renda do pardo ou do negro foi de R$ 535.

Em Salvador, onde 87% da população em idade ativa (de 10 anos ou mais) é de cor preta ou parda, a renda recebida por um trabalhador branco chega a superar em quase três vezes a recebida por um trabalhador negro ou pardo.

O levantamento mostra ainda que a maioria (63,9%) de negros e pardos recebia até dois salários mínimos. Entre os empregados brancos, o percentual que recebeu até dois salários mínimos foi de 39,2%.

Entre os trabalhadores com renda mais elevada (superior a 10 salários mínimos), a participação dos brancos é maior. Do total de trabalhadores brancos, 10,6% receberam mais que 10 salários mínimos. Entre pardos e negros, essa participação foi de apenas 1,7%.

(Folha OnLine – 07/06/04)

   

Exportação e agronegócio criaram empregos no setor automotivo

A exportação e o bom desempenho do agronegócio brasileiro estão ajudando a gerar empregos na indústria automotiva. Só no mês passado foram criadas 962 vagas no setor, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Com isso, a indústria fechou o mês de maio com 93.951 empregados, um aumento de 1,8% em relação ao mesmo mês de 2003. Na comparação com abril, o crescimento foi de 1%.

"Esse movimento está focado nas exportações e no agronegócio. O nível de emprego deve crescer na medida em que houver maior crescimento da atividade econômica", disse o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb.

No mês passado, a indústria automotiva exportou o equivalente a US$ 617,75 milhões em veículos e máquinas agrícolas, um aumento de 47,9% em relação a maio de 2003.

No acumulado do ano, as exportações alcançaram US$ 2,90 bilhões, um avanço de 57,1% na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado.

Segundo Golfarb, é preciso ainda incentivar as vendas de veículos para o mercado interno para sustentar o crescimento do emprego no setor. "O nível da ociosidade é superior a 40", um nível elevado."

Em maio, foram vendidos 123,08 mil veículos para o mercado interno, um aumento de 6,6% na comparação com abril e de 15,2% em relação ao mesmo mês de 2003.

No ano, foram vendidas 115.458 unidades, um crescimento de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Golfarb afirmou que esses números estão em linha com as projeções da Anfavea para 2004, que prevê a comercialização de 1,429 milhão de veículos, o que dará um aumento de 7,8% em relação a 2003.

Para as exportações, a Anfavea estima uma receita de vendas para o mercado externo de US$ 5,5 bilhões em 2004, montante 20% superior ao registrado no ano passado.

(Folha Online)

   
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